domingo, 18 de novembro de 2007

Inveja é coisa feia

A LPM vai comprar (ou comprou) a Inforfi. Luís Paixão Martins diz no seu blog que esta agência "é uma das empresas mais interessantes do nosso sector". Concordo, sobretudo pela força na actividade de costumer publishing. O João Belo também é uma boa aposta. Desta, fiquei com inveja.

Parabéns à LPM e parabéns ao João.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

"Dynamic Duo"

Batman e Robin lançaram este chavão.
A SIC na 2ª lança dois pivots, Rodrigo e Clara, para alavancar o Jornal da Noite.
A SIC a rondar o terceiro lugar nas audiências, adere agora a um modelo que a TVI arriscou há um ano, e que segundo dizem as más línguas pretende mudar. Penim arrisca na credibilidade de Rodrigo e na popularidade (não nos podemos esquecer que ela foi a mais sexy do “Correio da Manhã no Verão) de Clara.
Mas o problema subsiste. Há meses que a SIC não consegue ultrapassar os fracassos sucessivos na rampa de acesso ao “prime-time”. E, nesta semana, até perdeu à tarde para Júlia Pinheiro, e Fátima perdeu para Goucha e Cristina Ferreira.
Continuo a preferir Mário Crespo.

A gravata

José Alberto Carvalho tirou a gravata. Algumas pessoas criticaram, outras nem repararam. Um dos melhores pivots da nossa televisão fez bem.
Quem é credível, é sempre credível. Com ou sem gravata.
Só os medíocres típicos ficam preocupados com gravatas, com o lugar onde se sentam ou com estrelas na lapela.
O Telejornal da RTP não perde audiência nem rigor por causa disto.

Os mortos na política

Não vou falar dos evidentes e sempre anunciados pelos OCS.
Falo de outra pessoa de segunda linha. Se houve ministra do tempo de Guterres que foi massacrada e enterrada viva foi Maria João Rodrigues.
Tinha tanto de discreto como competente na sua área, mas uma péssima imagem e falta de gosto pela exposição mediática. Foi dada como morta.
Esta semana, ressuscitando definitivamente, depois do seu papel importante na Presidência Portuguesa da UE, será uma das especialistas convidadas – estrangeiras – juntamente com três prémios Nobel, que irão elaborar o programa de Zapatero.
Para quem ainda tem o despudor de anunciar mortes na política, esta é mais uma lição a reter.

Leitor atento

Um amigo, jovem talento dos bastidores da política, da área do centro-direita, deu-me a seguinte novidade depois de ter lido um post meu.
Um dos peritos em angariação de fundos, e que foi um dos principais “arrecadadores” de Mitt Romney, foi nomeado por Bush como novo embaixador americano em Portugal. A confirmar e a seguir.

Alô Presidente! Cozidinho

O Primeiro-Ministro, José Sócrates, convidou Hugo Chávez para jantar em S. Bento no dia 20.
Será “cozidinho” a ementa? E já imaginaram um “Alô presidente” em directo de Lisboa: “Hola Venezuela. Aqui estamos de Lisboa, com nuestro amigo Sócrates. Vamos a charlar de la révolucion, de Fidel de nuestros amigos emigrantes…”
Aqui, Sócrates interrompe e diz: “Porque não te calas?”.
Seria o novo ícone da esquerda democrática europeia, o Sarko de esquerda, como dizia a “Jeune Afrique”, ou o novo Blair.
E, sobretudo, os nossos compatriotas emigrantes na Venezuela agradeceriam eternamente…ou não. Já me esquecia que Chávez não é propriamente democrata…

Hoje no Jornal de Negócios...

...o nosso do fundo da Comunicação.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Benefício da dúvida

Li nas notícias que vamos ter eleições na APECOM. O Grupo YoungNetwork não faz parte da associação do sector e é muito crítico face ao trabalho (ou à ausência dele) efectuado pelas últimas direcções.

A associação é inexistente do ponto de vista de ideias, acção e mediatismo. Não é tida nem achada nos temas que nos tocam, não é representativa do sector, não tem agenda própria. Vai-se ao seu site e no último ano e meio emitiram uma única comunicação, bem revelador do seu dinamismo. Como não cumpre os objectivos mínimos para a sua própria existência, entendemos desde sempre não fazer parte dela.

Sintomático da letargia em que a associação vive é o que se lê na última Meios e Publicidade. Dizem alguns dos 22 associados que "a APECOM faz o que pode", "os problemas da associação acabam por reflectir a dimensão do sector" e "as associações são o que os associados querem que estas sejam". Resignação e desalento.

Mas agora, com eleições à porta, é uma oportunidade para rever a nossa posição.

Quem se candidata é o actual vice-presidente, Salvador da Cunha, o que não augura nada de bom para a associação se for uma evolução na continuidade.

Mas pode ser que mude o rumo, tenha um projecto e apresente ideias. Vamos dar o benefício da dúvida e aguardar pelo programa.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

do fundo da Comunicação na Just Leader


Nota muito simpática da revista Just Leader sobre o nosso blog. Obrigado.


