terça-feira, 22 de janeiro de 2008

"Opinion makers" seduzem-se, não se controlam

Luis Filipe Menezes tem sido vítima de um arraial de “fruta” nesta última semana como nunca se viu.
Já deve ter aprendido que não é por se contratar uma agência de comunicação que se domam egos.
Pacheco Pereira, Vasco Pulido Valente, João Miguel Tavares, Miguel Sousa Tavares – que até tinha alguma simpatia pelo autarca de Gaia – José António Lima, etc, etc, etc, podia ficar aqui “ad aeternum” disseram coisas que nenhum pai gostava que os filhos ouvissem. E Menezes tem filhos.
“Opinion makers” seduzem-se, não se controlam. É pena que amadores não saibam isso.

A primeira dama de França



Comentários para quê? É uma artista casada com um artista francês.

Citados hoje


in Jornal de Negócios, 22/01/2008

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Regras editoriais para emails e conversas

Acabo de publicar no blog um email que me foi enviado pelo Salvador da Cunha, candidato à presidência da APECOM.

Por regra não publicamos no nosso blog emails ou conversas privadas. Poderemos fazê-lo pontualmente desde que o autor autorize, não estejamos a revelar nenhuma inconfidência (exemplo: quando me referi à conversa que tive com o Salvador, falei sobre o ranking de agências, que é um assunto já várias vezes apresentado publicamente pelo próprio) ou o assunto seja inofensivo para o autor. Juntamos estas três excepções ao nosso bom-senso como regra editorial.

Como temos no blog a possibilidade de fazer comentários, que seja essa a ferramenta principal para tornar pública a opinião.

Estatísticas – do fundo da Comunicação (primeiros quatro meses e meio):

Textos publicados (já com este): 188
Comentários: 152
Comentários não publicados: 1
emails publicados (o anterior é o único): 1

APECOM: Desafio de Salvador da Cunha

Caro João,
Tens de facto escrito e pressionado publicamente a APECOM, através do teu blog. Penso que são positivas todas as criticas construtivas sobre as melhorias que se possam introduzir neste nosso sector de actividade, que não é nem eu pretendo que venha a ser regulado. Muito menos por parte da APECOM. Naturalmente és bem vindo à associação: fica de novo o repto que já te tinha lançado há uns cinco anos.
Promover o sector da consultoria em comunicação e relações públicas , promover os seus associados e representar o sector interna e externamente, são os três grandes objectivos da associação. Mas sendo uma associação de empresas saudavelmente concorrentes e sendo a direcção composto por três dessas empresas, mais do que saber o que estas três empresas directoras podem fazer pela associação, importa saber o que as consultoras de comunicação, associadas ou não, podem fazer pelo sector. Fico à espera das tuas ideias sobre este tema, antes das próximas críticas públicas. Como comecei, as criticas construtivas colocadas no seio da associação são todas bem vindas.
Abraço,
Salvador da Cunha
Ps. Liberdade total para publicar este e-mail

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

APECOM: Eleições, Oportunidade, Revolução

Não vou estar aqui a repetir-me nas críticas às últimas direçcões da APECOM. Todos sabemos que a associação está moribunda, e que esta é uma nova oportunidade para alterar o rumo. Sei que o Salvador está com algumas ideias para dinamizar o sector - há cerca de dois meses tivemos a oportunidade de trocar informalmente algumas ideias sobre o tema -, entre as quais o ranking de agências, por exemplo. Acredito na bondade do ranking, não na sua exequibilidade. Mas acredito que muitas outras possam ter pernas para andar.

Como também disse no passado, espero que seja apresentado o programa, para perceber qual o caminho que a lista única propõe para promover e defender o sector, fazendo depender a entrada da YoungNetwork da aceitação genérica desse mesmo programa.

Há muito - quase tudo - por fazer. Acredito que é preciso uma revolução na forma de actuar da Associação. Acredito que é possível mudar, e esta pressão pública, que a YoungNetwork tem vindo, sozinha, a exercer, contribui para que as direcções ou os candidatos à direcção sintam necessidade de se expor, apresentar ideias, executá-las e medir os seus resultados.

Espero que outros players participem no debate e que larguem o discurso redondo, vazio de conteúdo, que utilizam para falar sobre o tema APECOM.

Há uma nota, que não me impede de estar aberto a todos os cenários - continuar muito crítico, entrar para a associação, fazer propostas já dentro da associação ou perder todo a esperança na corporação de interesses que nos devia unir: a lista parece-me mal escolhida. Mudar o presidente tem importância. Mas é difícil fazer uma revolução com os mesmos de sempre.

Blogografia: Benefício da dúvida

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Presspectives: Público vs El País, jornalistas adeptos da Web 2.0, gratuitos animam mercado e João Palmeiro

Este mês comparámos os dois diários ibéricos de referência, entrevistámos o director do Metro, Luís Pimenta, publicamos a opinião de João Palmeiro, presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, que lança o 2008 e apresentamos um estudo sobre as fontes dos jornalistas. Leia a Presspectives de Janeiro aqui.

Resposta à adivinha de anteontem

Não houve intervenção de qualquer agência de comunicação.

