Guerra de recados entre Carlos Matos e Salvador da Cunha, pelos quatro consultores que sairam da Imago e, mais tarde (?), foram convidados pela Lift. Ler aqui e ali.
Provavelmente estão os dois certos.
Carlos Matos porque quer dar outra dinâmica à Imago e neste novo rumo da empresa faz falta quem está alinhado com a estratégia. Quem não está deve sair ou ser convidado a sair. Não belisca a competência de quem parte. Para a guerra temos que ir com os nossos e os que estão connosco.
Salvador da Cunha porque tenta aproveitar as competências de consultores que estariam eventualmente desmotivados e desalinhados noutro lugar.
Por outro lado, este pequeno tumulto é estranho se pensarmos que as duas empresas estiveram em processo de fusão durante quatro ou cinco meses no ano passado, e que daria em nada no final.
Ingénuo não fui quando a justificação para o falhanço da operação foram as condições de mercado, e que mais tarde quando a tempestade amainasse a hipótese continuaria de pé.
sábado, 10 de janeiro de 2009
Os dois certos, mas só agora
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quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Escreva mais que a gente gosta
Diz-nos a Filipa Trigo, do Sem Filtro, que não é bonito aproveitarmo-nos da situação, referindo-se ao desfecho Lift/Imago.
Na parte que me toca: como também não aproveitei para guardar o elogio na gaveta quando soube da eventual fusão, sinto-me à vontade para criticar agora. Tenho só de acertar o tom para garantir que cumpro o Código de Estocolmo (as referências que faço à Imago violam o código, no artigo 4.3, Conduta em relação aos colegas, uma empresa não deve: depreciar a reputação (...) de outro membro da Associação). Terei que encontrar um compromisso entre o Código e a coerência do meu discurso.
Também aqui o registo neutro da notícia da fusão no do fundo da Comunicação.
PS: E, Filipa, escreva mais que a gente gosta! Ajude-nos a curar o síndrome do macho alfa. ;)
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A simpatia que eu não tenho
Ler texto simpático da Domingas a propósito das notícias Lift/Imago. De facto, como ontem escrevi, acontece. Não será o fim do mundo, e se calhar as consequências são mais da desilusão que fica face à expectativa do mercado do que outra coisa.
Também eu gosto da concorrência, e da Domingas, uma referência na comunicação já no tempo em que eu era jornalista.
Tento ser dos que criticam e dos que gabam. Para ter credibilidade na hora da crítica, mas também na hora do elogio.
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quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Fiasco
A notícia de hoje da suspensão das negociações entre Lift e Imago só pode ser encarada como um fiasco. Após meses de conversações e sucessivos adiamentos de anúncios (penso que primeiro era em Agosto, depois em Outubro), e muitos planos depois, afinal já não há nova agência. Acontece. Não foi nem será a primeira vez.
A minha perspectiva de consolidação do mercado (aqui e ali), se por um lado é reforçada, já que nem a eventual e propalada fusão existiu, por outro é abalada, na medida em que ficam duas agências disponíveis, sem as amarras que enunciei.
Pessoalmente, acho a ruptura mais perigosa para a Imago. É a agência do outro tempo, a que esteve no topo e que sofreu a erosão dos anos. Já não é a mesma de há dez anos, e prevejo que o declínio continue até ser apenas uma botique, que segurou meia dúzia de bons clientes de outrora. Hoje ainda é mais do que isso, dentro de cinco anos não será.
A Lift liderou o processo, percebi-o por dois factores: conhecimento das duas agências e pela comunicação da operação. Foi o Salvador que liderou a comunicação desde o início, quem mais apareceu e quem melhor traçou o cenário que a junção permitiria. Agora não, quem explica com mais detalhes o desenlace infeliz é Carlos Matos, mais uma razão para pensar que o Carlos está fora de forma, apesar de ser um dos bons comunicadores do mercado. Em crise, cuidados redobrados na utilização do líder, para evitar o desgaste. Foi cumprido à risca: ficou o Salvador atrás da cortina e veio o Carlos para o palco. Correctíssimo.
A Lift seguirá, para já, o seu caminho sozinha, um caminho que tem sido feito de passos seguros.
Tenho pena pelo negócio. Apontei alguns riscos, mas acreditei no potencial. E queremos concorrentes mais fortes no mercado.
PS: Assim, vai ser mais difícil ter cá o Salvador. Pode ser que a parte da Burson se concretize.
