sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Mas Menezes já tirou coelhos da cartola...

A "guerra" da política também se faz entre agências, apesar das poucas que existem que percebem de comunicação política.

Existem duas mais próximas dos dois principais aparelhos, e depois existem outras, como nós, mais equidistantes face aos diferentes partidos. Como nota de rodapé, trabalhámos neste último ano com CDS, PSD e PS nalguns projectos.

Mas como dizia, existem duas agências, uma tida como próxima do PS e outra tida como próxima do PSD. Surpreendentemente ou não, quem dá cartas aqui é Luís Filipe Menezes, que numa jogada de mestre, ainda antes de se anunciar como candidato a líder, já manietava, desde a sua cadeira em Gaia, a agência do opositor. Amarrou-a. Dali para os jornalistas não saem disparos directos contra ele.

Chapeau Menezes!

Agência agita PSD: vencedores e derrotados

A notícia sobre a "guerra" entre bancada parlamentar do PSD e direcção do partido por causa de uma agência de comunicação é tempestade em copo de água.

Situação: PSD quer “externalizar” a função de comunicação no grupo parlamentar.

Problema real: Nenhum. Mesmo contando que os gabinetes internos de comunicação de cada grupo parlamentar, de cada partido, de cada ministério são mais executores do que pensadores, faz grande diferença se o consultor é interno ou externo? Não serão o know-how e o talento melhores critérios de decisão?

Problema mediático: Má comunicação entre direcção do partido, agência e grupo parlamentar. Bem comunicada, a situação nem teria sido mediática. Para um resultado eficaz tudo deveria ter sido tratado sem holofotes, com o cuidado suficiente para não ferir egos.

Vencedores e derrotados:

Quem ganha

- Pedro Santana Lopes é o grande vencedor: faz finca-pé à direcção do partido, ganha apoios nos mendistas (que não querem as soluções de Menezes) e dá boa Imprensa ser contra as agências de comunicação;
- Governo/PS;
- Oposição interna a Menezes;
- Alguns dos que agora estão com Menezes.

Quem perde


- Luís Filipe Menezes é o grande derrotado: surge aos olhos do eleitorado incapaz de domar o grupo parlamentar e o partido. O Governo está num mau momento e é o próprio PSD que o vem salvar na praça pública com esta manobra de diversão. Perde em toda a linha;
- PSD;
- Agências de Comunicação: mais uma acha para a fogueira da má Imprensa que o sector tem, o que não deixa de ser perverso. Os eventuais responsáveis pela criação de boa Imprensa, são eles próprios vítimas de má Imprensa.

Quem ganha e perde


- António Cunha Vaz: perde, porque neste momento o que é mau para o PSD e para esta direcção do PSD é mau para o António; ganha porque está no centro das atenções, mostra poder e influência, duas mensagens valiosas no mundo da comunicação (e não só).

Novas oportunidades

Se estivermos atentos, todos os dias surgem oportunidades de negócio.
Hoje, deixo a minha sugestão: face ao que é mencionado pela Comunicação Social sugiro que se aposte na criação de empresas de bases de dados e organização de arquivos.

Quando ganhar à YoungNetwork é manobra de spinning

Queríamos que estes dias chegassem.
Há uns anos ninguém nos conhecia.
Há alguns anos ninguém nos convidava para concursos.
Há poucos anos ninguém fazia spinning com o nosso nome.
Agora todos nos conhecem.
Agora muitos convidam-nos para concursos.
Agora ganhamos muitos desses concursos.
Agora concorrentes melhoram reputação quando nos ganham em algum concurso.
Sabíamos que estes dias chegariam.
Lutámos por isto.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

"Opinion makers" seduzem-se, não se controlam

Luis Filipe Menezes tem sido vítima de um arraial de “fruta” nesta última semana como nunca se viu.
Já deve ter aprendido que não é por se contratar uma agência de comunicação que se domam egos.
Pacheco Pereira, Vasco Pulido Valente, João Miguel Tavares, Miguel Sousa Tavares – que até tinha alguma simpatia pelo autarca de Gaia – José António Lima, etc, etc, etc, podia ficar aqui “ad aeternum” disseram coisas que nenhum pai gostava que os filhos ouvissem. E Menezes tem filhos.
“Opinion makers” seduzem-se, não se controlam. É pena que amadores não saibam isso.

A primeira dama de França



Comentários para quê? É uma artista casada com um artista francês.

Citados hoje


in Jornal de Negócios, 22/01/2008

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Regras editoriais para emails e conversas

Acabo de publicar no blog um email que me foi enviado pelo Salvador da Cunha, candidato à presidência da APECOM.

Por regra não publicamos no nosso blog emails ou conversas privadas. Poderemos fazê-lo pontualmente desde que o autor autorize, não estejamos a revelar nenhuma inconfidência (exemplo: quando me referi à conversa que tive com o Salvador, falei sobre o ranking de agências, que é um assunto já várias vezes apresentado publicamente pelo próprio) ou o assunto seja inofensivo para o autor. Juntamos estas três excepções ao nosso bom-senso como regra editorial.

Como temos no blog a possibilidade de fazer comentários, que seja essa a ferramenta principal para tornar pública a opinião.

