Hoje, João César das Neves escreve sobre Tintin, 1937. De como os burocratas saltam de contentes na miríade de leis que nos enquadra e regula a todos. Lemos alguns exemplos de como a nossa castradora constituição, escrita pelas mãos do PREC, necessita urgentemente de reforma.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
O PREC assina de cruz
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domingo, 11 de maio de 2008
Foi-se a presidência. Viva a vice-presidência!
Hillary está fora. Estuda agora como comunicar a derrota para que sirva de trampolim na sua "candidatura" à vice-presidência de Barack Obama. Ver aqui na CNN.
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sexta-feira, 9 de maio de 2008
O lado escondido de Manuela
Já sabia que depois de ter aclarado o cabelo, surgiriam declarações a falar da “doçura” de Manuela Ferreira Leite. E eu aconselharia o mesmo e também a falar um pouco de política internacional e, sobretudo, de áreas sociais da governação. Para reforço dessa doçura.
Hoje, num dos melhores gratuitos, o “Sexta”, Bagão Félix faz manchete com esta frase: «Manuela Ferreira Leite é mais doce do que se pensa». Fantástico.
E ainda aconselharia mais uma hipótese. Há anos que a Helena Sacadura Cabral me diz que a «Manuela tem um sentido de humor notável». Se conseguirem que ela reproduza isso, ainda mais fantástico.
Se seguir a fórmula da campanha presidencial de Cavaco, e tirar fotos com os netos, como avó babada, na primeira página do Expresso, como fez o seu mentor, então está o tridente da doçura atingido.
Porque apoios nos jornais vêem-se claramente (Expresso, Público, Diário Económico), a maior quantidade de barões por metro quadrado da campanha ajudam a ter espaços de opinião, o que lhe dá uma aparente força e dinâmica na luta.
Mas falta conquistar as bases. E quanto mais entrevistas, e aparições, de Pacheco Pereira surgirem, pior será.
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quarta-feira, 7 de maio de 2008
Comunicação dos candidatos do PSD (V)
Por marcas do passado recente, nenhum candidato (à vista) escolheu ter consultores de comunicação profissionais.
Preferiram que a mensagem seja “distribuída e comunicada” pelos políticos próximos e de confiança.
Preferiram não associar a candidatura a uma agência de comunicação. Será um erro a que os bons profissionais de comunicação política saberão dar a volta com discrição.
Porque é esse o papel dos consultores de comunicação: aconselhar, montar uma estratégia e ir à “mélée” quando é preciso para que a “estrela” – o candidato – possa brilhar.
Mas os bons profissionais não estão inactivos. É uma certeza que tenho.
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Santana (IV)
Palavra-chave: Ambição
Estratega (à vista): Pedro Pinto
Contactos com imprensa: João Anes (um jovem desconhecido)
Máquina: Pedro Pinto
Distritais onde tem mais apoios: Braga (Vilaverde e Famalicão fortíssimos), Faro e a surpresa Lisboa (a seguir no futuro próximo).Mas está com uma média alta de apoios com excepção de Setúbal e Viseu
Apoios mais fortes: Virgílio Costa, Ribau Esteves, Arlindo de Carvalho e muita JSD
Ponto Forte: o carisma
Ponto Fraco: ainda as marcas do passado (apesar de ter aprendido a lição)
Bastidores: nome a ser lançado para o futuro Dina Vieira, actual directora municipal de Urbanismo em Santarém; e a aposta de que no contacto directo em secções e concelhias o impacto é forte.
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Passos (III)
Palavra-Chave: Futuro
Estratega: Miguel Relvas
Contactos com Imprensa: Afonso Azevedo Neves (era do grupo parlamentar do PSD, sem currículo)
Máquina: Miguel Relvas e José Francisco Gandarez que merece mais palco porque é um político para o futuro
Distritais onde tem mais apoios: Porto (a confirmar, Marco António tem-se distanciado)
Apoios mais fortes: Telmo Faria, Feliciano Barreiras Duarte, muita JSD por afinidade com a organização e muitos que representam o Bloco Central dos interesses
Ponto forte: o “refrescamento”
Ponto fraco: sentir-se que “parece que não quer ganhar agora” e alguns apoios na última semana estão a fugir
Bastidores: Miguel Relvas partiu com uma semana de vantagem das outras candidaturas e é muito forte no contacto pessoal no aparelho onde tem muitas solidariedades.