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segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Coopetição
Sou um apaixonado pelo mercado, pela livre concorrência, pela inovação, pela iniciativa, pelo jogo balizado por lei e ética. Sou contra imposições, contra preços tabelados, amarras que distorçam as nossas decisões.
Estarmos em concurso e alguém apresenta proposta pro-bono? Acho bem.
Avenças abaixo do valor médio do mercado? Não tem problema.
Estágios não remunerados? Nada contra.
Pacotes de comunicação? Be my guest.
Cada qual que use a estratégia e a táctica que sirvam melhor os seus interesses. A cada momento que se disponham peões, cavalos, bispos, torres e rainhas para alcançar o cheque-mate final, aquele que verga o rei, que faz dobrar o tabuleiro. Amanhã, outro jogo começa, e depois mais um, numa outra sala, com um outro cliente, contra outros concorrentes. É competição.
Não obstante a disputa por clientes, existem outras variáveis, onde alguns players ganham se estiverem alinhados. E nos recursos humanos estamos interessados em estar alinhados com alguns concorrentes. Será cooperação.
A falácia da composição faz-me saber que se eu estiver num estádio e me levantar, ficarei com uma melhor perspectiva da partida que se joga lá em baixo. Mas se todos os que estiverem sentados me imitarem ficaremos seguramente todos piores.
Na disputa por consultores acontece o mesmo. Se contratar alguém a um concorrente próximo ficaremos melhor, mas se o mesmo concorrente nos contratar um consultor para colmatar a saída do outro, ficaremos provavelmente os dois pior. Assumo aqui, neste exemplo, que os consultores se equivalem, e mesmo não se equivalendo terá de se pesar o que é ter um consultor adaptado versus alguém que precisa de tempo para ser aculturado e estar em condições de desenvolver o seu potencial.
Quero com isto dizer que pretendemos concorrer por clientes, em inovação, em lobby, em know-how, em serviço com todos, mas existem três concorrentes – a saber: Lift, LPM e CV&A – com os quais não espoletaremos uma luta por consultores. Não por altruísmo, mas porque sabemos que ficaremos pior na troca-por-troca. Todos ficarão.
Reprimam a acusação de cartelização que possam querer me endereçar. É estratégia. Nada mais. Além de a tornar pública, não farei um só contacto para persuadir algum dos três concorrentes.
Esta guerra por consultores não nos interessa. Não seremos nós a começá-la. Mas estamos preparados para ela.
Nota: A alteração da nossa estratégia quando e se acontecer será aqui relatada.
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sexta-feira, 11 de julho de 2008
O beijo da Young
Segundo a minha previsão, no post anterior, vamos ter reforma do Carlos e da Madalena dentro de poucos anos e reforma antecipada, e dourada, do Salvador. No final da compra, a Burson vai obrigar o Salvador a estar lá um ano a gerir a agência, e depois vai-lhe pagar mais um ano para ele estar fora do mercado.
Eu, em representação da YoungNetwork, tenho tempo e vou esperar pelo Salvador. Quero convidá-lo já, com alguns anos de antecedência, a juntar-se a nós, findo o seu período de nojo do mercado.
Convidamos o Salvador para membro da administração do Grupo YoungNetwork. O âmbito e os detalhes do contrato serão tratados em devido tempo. Mas queremo-lo cá.
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O primeiro beijo
Se há coisa que não reconheço aos nossos concorrentes é visão de negócio. Temos os que percebem de comunicação, os vendedores natos, os campeões das relações públicas, mas invariavelmente ler o mercado não é característica que abunde.
Daí que, neste cenário que traço, ainda mais surpreso fico com os últimos movimentos do Salvador da Cunha, da Bairro Alto, que, a meu ver, acerta nas duas jogadas consecutivas – uma ainda não terminada – que faz.
Primeiro tiro certeiro, a fusão com a Imago. A outrora referência no mercado está em queda, e os dois fundadores precisavam de uma estratégia que impedisse a implosão. A solução é boa para os responsáveis da Imago que encontram uma solução para a agência viver depois deles, e também para a Bairro Alto, que ganha maior dimensão e acrescenta bons clientes ao seu portfolio. O sucesso do negócio está mais nos ombros do Salvador, que é o driver da operação e é dos três o único capaz de comandar o leme.