Estatísticas – do fundo da Comunicação (primeiros quatro meses e meio):

Textos publicados (já com este): 188
Comentários: 152
Comentários não publicados: 1
emails publicados (o anterior é o único): 1

APECOM: Desafio de Salvador da Cunha

Caro João,
Tens de facto escrito e pressionado publicamente a APECOM, através do teu blog. Penso que são positivas todas as criticas construtivas sobre as melhorias que se possam introduzir neste nosso sector de actividade, que não é nem eu pretendo que venha a ser regulado. Muito menos por parte da APECOM. Naturalmente és bem vindo à associação: fica de novo o repto que já te tinha lançado há uns cinco anos.
Promover o sector da consultoria em comunicação e relações públicas , promover os seus associados e representar o sector interna e externamente, são os três grandes objectivos da associação. Mas sendo uma associação de empresas saudavelmente concorrentes e sendo a direcção composto por três dessas empresas, mais do que saber o que estas três empresas directoras podem fazer pela associação, importa saber o que as consultoras de comunicação, associadas ou não, podem fazer pelo sector. Fico à espera das tuas ideias sobre este tema, antes das próximas críticas públicas. Como comecei, as criticas construtivas colocadas no seio da associação são todas bem vindas.
Abraço,
Salvador da Cunha
Ps. Liberdade total para publicar este e-mail

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

APECOM: Eleições, Oportunidade, Revolução

Não vou estar aqui a repetir-me nas críticas às últimas direçcões da APECOM. Todos sabemos que a associação está moribunda, e que esta é uma nova oportunidade para alterar o rumo. Sei que o Salvador está com algumas ideias para dinamizar o sector - há cerca de dois meses tivemos a oportunidade de trocar informalmente algumas ideias sobre o tema -, entre as quais o ranking de agências, por exemplo. Acredito na bondade do ranking, não na sua exequibilidade. Mas acredito que muitas outras possam ter pernas para andar.

Como também disse no passado, espero que seja apresentado o programa, para perceber qual o caminho que a lista única propõe para promover e defender o sector, fazendo depender a entrada da YoungNetwork da aceitação genérica desse mesmo programa.

Há muito - quase tudo - por fazer. Acredito que é preciso uma revolução na forma de actuar da Associação. Acredito que é possível mudar, e esta pressão pública, que a YoungNetwork tem vindo, sozinha, a exercer, contribui para que as direcções ou os candidatos à direcção sintam necessidade de se expor, apresentar ideias, executá-las e medir os seus resultados.

Espero que outros players participem no debate e que larguem o discurso redondo, vazio de conteúdo, que utilizam para falar sobre o tema APECOM.

Há uma nota, que não me impede de estar aberto a todos os cenários - continuar muito crítico, entrar para a associação, fazer propostas já dentro da associação ou perder todo a esperança na corporação de interesses que nos devia unir: a lista parece-me mal escolhida. Mudar o presidente tem importância. Mas é difícil fazer uma revolução com os mesmos de sempre.

Blogografia: Benefício da dúvida

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Presspectives: Público vs El País, jornalistas adeptos da Web 2.0, gratuitos animam mercado e João Palmeiro

Este mês comparámos os dois diários ibéricos de referência, entrevistámos o director do Metro, Luís Pimenta, publicamos a opinião de João Palmeiro, presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, que lança o 2008 e apresentamos um estudo sobre as fontes dos jornalistas. Leia a Presspectives de Janeiro aqui.

Resposta à adivinha de anteontem

Não houve intervenção de qualquer agência de comunicação.

Marketing, substantivo masculino de quê?!

Um dos artigos da Meios e Publicidade online de hoje (aqui) aborda o eterno tema, (eterno vamos lá, de há uns anitos para cá…), do papel do marketing e dos marketeers dentro das empresas.

Numa rápida pesquisa em alguns dicionários de língua portuguesa verifico que o termo marketing não aparece em praticamente nenhum – salvo uma a duas honrosas excepções. Será por isso a confusão? Continuamos a desconhecer o significado da palavra marketing o que justifica a nossa dificuldade para o enquadrar nas nossas empresas?

Mas este estudo que a Meios cita nem é português… está bem que se lermos com atenção o artigo e não nos ficarmos apenas pelo primeiro parágrafo, percebemos que os resultados do inquérito até revelam que o marketing está bem posicionado no seio das empresas inquiridas.

“(…) 81% dos inquiridos consideram o marketing uma peça chave para o crescimento, 85% acreditam que é crucial para a concepção da estratégia, e 44% acham que o planeamento estratégico é a aptidão mais importante de um director de marketing.”

Defendo que o marketing deve estar ao serviço das vendas. Defendo o uso de ferramentas de medição para esta actividade. Defendo a proximidade da gestão com o marketing ou não fará qualquer sentido. Defendo o marketing como uma disciplina abrangente. Defendo a diferença entre vendas e marketing. Defendo a definição concreta de objectivos de marketing, alinhados com os objectivos comerciais das empresas, para não se continuar a confundir esta área – confusão que grande parte das vezes vem dos próprios marketeers, que se esquecem para que foram contratados. Defendo que o marketing nos é intrínseco, seja feito de forma mais ou menos profissionalizada, seja apenas marketing pessoal ou marketing estratégico, operacional ou directo. Defendo a ideia de que os bons marketeers são sempre visionários, e entendo as opiniões contrárias à minha. Defendo e defenderei (até prova em contrário) que o marketing faz de facto a diferença nos negócios das empresas.

Em suma defendo o Marketing, seja lá o que isso for!