terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Boa filosofia

Hoje, de manhã, durante um pequeno almoço no Ritz um presidente de uma empresa dizia-me de sua filosofia.
Na vida temos duas hipóteses: ser barco ou bóia.
Ter um rumo, um caminho, um objectivo. Por vezes, se houver uma tempestade também podemos ir ao fundo, mas navegamos.
Ou ser bóia. Nunca saímos do mesmo sítio, mas nunca vamos ao fundo.
Claro que a sua filosofia é a primeira, tal como a minha. O problema de quem passa por bóia toda a vida é que nunca teve uma ideia, um objectivo. É apenas um sobrevivente que nunca tirará partido da vida. Caladinho, sem levantar ondas, sem uma opinião, um vácuo no mundo.
Que bom ser um barco.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Como vai senhor Cohn? Como vai senhor Wolfe?


Postal de Natal de Bob Cohn e Norman Wolfe que recebi na passada sexta, por fazermos agora parte da prestigiada rede Cohn & Wolfe. É com natural entusiasmo que, há três meses, aceitámos o convite para fazer parte de uma das mais importantes rede de relações públicas.

Inevitável

CGD quer acabar com a marca BPN. Ler no CM.

Consumo no feminino; e pub na crise

Dois posts a ler: um sobre publicidade em tempos de crise e outro sobre consumo no feminino. Um no Will it Brand e outro no Piar (que tem o nome mais bem conseguido dos blogs de comunicação portugueses).

Querido, mudei a minha profissão

Paulo Querido continua a inovar e a ser dos (muito) poucos jornalistas portugueses capazes de fazer o shift para um novo tipo de jornalismo, mais Web, mais colaborativo.

O Diário2.com é mais uma iniciativa de Querido. Ainda em fase beta, o site "é um projecto experimental de jornalismo online que combinará a agregação de conteúdos de terceiros, com o link journalism e a colaboração de amadores e profissionais para produzir matérias próprias".

Ainda em Janeiro haverá mais informações e pode acompanhar a partir de hoje aqui.

Ego, not cash

Opinião de Pat Lencioni na Business Week. A partir de determinado conforto nos rendimentos, as pessoas agem ou reagem mais pelo ego do que pelo dinheiro. É o que se passa com os CEO e os administradores.

Lencioni sugere, para evitar os chorudos prémios recebidos depois de grandes falhanços, uma "regulação" pelo mercado e não por regras aplicadas por burocratas. A transparência é o alicerce do conceito. Os CEO deverão apresentar publicamente quanto ganham, duas vezes por ano, para se sujeitarem à pressão do prestar de contas também em relação aos seus prémios. E prestar estas contas aos colaboradores da empresa, em primeira instância. E expor o ridículo das compensações por desastrosos resultados das suas gestões.

Ler o artigo completo na BusinessWeek.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Reforços continuam por anunciar

Jornalistas experientes a dizer adeus ao DE e à Sábado para se juntarem à tribo do Martim Avillez Figueiredo.

E há mais. A investigar.

Os dois certos, mas só agora

Guerra de recados entre Carlos Matos e Salvador da Cunha, pelos quatro consultores que sairam da Imago e, mais tarde (?), foram convidados pela Lift. Ler aqui e ali.

Provavelmente estão os dois certos.

Carlos Matos porque quer dar outra dinâmica à Imago e neste novo rumo da empresa faz falta quem está alinhado com a estratégia. Quem não está deve sair ou ser convidado a sair. Não belisca a competência de quem parte. Para a guerra temos que ir com os nossos e os que estão connosco.

Salvador da Cunha porque tenta aproveitar as competências de consultores que estariam eventualmente desmotivados e desalinhados noutro lugar.

Por outro lado, este pequeno tumulto é estranho se pensarmos que as duas empresas estiveram em processo de fusão durante quatro ou cinco meses no ano passado, e que daria em nada no final.

Ingénuo não fui quando a justificação para o falhanço da operação foram as condições de mercado, e que mais tarde quando a tempestade amainasse a hipótese continuaria de pé.

Sinais de vida

Esta saiu bem a Ferreira Leite. Acutilante, o dedo na ferida. Questão de fundo e mediática. E grande número com a ideia do frente-a-frente, um formato em que a dão vencida por KO ao primeiro assalto, obrigando José Sócrates a recusar o óbvio e a ter que se mostrar defensivo. Chegou-nos a resposta pela voz do habitual ministro Santos Silva, fiel e bom escudeiro.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Fazer render a notícia

O que é isto de suspender enquanto se avalia? Não se avaliou antes? Assim, já está ferido de morte. Se é para fechar que se anuncie logo. De outro modo é fazer render a notícia (negativa) no tempo.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Gajos e gajas

I did it!

Manuela Ferreira Leite lá abriu um telejornal.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Pitanguy e a beleza

Lembro-me sempre que no livro de Ruy Castro, “Carnaval no Fogo”, sobre o Rio de Janeiro e os cariocas, surge uma frase em que «existem muitos narizes nas favelas como o de Sophia Loren».
Tudo porque o melhor e mais famoso cirurgião plástico do mundo, Ivo Pitanguy, desenvolve trabalho «pro bono» em hospitais, junto de pessoas mais carenciadas.
A Anabela Mota Ribeiro usou-a numa magnífica entrevista à Pública que lhe concedeu Pitanguy.
Quando, em 2000, a Caprichosos de Pilares – uma conhecida escola de samba - o homenageou com o seu samba enredo, organizou também uma festa privada no Rio, junto da lagoa Rodrigo de Freitas. O Álvaro de Mendonça, o Tiago Franco, o José Caria e eu (entre outros) tivemos ocasião de constatar o prodigioso trabalho de um génio.
É difícil encontrar tanta beleza junta. «A vida tem uma estética própria, e essa estética é a harmonia dos factos. A harmonia é o indispensável em qualquer objecto de beleza», palavra de Pitanguy.