João Marcelino acumulará a direcção do DN com a responsabilidade geral de todas as publicações do grupo Controlinveste.
Resultados tem. Foi assim no Record e no Correio da Manhã e tem sido assim com o DN.
As linhas editoriais podem ser discutíveis, mas os resultados estão aí. Daí ser considerado o “Mourinho” da imprensa.
Joaquim Oliveira acertou quando optou por uma pessoa de sua confiança pessoal. Vai ser assim também no novo canal televisivo e será José Eduardo Moniz. O Mourinho da televisão.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Mais poderes para Mourinho
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Anónimo
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terça-feira, 23 de setembro de 2008
Números que ficam no ouvido
Voltando ao tema dos soundbytes...
O soundbyte perdura mais tempo na cabeça dos receptores, daí a sua importância vital na comunicação. Muitas vezes, o soundbyte descodifica conceitos para o receptor. A grandeza dos números é disso exemplo. A partir do milhão, ou melhor, dos milhões a cabeça do cidadão comum não está preparada para processar e reter de forma clara, por falta de hábito, a informação. São valores que não fazem parte do nosso quotidiano.
Uma das formas de os clarificar é partindo por parcelas, por métricas mais pequenas, que tragam a ordem de grandeza para valores próximos dos preços de todos os dias. Por outro lado, a técnica do comparativo com valores quotidianos também melhora a percepção e faz perdurar a mensagem na cabeça dos públicos.
Reparem no seguinte exemplo:
- Em média, cada CEO das 500 empresas do índice da Standard & Poor’s (da bolsa de Nova Iorque), recebeu 14,6 milhões de dólares de salário e de prémios em 2007.
Ok, ficamos a saber que é muito dinheiro, mas quanto são 14,6 milhões de dólares?
- Outra coisa é ler que cada um destes CEO’s ganhou 4.000 dólares por hora trabalhada no ano passado.
Este valor já dá para fazer a tal aproximação aos valores do dia-a-dia.
- Outra coisa ainda é tomar nota que 3 horas é o tempo que estes CEO’s têm de trabalhar para ganhar o mesmo que um trabalhador de salário mínimo no ano inteiro
Façamos os três títulos:
- CEO do S&P500 recebe 14,6 milhões em 2007
- CEO do S&P500 faz 4.000 por hora
- Três horas de CEO valem um ano de salário mínimo
(para não alongar o título, situaria no lead que se tratavam de CEO’s do S&P500)
Qual vos ficaria no ouvido?
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Ainda mais Única
Porque somos sempre tendenciosos nas primeiras impressões, lutei contra a minha impulsividade. Desta forma só agora, após lançamento da segunda edição da renovada Revista Única, seguem alguns comentários:
Em primeiro lugar é de louvar a iniciativa.
Num contexto favorável ao Expresso – que segundo os últimos dados da APCT, mantém a liderança de mais do dobro de circulação paga face ao seu concorrente mais directo, SOL – este semanário resolve arriscar e mudar.
A Revista está diferente, diferente do seu passado mais longínquo e do seu passado mais recente em que se encontrava tão ‘à Tabu’.
Está mais densa, mais interessante e menos social. Está definitivamente diferente, foge das normas e do habitual. Está académica qb mas sem cair em arrogância e em despropósitos. Está menos ‘leve’ mas lê-se bem – factor fundamental para grande % dos leitores de fim-de-semana. Não cai no facilitismo (neste caso, não volta à fórmula que adoptou aquando do lançamento da Tabu) mas mantém-se comercial.
Tudo indica que a máxima: “Em equipa/ fórmula vencedora não se mexe” não entra no Expresso. Mas entra o mea culpa, que apesar de não assumido se vislumbra neste regresso às origens da Revista Única, diga-se o que se disser.
É bastante mais arriscada esta nova fórmula da revista. Apresentada em edições mais temáticas, vamos ver se se consegue renovar em todas as edições não se tornando mais do mesmo.
