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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Teles a avançar (1)

Neste domingo na Bola, Bettencourt fazia um alerta durante o Congresso leonino, em Santarém.
«A futura direcção terá de melhorar muitíssimo os aspectos de comunicação. Porque quando as pessoas são informadas normalmente decidem com bom senso».
Concordo em absoluto e vou resumir falando de quatro casos:

Braga – contratou Ricardo Lemos (ex-editor do Jogo), tem o Paulo Menezes, ex-Jogo, com o Carlos Freitas e a comunicação é das mais eficazes do mundo do futebol E ainda há coisas para melhorar, naturalmente.

Benfica – Tem um director de comunicação que faz perfil de seis páginas do Sol, deste sábado, e que mostra que João Gabriel é um homem da comunicação, com currículo vasto e rico (pode-se não gostar dele, mas o currículo ninguém o tira). E ainda tem o Ricardo Maia que tem passado no jornalismo.

Porto – Tenho uma grande admiração pela sua organização e simpatia por Pinto da Costa e pelo Antero Henrique. Além deles, tem uma agência de comunicação de topo e um director de comunicação, Rui Cerqueira. A comunicação funciona.

Sporting – não tem ninguém com currículo na comunicação (e não me venham com invenções) e o seu director de comunicação tem como especialidade a sua ligação com a Juve Leo, que é muito importante, mas não tem perfil nem currículo de comunicação. Constato apenas a verdade das palavras de José Eduardo Bettencourt. Sendo o sócio 7113 e ex-atleta do clube não gosto muito de falar de como o Sporting não tem um presidente de luxo desde João Rocha. E não tendo isso, também é natural que tudo falhe, nomeadamente a comunicação.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Estou feliz porque estou contente

- "Jorge Cadete, como se sente?"
- "Estou feliz porque estou contente", respondeu o internacional português aquando da sua substituição, corria a década de noventa.

O futebol português é pródigo em imortalizar expressões como estas que ajudam a caricaturar o jogador, o comentador, o dirigente e o clube da bola indígena. A dada altura este dicionário chegou a ser conhecido como gabrielário, em honra do mítico comentador desportivo Gabriel Alves.

Conjuntos de palavras como "remate rasteiro...por cima", "só vejo uma cor à frente: o azul e o branco", "perdeu o tempo de remate...golo", "a vantagem de ter duas pernas", "ambos os três" ou "lá vai Veloso no seu estílo inconfundível...(passam 10 segundos)...espera...é Paneira" estão imortalizados no imaginário do futebol português.

Hoje é mais difícil produzirem-se tiradas destas a bom ritmo. O jogador está mais evoluído, é mais acompanhado, as SAD's trouxeram muita profissionalização e tiraram Gabriel Alves do ar. No caso de Gabriel, com a clara desvantagem de maior monotonia nos jogos pela tv.

Mas felizmente pode sempre haver algum revival. E desta vez, até vem do clube que melhor comunica. Sábado de manhã, lia-se no Expresso online a reacção do Futebol Clube do Porto ao parecer de Freitas do Amaral, sobre o que se tinha passado na reunião do Conselho de Justiça. E a SAD do Futebol Clube do Porto não foi de modas, classificando a posição do jurista como "excessivamente parcial, nalguns pontos até tendenciosa". Tive que ir confirmar ao site do clube para me certificar que o jornalista não se tinha enganado.

Não se enganou. Foi mesmo golo. À Jorge Cadete.