Segundo tiro certeiro, o acordo com a Burson-Marsteller. O acordo garante mais clientes e acesso a know-how de uma das boas networks internacionais. Tenho dúvidas quanto à exclusividade. Por norma, a quantidade e qualidade de clientes que chegam por essa via não fundamentam os “economics” da monogamia. Para eu assinar esse acordo, era preciso a rede multinacional chegar à Portela com um saco cheio de clientes. Ou então, conseguir ver mais à frente…
E acho que o Salvador está a ver mais à frente. Está a namoriscar a Burson, enquanto digere a Imago. Se se portar bem, e se a Burson se portar bem com ele, pode ser que dê em casamento. Dentro de alguns anos o novo Grupo Imago/Bairro Alto dará origem à Burson Portugal. É esta a minha aposta. E prevejo que seja a do Salvador, a do Carlos e a da Madalena.
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quarta-feira, 28 de maio de 2008
Salvador da Cunha comenta "Quatro líderes..."
Caro João,
Em relação ao teu post, gostava de dizer que tenho a certeza de que uma eventual fusão / concentração entre as empresas do Grupo Bairro Alto (Lift, Mercury Associates e Bago) e a Imago irão criar um grupo Líder em Portugal no sector da consultoria em comunicação e relações públicas.
Pode não ser o número 1 em facturação, mas é com certeza Tier1 em todos os comparáveis, nomeadamente no que acredito ser o mais importante que é o fee income.
Importa pouco ser número 1... na minha opinião importa mais ser o que reúne mais competências e é isso que esta aproximação almeja. Mas sobre isso já tínhamos falado e concordado recentemente…
Abraço,
Salvador da Cunha
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Quatro líderes em menos de um mês
Mercado mais dinâmico é díficil encontrar. No nosso sector já vi anunciado, pelos próprios registe-se, quatro diferentes líderes nos últimos meses. A saber: LPM, ACV, GCI e agora o novo grupo Lift/Imago, se se concretizar.
Se estão a utilizar a mesma variável para contabilizar o ranking há qualquer coisa de esquisito nisto. A boa-fé manda-me pensar que é tudo uma questão de percepções erradas. Tenho para mim que o ser humano tem destas coisas. Julga-se normalmente melhor e maior do que o que é.
E como há sempre um quinto mosqueteiro (ou seriam quatro?) tenho o prazer de vos anunciar que o Grupo YoungNetwork também é líder. Não líder de questões comezinhas como a-minha-percepção-é-maior-do-que-a-tua, nem como os-meus-clientes-são-mais-bonitos-do-que-os-teus.
Temos também um ranking que acarinhamos muito: o ranking da felicidade dos clientes. Neste, estamos no topo da tabela*.
*Vou ligar agora ao tio Olavo, para saber se tenho que pagar direitos de autor, por utilizar uma expressão sua no meu texto.
*O ranking da felicidade dos clientes é elaborado por uma entidade interna e dependente do Grupo YoungNetwork.
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segunda-feira, 10 de março de 2008
João Duarte entrevista Salvador da Cunha
do fundo da Comunicação vai entrevistar Salvador da Cunha, presidente recém-eleito da APECOM (e também managing director da Lift Consulting). A entrevista será conduzida por mim e terá lugar na próxima quarta-feira, dia 12, no Faz Figura.
Este trabalho tem algumas especificidades. Eu (já) não sou jornalista e sou parte interessada no tema, pelo que o entrevistado parte, neste aspecto, com alguma desvantagem.
Mas fica bem ao Salvador aceitar o meu desafio, pela coragem e pela abertura. Será mais uma oportunidade para apresentar e explicar o seu plano para promover e dinamizar o sector.
A acção será 100% profissional, pelo que não há qualquer acordo para restringir temas ou mexer na linha editorial que eu decidir imprimir.
Assim, regras da entrevista:
- Responsabilidade editorial será inteiramente minha
- Enviarei ainda hoje os 4/5 tópicos da entrevista
- Entrevista será oral e será gravada
O que me motiva nesta entrevista é a promoção do sector. São conhecidas as minhas divergências com direcções anteriores. Em relação à recém-eleita direcção pode-se ao dia de hoje comentar apenas o seu programa e as primeiras intervenções públicas do novo presidente, nomeadamente nos Media. Concordo com algumas das ideias apresentadas e a serem executadas já será uma diferença de dinâmica muito grande face ao passado recente. Em relação às duas intervenções nos Media, gostei da segunda, na Briefing, marcada pelas ideias, e menos da primeira, na Meios & Publicidade.
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Anónimo
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