quinta-feira, 13 de março de 2008

“Vamos convidar todas as agências para entrar”


João Duarte (JD): Quantos mais associados queres ter até ao final do teu mandato?

Salvador da Cunha: No final do mandato não sei, não é fácil de quantificar. Neste momento temos apontadas sete/oito empresas para entrar, e diria que se até ao fim do ano entrarem dez no total não seria mau.

JD: Passar para 34?

SC: Sim. Teríamos aqui um crescimento de, sensivelmente, 30%, o que não era nada mau. O mercado também não tem muito mais empresas com dimensão para entrar. Estamos a falar de um levantamento que foi feito recentemente. Falamos de cerca de 55 empresas com alguma dimensão crítica para poder cumprir os critérios de admissão.

JD: Qual é o universo de agências em Portugal?

SC: Não há dados concretos porque este é um mercado não regulado e qualquer pessoa pode abrir uma agência de um dia para o outro. Eu diria que existem à volta de 100 a 120, mas isto é uma percepção, nunca as contei, ou melhor, quando comecei a contar cheguei às 85, 90. Admito que hajam bastante mais do que as que eu contei. O levantamento foi feito pela minha equipa e diria que desse levantamento 55 a 60 têm dimensão para poder entrar. O nosso universo acaba aqui. Quanto me perguntas quantas gostaria de ter. Gostaria de ter as 55. Se vou ter? Espero que sim, não sei. Mas não é por causa disso que as coisas podem correr melhor ou pior porque apesar da APECOM ir convidar essas agências para participarem, algumas podem não aceitar.

JD: Será fácil?

SC: Convidar é fácil. Isto é como pedir namoro. Convidar é sempre fácil. O não já cá está. Vamos partir desse princípio. Vamos convidar toda a gente, vamos mostrar claramente quais são as vantagens de estar associado e a partir daí vamos tentar convencê-las a aderir ao projecto.

JD: E quantos profissionais de Relações Públicas/Comunicação institucional haverá em Portugal?

SC: Não é fácil estimar esse número.

JD: Estou a falar tanto nas agências como fora das agências.

SC: Então, é muito mais difícil. Talvez à volta de 500/600 dentro das agências mas fora delas haverá outros tantos. António Barreto falava em três mil fontes profissionais. Acho que é um bocado exagerado, mas se houverem 1500, partindo do princípio que somos todos profissionais e que é esse o grosso do nosso trabalho, temos aí um número que é interessante.

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