quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A lei do cardeal Richelieu

Considero Armand-Jean du Plessis uma das figuras mais fascinantes da história política. O cardeal Richelieu ficou muito mais conhecido como uma figura mesquinha e intriguista desenhada por Dumas nos “Três Mosqueteiros”, mas ele foi um genial homem de Estado e da Razão de Estado.
Este fim-de-semana li o seu “Testamento Político”, com um magnífico prefácio de Diogo Pires Aurélio (um grande analista político há muitos anos no “Expresso”, no tempo da mítica “Revista”) e editado pela Temas & Debates, e partilho com os leitores algumas ideias que não são só de política, mas que se aplicam a outras ciências.

«Em política, o ser é intrinsecamente um modo de aparecer».

«A guerra é justa para aqueles a quem é necessária».

«O homem mais hábil do mundo deve escutar frequentemente a opinião até daqueles que considera menos hábeis do que ele».

«De todo o tipo de conselhos se tiram benefícios; os bons são úteis por si mesmos e os maus conselhos confirmam os bons»

«É a cabeça, e não os braços, que governa e conduz os Estados»

2 comentários:

Joana disse...

"Savoir dissimuler est le savoir des rois"

Ou se os "reis" estiverem meio perdidos em tricas partidárias, dos seus assessores.

Sérgio de Azevedo disse...

Bom dia. Foi Atingido(a) por um dardo.

http://redlightdistrict.blogs.sapo.pt/39985.html

Cumprimentos

S.A.