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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Saudosismo

"Eu, como, ao contrário do doutor Pacheco Pereira, nunca fui presidente de uma distrital partidária desse tempo, não consigo compreender por que os consultores estrangeiros que recebiam o dinheiro em cash tinham mais legitimidade do que têm, hoje em dia, as consultoras portuguesas que orçamentam, facturam e pagam impostos. Mas, provavelmente, sou eu que estou errado e haverá alguns saudosos desse passado. É a vida."

Luís Paixão Martins, jornal I

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Se eu fosse engraçado como o LPM...

...ouvia no elevador:

"O que é preciso para ganhar o prémio da Meios e Publicidade em 2009? Anunciar uma mega-fusão este ano e falhá-la."

PS: Parabéns a todos os vencedores dos prémios Meios e Publicidade.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Give me a second chance

Este ano, YoungNetwork, Ipsis, LPM, First Five e outras agências serão as "segundas hipóteses" na área de comunicação política. Pelo menos a fazer fé no que leio hoje no dossier sobre o tema, que a Meios e Publicidade publicou na sexta.

Por nós tudo bem. Sempre gostámos do efeito underdog.

domingo, 12 de outubro de 2008

Activos tóxicos

Desculpem se não estou a ser imaginativo com a história da comédia, mas sou um novato face aos banqueiros de Wall Street, o que me obriga a tentar, neste difícil momento, com uma manobra evasiva, dispersar a atenção.

Amanhã, cabisbaixo, utilizarei a minha melhor retórica para explicar o inexplicável. Tentar convencer os accionistas que com quatro vezes mais pessoas, e com seis vezes mais clientes, estou a distar seis ou oito posições do primeiro lugar.

Em passos langorosos entrarei na reunião extraordinária à espera de discursos lancinantes da outra parte. Espero todos os cenários: voto de confiança com reforço dos prémios, demissão com choruda indemnização ou venda dos activos tóxicos ao Estado.

A acompanhar.

Não é fácil ser relevante este fds

Num fim-de-semana marcado pelo plágio (aqui e ali) da Renova não é fácil ser relevante no nosso sector com outro tema. Temos de ser imaginativos e a comédia é sempre trunfo que podemos lançar para a mesa.

Saiu bem

No Expresso a peça sobre a LPM em Angola. Não falhámos na previsão.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Coopetição

Sou um apaixonado pelo mercado, pela livre concorrência, pela inovação, pela iniciativa, pelo jogo balizado por lei e ética. Sou contra imposições, contra preços tabelados, amarras que distorçam as nossas decisões.

Estarmos em concurso e alguém apresenta proposta pro-bono? Acho bem.

Avenças abaixo do valor médio do mercado? Não tem problema.

Estágios não remunerados? Nada contra.

Pacotes de comunicação? Be my guest.

Cada qual que use a estratégia e a táctica que sirvam melhor os seus interesses. A cada momento que se disponham peões, cavalos, bispos, torres e rainhas para alcançar o cheque-mate final, aquele que verga o rei, que faz dobrar o tabuleiro. Amanhã, outro jogo começa, e depois mais um, numa outra sala, com um outro cliente, contra outros concorrentes. É competição.

Não obstante a disputa por clientes, existem outras variáveis, onde alguns players ganham se estiverem alinhados. E nos recursos humanos estamos interessados em estar alinhados com alguns concorrentes. Será cooperação.

A falácia da composição faz-me saber que se eu estiver num estádio e me levantar, ficarei com uma melhor perspectiva da partida que se joga lá em baixo. Mas se todos os que estiverem sentados me imitarem ficaremos seguramente todos piores.

Na disputa por consultores acontece o mesmo. Se contratar alguém a um concorrente próximo ficaremos melhor, mas se o mesmo concorrente nos contratar um consultor para colmatar a saída do outro, ficaremos provavelmente os dois pior. Assumo aqui, neste exemplo, que os consultores se equivalem, e mesmo não se equivalendo terá de se pesar o que é ter um consultor adaptado versus alguém que precisa de tempo para ser aculturado e estar em condições de desenvolver o seu potencial.

Quero com isto dizer que pretendemos concorrer por clientes, em inovação, em lobby, em know-how, em serviço com todos, mas existem três concorrentes – a saber: Lift, LPM e CV&A – com os quais não espoletaremos uma luta por consultores. Não por altruísmo, mas porque sabemos que ficaremos pior na troca-por-troca. Todos ficarão.

Reprimam a acusação de cartelização que possam querer me endereçar. É estratégia. Nada mais. Além de a tornar pública, não farei um só contacto para persuadir algum dos três concorrentes.

Esta guerra por consultores não nos interessa. Não seremos nós a começá-la. Mas estamos preparados para ela.

Nota: A alteração da nossa estratégia quando e se acontecer será aqui relatada.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Parabéns já, obrigado mais logo

Li no DN de ontem que a LPM vai trabalhar com o Governo de José Eduardo dos Santos. É uma excelente notícia para nós. O mercado angolano tem um grande potencial e esta entrada por cima abre caminho. O bom trabalho dos primeiros é a charneira de outros. Parabéns por agora e, talvez, obrigado mais tarde.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Com um brilhozinho nos olhos...