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Manuela (II)
Palavra-chave: Credibilidade
Estrategas (à vista): Nuno Morais Sarmento
Contactos com imprensa: Francisco Azevedo e Silva (última aquisição e com um currículo muito experiente) e Duarte Marques (jovem de talento e acompanhar no futuro)
Máquina: José Luis Arnaut e Carlos Coelho (que conhece muito bem o aparelho)
Apoios mais fortes: os Barões quase todos
Distritais onde tem mais apoios: Viseu, Aveiro (herda o mendismo)
Ponto Forte: a experiência
Ponto Fraco: “o parque jurássico”, como foi relatado pelo DN, e Pacheco Pereira, odiado pelas bases.
Bastidores: atenção ao “call center” de António Preto (apoiante ferrenho de Manuela), que já serviu bem muitas vezes o partido, e que segundo ele já fez 36 mil chamadas numa semana.
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Momento do PSD (I)
Aguardei a apresentação dos principais candidatos, completada ontem, para fazer uma análise da situação das candidaturas.
Neste momento, pelos meus cálculos, Manuela tem 40%, PSL 35% e PPC 20%, estando poucos os indecisos.
No entanto, a tendência de PSL, depois de entrevista a Judite de Sousa e sondagem do “Expresso” é de crescimento e a de PPC a de poder derrapar um pouco. Nomeadamente, depois de Luís Filipe Menezes, ontem, ter considerado PSL um «candidato credível e um amigo». O que leva a pensar que a sua máquina poderá cair nas mãos do líder parlamentar.
Se a eleição fosse no antigo sistema, em congresso, com delegados, fortemente condicionado pelos discursos dos pesos-pesados, eu daria à priori como garantido que Manuela teria fortíssimas condições de ser a nova líder, mas como as directas dependem do acto solitário do voto secreto, tudo está em aberto e promete.
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terça-feira, 6 de maio de 2008
Leitor que paga vale mais
E vale mais porque é maior a probabilidade de ler a publicação que comprou. Dá valor ao que comprou. Não leva só por levar. "O português é mesmo assim. Se é de borla leva, não interessa o que seja", diz Luís Soeiro, distribuidor do jornal Metro, no Jornal de Negócios. Por consequência, as audiências só podem ser diferentes entre pagas e não pagas.
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segunda-feira, 5 de maio de 2008
PSD e PP (espanhol): semelhanças
O PSD desde a vitória de Sócrates já triturou dois líderes e o PP espanhol manteve o líder mas já foi triturado por duas derrotas às mãos de Zapatero.
Em Portugal, temos combate aberto; em Espanha, Rajoy tem uma paz podre em mãos e uma crise criada pelo “El Mundo” e a Conferência Episcopal que lançam Esperanza Aguirre, que ainda não se decidiu, enquanto Aznar pede serenidade aos notáveis.
Crise da oposição ninguém o nega.
A semelhança é mesmo que a semente da crise é a míngua de poder. Tropas esfomeadas e a miragem do poder tão longe…
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Boris e Gianni
Não é nenhuma dupla nova de circo. São apenas os novos presidentes de câmara de Londres e Roma.
Boris Johnson um excêntrico puro e Gianni Alemanno um produto da herança de Mussolini e da fábrica de Gianfranco Fini.
O mais interessante, e menos conhecido, é que têm em comum terem sido directores de revista. Boris da “Spectator” e Gianni da “Área”.
E aqui se percebe Marcelo, que há um mês alertou de que para o PSD ser poder tem de conquistar Lisboa e vencer claramente as autárquicas.
