terça-feira, 3 de junho de 2008

Indiana Jones e a busca da juventude eterna


Doctor Jones voltou. Vi nos idos anos 80 os três primeiros da saga, mas decidi que a minha paciência já não dá para este. Nunca morri de amores pela personagem nem pelo actor. Para mim, Ford fica na gaveta do meio. Não cabe na dos bons actores, mas também não desce à dos canastrões – onde jazem Affleck, Lambert, Gibson e outros. Já em Star Wars, preferia Chewie ao tonto Solo.

Para garantir os números deste Indy, Spielberg, Lucas e Ford sabem que precisam de atrair público jovem, para além da geração que cresceu com os três primeiros episódios. E aqui, os 65 anos do actor são um obstáculo. O público tem dúvidas quanto a um herói como Indiana sexagenário.

Assim, não é de estranhar que a estratégia de relações públicas tenha sido, desde a primeira hora, provar a boa forma física que a personagem exige. Ao contrário do habitual, o actor apareceu nos Óscares, para mostrar a boa forma, revelou as suas façanhas como piloto em entrevistas, falou da criança que adoptou com Calista. Os colegas referiram, também na Imprensa, que Ford repetia as cenas sem se mostrar cansado, que a sua agilidade era surpreendente, e tudo o mais que sugeria jovialidade. Até com camisa justa, colada ao corpo, apareceu, para atrair a simpatia do público jovem.

É nesta audiência, que ainda não tinha nascido quando estreou o primeiro Indy, que está o caminho para o blockbuster.