Algumas dúvidas com que fico dali:

- Se o verde não corresponde ao brilho natural, mais autêntico, porque ficou?

- O que se fazia se as fotos tivessem ficado com o olhar macilento (em vez de verde)?

Brilho nos olhos

Luis Paixão Martins (LPM) decidiu partilhar a sua experiência com a campanha de José Sócrates, o que é importante contribuição para a história do marketing e comunicação política em Portugal.
Ficámos a saber que não foi nenhum efeito estudado, nem de “photo shop”, que colocou o actual PM com olhos verdes em 2005. Apenas a luminosidade de um jardim.
Fico esclarecido. E ainda mais convicto de algo: em tudo na vida, por muito profissionalismo que haja, tem de haver o factor sorte.
Mas também há muito sei que ter sorte dá muito trabalho…

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Causas da LPM

Fui de manhã assistir ao 1º aniversário do causas.net.
Um trabalho pró-bono da LPM, na área do conselho em comunicação, que integra diversas associações humanitárias e de participação cívica. Um projecto muito interessante, diga-se.
Fui porque - noutras iniciativas da LPM ainda não tinha podido comparecer, também - era um bom momento num bom espaço como é o Museu do Oriente e para ouvir o muito meu amigo Duarte Lima que ajudei também em 1997 e por quem tenho muita estima.
Homem de cultura superior e um homem solidário e amigo dos seus amigos.
Como sempre o faz noutros areópagos, Duarte Lima, pontua a sua experiência pessoal e o seu caso de vida com referências culturais variadas.
Citou François Léotard, da direita republicana francesa, «a política não pode fazer tudo». Reflectindo que muitas destas CAUSAS eram temas e bandeiras das forças políticas organizadas, no passado, mas que a sociedade civil soube “roubar”.
O problema, reforçaria eu, é que os partidos ainda não perceberam como reconquistar estas causas, e continuam a enredar-se em questiúnculas pouco interessantes para o cidadão que cada vez mais se está marimbando para eles.
Mas foi um bom momento e uma boa organização. O Causas.net é uma boa Causa. E num ano já passaram a 18 organizações, agora com a entrada do S.O.S Racismo (este cliente vai dar mais trabalho, concordo com o José Falcão).

Quatro líderes em menos de um mês

Mercado mais dinâmico é díficil encontrar. No nosso sector já vi anunciado, pelos próprios registe-se, quatro diferentes líderes nos últimos meses. A saber: LPM, ACV, GCI e agora o novo grupo Lift/Imago, se se concretizar.

Se estão a utilizar a mesma variável para contabilizar o ranking há qualquer coisa de esquisito nisto. A boa-fé manda-me pensar que é tudo uma questão de percepções erradas. Tenho para mim que o ser humano tem destas coisas. Julga-se normalmente melhor e maior do que o que é.

E como há sempre um quinto mosqueteiro (ou seriam quatro?) tenho o prazer de vos anunciar que o Grupo YoungNetwork também é líder. Não líder de questões comezinhas como a-minha-percepção-é-maior-do-que-a-tua, nem como os-meus-clientes-são-mais-bonitos-do-que-os-teus.

Temos também um ranking que acarinhamos muito: o ranking da felicidade dos clientes. Neste, estamos no topo da tabela*.


*Vou ligar agora ao tio Olavo, para saber se tenho que pagar direitos de autor, por utilizar uma expressão sua no meu texto.

*O ranking da felicidade dos clientes é elaborado por uma entidade interna e dependente do Grupo YoungNetwork.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Jardim e Pinto da Costa

O que têm em comum estes dois homens?
No meu entender duas coisas importantes.
Por um lado, os amores e ódios que despertam, porque não passam despercebidos a ninguém, pelos resultados magníficos que obtiveram.
Depois, porque criaram uma imagem que lhes dava jeito para alcançar os seus objectivos. Uma imagem pública que pouco tem a ver com a realidade.
Alberto João nas suas diatribes contra Lisboa conquistou um povo, negociou com sucesso o que quis e fez tremer – algumas vezes - o poder central em Lisboa.
Não é nenhum troglodita, escreve bem e pensa bem, mas aquele foi o “brand” que criou.
Pinto da Costa, por quem tenho grande simpatia, e que sempre me tratou bem (bem como o meu amigo Antero Henrique), comanda uma organização muito profissional – das melhores do país - é um homem culto, um diplomata e um bom amigo do seu amigo. Pouco tem a ver com a imagem pública que criou.
O discurso anti-capital galvanizou uma cidade - por quem ele fez mais do que qualquer presidente de câmara.
O ano passado considero, mesmo, que o melhor trabalho de PR foi o realizado pela LPM (apesar de ter uma falha, que direi em privado) com o Futebol Clube do Porto (e naturalmente com Pinto da Costa, que atravessava um momento difícil). Em que houve um iniciar de processo de “rebrand” que o fez estar menos em cena, lhe suavizou a imagem com as fotos e o casamento familiar na “Caras”. Só depois da vitória no campeonato se assistiu ao Pinto da Costa que conhecemos.
Como vão ser os próximos passos de Jardim e Pinto da Costa?

domingo, 2 de março de 2008

LPM "puxa-nos" para cima

Do nosso colega de blogosfera Luís Paixão Martins chega-nos mais um incentivo. Obrigado. Se com esta operação ajudamos o sector, tanto melhor.