David Cameron pode surfar na onda de Boris Johnson e dar a vitória aos Tories e Alemanno ganhou porque a receita de Obama em Itália não teve sucesso e derrubou Veltroni e Rutelli.
O PSD continua à procura de líder...
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terça-feira, 29 de abril de 2008
Regras: haverá outras, estas são as nossas
Há diferentes modos de actuar no mercado da comunicação. Na relação com o cliente, estas são as regras de todos os dias na YoungNetwork:
1. O cliente é a estrela
2. A YoungNetwork aconselha o cliente
3. O cliente tem a palavra final
4. Depois do caminho escolhido, pelo cliente, a YoungNetwork é solidária a 100% com essa escolha
5. As informações difundidas pela agência enquanto fonte oficial do cliente são sempre aprovadas pelo cliente
6. A YoungNetwork não faz qualquer comentário público sobre conversas privadas
7. A YoungNetwork não diz mal de um cliente ou ex-cliente, quer publicamente quer em privado
8. Em caso de eventual conflito de interesses entre clientes, a YoungNetwork pede autorização aos clientes visados para prosseguir com a proposta
9. Na impossibilidade de trabalhar clientes incompatíveis, a YoungNetwork privilegia o actual cliente em detrimento do prospecto
10. A YoungNetwork reserva-se o direito de não prosseguir o aconselhamento se tiver diferenças inultrapassáveis na estratégia/táctica escolhida pelo cliente
Haverá outras. Estas são as nossas.
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Eu não odeio o Cunha Vaz
Não tive tempo de comentar a entrevista do António Cunha Vaz ao Público, e neste quotidiano de Web um dia de atraso significa terabytes de informação que nos passou à frente. Por outras palavras, chego tarde.
Assim, tenho que me agarrar a algum ângulo da entrevista que tenha sido menos explorado. Centro-me nos erros factuais da nota introdutória, fáceis de contradizer, para corrigir e explicar dois aspectos.
1. Eu não odeio o António, o que faz desde logo cair que “os colegas de profissão odeiam-no”. É evidente que a força da expressão utilizada pelo jornalista é a sua própria fraqueza. Pouco crível que todos ou a maioria dos colegas de profissão odeiem o António. Mas no meu caso nem se trata de um jogo de palavras, até porque nesta avalanche de críticas de que foi alvo antes e depois da entrevista, sinto particular à vontade para dizer que tenho uma boa relação com o António Cunha Vaz.
2. “Os jornalistas temem-no” vem logo a seguir. A contradição da expressão vem logo no próprio trabalho jornalístico do Público. Se o jornalista o teme, ficamos a saber que o fotógrafo não. Reparem na capa, a foto com fundo negro, sombrio, para mostrar “the dark side of the force”. Lá dentro, na capa do P2, um olhar de baixo para cima, determinado mas ameaçador, e depois uma abertura de duas páginas novamente a negro, na entrevista. Compare-se as fotos com a imagem do vídeo que está no site do Público. Não tem nada a ver, pois não? Para quem tem dúvidas sobre o tema, recordo também as duas peças, negativas, publicadas no passado pela revista Sábado. Uma sobre Menezes, outra sobre Vieira. Ambas com o António Cunha Vaz.
Posto isto, o facto de eu ter uma boa relação profissional com o António não me faz concordar com muitas das suas opiniões, tampouco rever-me na entrevista de ontem, que é negativa para o sector. A visibilidade que dá não afasta o conjunto de problemas que levanta ou acentua. Atenção que comunicação não é o que dizemos, mas sim o que o receptor entende da mensagem.
Há a premissa que, às vezes, é difícil ficar calado quando se está constantemente a ser atacado, mas nestes ataques de que foi alvo o móbil do crime foi sempre a liderança de Menezes, e não o seu trabalho.
Já hoje, o P2 escolhe seis excertos de posts que comentam a entrevista. Nenhum simpático.
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Anónimo
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