Pinto da Costa "pousa" para a Bonsai

Acaba de entrar o Rui na minha sala com a página três do 24 Horas aberta. É uma página de publicidade da Bonsai, marca da Somalia - Sociedade de Malhas, Lda. O anúncio feito pelo jeitoso da terra que até percebe umas coisas de computadores é francamente mau, mas surpresa das surpresas, isso é totalmente secundário. A modelo escolhida sim. Isso é que importa. Tive que ir ler ao site para confirmar que era ela, a tal, a única (não fosse ser a irmã gémea)...{rufam os tambores}.....{um pouco mais de suspense}.....Carolina Salgado.

Diz no site que depois do sucesso do livro que deu origem a um filme, Carolina aceitou ser a protagonista da primeira colecção da Bonsai e a combinação foi um sucesso. Reparem nestas mentes "pato-braveiras": Livro vende, livro dá em filme, logo Carolina vende.

Ponto Um: Mesmo que Carolina vendesse livros seria bom para a marca associar-se? Qual a mensagem e qual o público-alvo? Deixa pensar...Carolina Salgado, ex-mulher de alterne e ex-namorada de Pinto da Costa... quem será que quer andar vestida como ela?

Ponto Dois: Não é a ex-moça de alterne que vende, é Pinto da Costa. Carolina não vende nada. O livro foi um sucesso de vendas porque o presidente do Porto é das figuras mais odiadas do país. Os seus detractores seguiram a premissa de inimigo-do-meu-inimigo-meu-amigo-é e rejubilaram.

Um grande bem haja para a empresa de Abade de Neiva por este primeiro bom momento do dia.

Ser ou não ser…


Assisti ontem, finalmente, à peça de teatro que está há mais tempo em cena – 10 anos - em Portugal: “As obras completas de Shakespeare em 97 minutos”.

Recomendo vivamente. As interpretações são fabulosas, o guião é fantástico e a ideia é muito original.

Mas engraçadíssimo é ver como o humor pode ser tão global. No público estavam argentinos, espanhóis, brasileiros, tios e tias, estudantes, reformados, médios-baixos, médios-altos e médios-médios… e funcionou.

No decorrer da peça interactiva, o suspense é uma constante e o riso é inevitável. Até para mim.

PS – Mas não. A minha vida não passa apenas por eventos culturais. A YoungNetwork acaba de ganhar mais um projecto de comunicação, como aliás referem hoje a Briefing e a Meios e Publicidade. Estive em Paris – uma das minhas cidades preferidas - na semana passada, a tratar disto. As doenças raras serão o tema do mês na área da saúde em Portugal. Be aware!

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Alô Presidente! Cuidado com os "derrames"

Neste momento Caracas é o novo paraíso para o narcotráfico, mais importante do que Bogotá. Em 2003 saíram da capital da Venezuela 75 toneladas de cocaína, este ano serão 276 toneladas.
Fonte é o “El País” de dia 4 de Novembro.
Enquanto isso, Chávez implanta a sua ditadura e espalha o seu petróleo a custos calculados pela Nicarágua, Bolívia, Equador e até Londres é brindada por esta alma caridosa.
Hoje, faz 5 anos do derrame do “Prestige” na Galiza. Ninguém gosta de ter as suas costas poluídas e a fauna e a flora destruídas durante décadas. Por isso, cuidado com os “derrames” de “El Presidente”.

Silêncio contundente

Farto dos insultos de Hugo Chávez e Daniel Ortega a José María Aznar e às empresas espanholas, o Rei de Espanha mandou calar energicamente o presidente venezuelano, para depois abandonar a sala de forma ostensiva como resposta aos impropérios do chefe de Estado da Nicarágua.

A força das palavras e da linguagem corporal não vale só por si. Vale sobretudo o prestígio, a autoridade e a credibilidade de quem se expressa. E conta o ineditismo das palavras ou gestos, para amplificar a contundência. Nunca em 32 anos de reinado, o Rei Juan Carlos tinha tido gestos tão simbólicos como os do último fim-de-semana no Chile. O gesto de Juan Carlos foi um cartão vermelho, não apenas de Espanha, mas de todos os outros países conscientes que o caminho escolhido por Chavez é um suícidio, não só para a Venezuela, como também para toda a América do Sul.

Em Portugal, o político que melhor geriu a sua comunicação nos últimos 20 anos responde pelo nome de Cavaco Silva. Um mestre na forma de comunicar, embora por falsa modéstia o tenha negado sempre, aproveitando a deixa dos Media que sempre menosprezaram as suas capacidades oratórias. Em Cavaco Silva, a estratégia impôs-se à forma e o silêncio mostrou ser bom companheiro.

Entre 1995 e 2005, a sua ausência caminhou paralela com a presidência de Jorge Sampaio, mas são dele e não da primeira figura de Estado as palavras que influenciam a sorte dos Governos nessa altura. Quem não se recorda do monstro que "comeu" Guterres, precipitando o seu fim, e da boa e má moeda que expôs a falência do santanismo?

Dois textos que detonaram dois governos.