Marketing, substantivo masculino de quê?!

Um dos artigos da Meios e Publicidade online de hoje (aqui) aborda o eterno tema, (eterno vamos lá, de há uns anitos para cá…), do papel do marketing e dos marketeers dentro das empresas.

Numa rápida pesquisa em alguns dicionários de língua portuguesa verifico que o termo marketing não aparece em praticamente nenhum – salvo uma a duas honrosas excepções. Será por isso a confusão? Continuamos a desconhecer o significado da palavra marketing o que justifica a nossa dificuldade para o enquadrar nas nossas empresas?

Mas este estudo que a Meios cita nem é português… está bem que se lermos com atenção o artigo e não nos ficarmos apenas pelo primeiro parágrafo, percebemos que os resultados do inquérito até revelam que o marketing está bem posicionado no seio das empresas inquiridas.

“(…) 81% dos inquiridos consideram o marketing uma peça chave para o crescimento, 85% acreditam que é crucial para a concepção da estratégia, e 44% acham que o planeamento estratégico é a aptidão mais importante de um director de marketing.”

Defendo que o marketing deve estar ao serviço das vendas. Defendo o uso de ferramentas de medição para esta actividade. Defendo a proximidade da gestão com o marketing ou não fará qualquer sentido. Defendo o marketing como uma disciplina abrangente. Defendo a diferença entre vendas e marketing. Defendo a definição concreta de objectivos de marketing, alinhados com os objectivos comerciais das empresas, para não se continuar a confundir esta área – confusão que grande parte das vezes vem dos próprios marketeers, que se esquecem para que foram contratados. Defendo que o marketing nos é intrínseco, seja feito de forma mais ou menos profissionalizada, seja apenas marketing pessoal ou marketing estratégico, operacional ou directo. Defendo a ideia de que os bons marketeers são sempre visionários, e entendo as opiniões contrárias à minha. Defendo e defenderei (até prova em contrário) que o marketing faz de facto a diferença nos negócios das empresas.

Em suma defendo o Marketing, seja lá o que isso for!

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Sketches de uma tarde invernosa de Domingo

Sketch 1: Mário Lino diz, em entrevista ao Expresso, que teria sido burrice não considerar a hipótese de Alcochete. Por amor da santa, homem, corrija-me esse tempo verbal. Não teria sido, foi burrice. O senhor ministro não a considerou. Apareceu alguém com um estudo sobre a opção Alcochete e os opinion leaders - Cavaco Silva à cabeça - e a opinião pública fizeram o resto. E usando a expressão do ministro: nova burrice por não se ter considerado a Portela + 1 nesses estudos comparativos?

Sketch 2: Mário Lino remata a entrevista com a "tonteria" useira: importante lançar obras públicas para animar a economia. Esta lógica keynesiana por detrás desta animação pode produzir muito disparate. Senão vejamos: Querem animação? Construa-se um aeroporto, e depois destrua-se o mesmo aeroporto, e depois construa-se novo aeroporto para animar, e depois destrua-se e depois construa-se outro aeroporto para animar...Lá animar, anima. Anima o curto prazo e destrói o longo prazo. Menos elefantes brancos, investimentos mais produtivos. Fica a sugestão.

Sketch 3: A coisa está difícil em Coimbra. E entram Paez, Pereirinha e Farnerud, três craques leoninos. São malta para jogar em Carnaxide todas as semanas com a gente. Pereirinha na direita, Paez no meio, e eu à esquerda. Farnerud começa de fora e depois roda. À mesma hora na C+S na próxima segunda, ok?

Sketch 4: Siga-se o conselho de alguns líderes de opinião. A lei anti-tabaco não me interessa? Então que não se cumpra a lei. Desrespeite-se. As leis que não me convêm são para mandar às malvas. Estou já a fazer a listinha daquelas que não quero cumprir em 2008. Liberdade ao cidadão! Já!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Adivinha

Qual é capa qual é ela que foi censurada pelo lápis azul? Qual é banco qual é ele que fazia manchete dessa capa? Qual é accionista qual é ele que interveio para que a história não saísse? Qual é político qual é ele cujo próximo projecto ficava ferido de morte com a notícia?

Até Chávez já se rendeu

Daquelas belas imagens de Sarkozy com Carla Bruni no Egipto registo três coisas:
.A boa forma de Carla Bruni.
.Que na política e no amor vale tudo.
.E que até a esquerda já se rendeu.
O trabalho de divulgação de um pseudo-romance entre Naomi Campbell e, nas palavras dela, o “anjo rebelde”, o “touro”, Hugo Chávez, só prova que a preocupação com a imagem é a mesma. E registo três coisas:
.A boa forma de Naomi Campbell.
.Que na política e no amor vale tudo.
.E que a esquerda rendeu-se mesmo ao mago Sarkozy.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Não há vergonha na cara (Actualização)

Nota: O video que estava no post anterior com este título foi removido, assim colocamos um link para outra peça que retoma as declarações de há poucos meses de Mário Lino.

Aeroporto em Alcochete. Está decidido.

Há poucos meses atrás, numa tv perto de si:

Ver video aqui.