Apesar de uma aquisição ser sempre algo que galvaniza uma empresa, sabemos que estamos apenas na partida. Há muito trabalho, com algum risco à mistura, para provar que fizemos uma aposta certa.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Massa crítica

Não conheço bem a LPM. Conheço melhor o João Belo, a actividade da Inforfi, a forma como foi feita a venda por Jaime Antunes e os valores do negócio de então. Almocei várias vezes com o João e falámos de futuras fusões/aquisições, mas não percebi que ele estava vendedor. Se tivesse sido mais perspicaz teria feito proposta.

Por outro lado, o Grupo YoungNetwork já esteve mais interessado em concorrentes do que está agora. Há dois anos queríamos ganhar rapidamente massa crítica e tivémos contactos exploratórios com alguns dos nossos alvos, só que, no entretanto, ganhámos organicamente essa dimensão.

Tudo depende das oportunidades. A acompanhar.

Blogografia:
- Inveja é coisa feia
- Uma perguntinha à YoungNetwork

domingo, 18 de novembro de 2007

Inveja é coisa feia

A LPM vai comprar (ou comprou) a Inforfi. Luís Paixão Martins diz no seu blog que esta agência "é uma das empresas mais interessantes do nosso sector". Concordo, sobretudo pela força na actividade de costumer publishing. O João Belo também é uma boa aposta. Desta, fiquei com inveja.

Parabéns à LPM e parabéns ao João.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Marca de morte



Quem está à espera de um texto lúgubre sobre o folhetim mexicano da família Mc Cann, não perca tempo.
Há uns tempos atrás, LPM (Luís Paixão Martins), atento, divulgava no seu blog a melhor campanha de RP em Espanha, no site especializado PR Comunicácion.
Eu atrevo-me a avançar a melhor campanha de assessoria mediática em Espanha. Há umas semanas, foi capa da revista do El Mundo, do suplemento de domingo em papel do “El País” e já tinha passado também pelo “ABC”. Falo do regresso do “matador” José Tomás.

Conjuntura:
.Na altura certa, no topo do “escáláfón” (ranking dos matadores de touros), retirou-se.
.Regressou agora, na menos taurina das cidades espanholas: Barcelona. E a Praça encheu (coisa rara) e saiu em ombros, com orelhas.
.Para “apoderado” (para quem não percebe destas coisas uma espécie de empresário) escolheu um ex-jornalista.
.Nunca abandonou, e nos perfis é sempre figura maior, o seu avô. Que lhe meteu o “bichinho dos touros e do Atlético de Madrid, a sua outra, e única, paixão.
.Tomás já tinha um toureio clássico, de risco, cada passe, um passo para o abismo. A emoção, o perigo constante. Tomás regressa a arriscar ainda mais.

Objectivo
.Torná-lo o quinto dos “evangelistas da tauromaquia”, juntamente com os históricos Joselito, Belmonte, Manolete e Ordoñez.

Estratégia
.Marca de Morte: criação de um mito: “A do toureiro que quer morrer na Praça”
.Criação de um ícone quase místico. Solitário, apegado ao lado patriarcal da família que só tem um pensamento: lidar touros.

Meios
.Perfis pessoais/Fotos artísticas acompanhadas de poesia. Exemplos:
«Para vivir se ve forzado a torear y para no traicionar lo que él entiende por toreo, rayar en lo más alto y ser el quinto evangelista solo tiene un sendero, que es atajo, horóscopo y, quizá, mortaja». Ou:
«Si los pitones no hieren el cuerpo glorioso de Tomás, por qué la carne mortal de este acaba en la enfermeria tan a menudo? Cuando José Tomás torea, el angel de la muerte está en la plaza».
Por tudo isto, a tauromaquia hoje é José Tomás. Praças cheias, sedentas de toureio sério e sempre na esperança de ver o quinto evangelista a perecer onde ele mais amaria: nos cornos do animal que respeita e venera.


PS1: Morreu o Fausto. Morreu um Amigo. Acabaram-se as conversas de política e sobre a Académica no Pedro V.

PS2: Vi com atenção que o meu ex-braço-direito, noutra área da comunicação política, João Reis, foi contratado por uma agência da concorrência. É um bom rapaz, sério e honesto, merece sorte

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Também nós em boa companhia

Luís Paixão Martins escreveu um simpático post no seu blog sobre o nosso do fundo da Comunicação. Agradeço e retribuo o elogio: tal como no blog de LPM, queremos contribuir para que o mercado tenha uma percepção clara do que são as RP, opinando, esclarecendo e formando os nossos leitores.

Estaremos juntos nesta missão e em boa companhia.