Mafalda Anjos, editora da revista, numa das entrevistas que deu sobre esta nova Única, resume, de forma elucidativa, o que pretende com esta aposta: “Eu adorava que o leitor do Expresso, quando estivesse a beber o café no Sábado de manhã, aquilo não lhe soubesse tão bem se não tivesse a revista debaixo do braço.”
E Mafalda, missão cumprida comigo! A torrada com a meia de leite foi (bem) acompanhada pela Única nestes dois últimos fins-de-semana. Vamos esperar pelos próximos.
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Consolidação
A propalada consolidação continua...
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segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Tall Ship Race foi um sucesso, e este ano?
Em 2006 colaborei com a Addmore, do João Oliveira Costa, enquanto responsável de comunicação da regata Tall Ship Races, os maiores barcos do mundo em Lisboa.
Foi um sucesso de organização, de criatividade, de comunicação, de gestão de patrocínios e de público (mais de 500 mil pessoas nas margens do Tejo), deixou saudades e amizades. A organização internacional não estava habituada a ter cobertura nacional nos países por onde passava, com media partners como SIC, Correio da Manhã e Rádio Renascença e, sobretudo com os três jornais televisivos da noite a fecharem a sua edição com imagens da regata.
Foi tal o sucesso que o João e o António (que me convidaram também para ir) foram à Polónia falar deste evento como “case study” à organização internacional.
Tem passado ao lado, mas este ano a Tall Ship Races passa outra vez por Portugal em dois locais, mas nada se fala sobre a mesma.
No Funchal será um sucesso, pois está englobado na comemoração dos 500 anos da fundação da cidade, mas também vai passar em Ílhavo.
Aqui, tenho grandes dúvidas. Não têm qualquer experiência em grandes eventos, comunicação não é o forte e não me parece que compreendam a importância da comunicação para a promoção desta terra simpática.
Por isso – poderei retirar a minha opinião – mas por Ílhavo será a primeira e única vez que a regata passará.
Aliás, se a regata já aconteceu é prova do que digo.
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Parabéns ao Nuno Carneiro
O meu amigo Armando Nuno Carneiro, proprietário e director da Frontline e da Unforgettable, ganhou o “Friends of Thailand Award”,
Este galardão é atribuído pela Autoridade de Turismo da Tailândia aos profissionais que divulguem com qualidade aquele país oriental.
É um prémio muito simpático para quem tem muitos anos de carreira de edição no mercado de revistas. Merece.
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domingo, 21 de setembro de 2008
Síndrome do email
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Mamãs em rede
"O que faço acordada às cinco da manhã? Adivinhem? É a única hora do dia onde consigo fazer as coisas". Twittermoms, a nova forma das mamãs de todo o mundo partilharem experiências. Vida pessoal e profissional numa comunidade com os mesmos interesses. Aqui, no Twitter, para seguir a fundadora. Ali, o site de apoio, onde dá para ser membro.
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sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Sugestões zero, dúvida uma
Não sou muito dado a comentar a estratégia dos concorrentes, menos ainda a dar sugestões. Faço-o e fi-lo muito excepcionalmente aqui no do fundo da Comunicação. No essencial, é um factor exógeno. Tomo-o como um dado adquirido, que embora possa ser consequência de movimentos nossos e de outra concorrência, depende sobretudo da vontade da própria empresa, que escolhe a cada momento o seu caminho.
Acompanho o mercado, mas de forma silenciosa. E da informação que me chega, tento seguir todos os concorrentes. Dou tanta importância ao lançamento da Mediática como ao kit para PME's da Guess What.
Desta forma, e apesar de gostar de desafios, "um desafio? gosto disso", diria o Faísca, das aventuras do Noddy, livros que leio recorrentemente aos meus filhos, não tenho qualquer sugestão a dar a Luís Paixão Martins.
Mas assalta-me uma dúvida sobre o posicionamento de outras marcas da LPM. Qual o posicionamento da Inforfi? E da LPMJervis (ex-Over & Jervis MCW )? E da LPMnck (ex-Nickles & Pickles)?
Posso ser eu a querer saber demais, mas não custa atirar o barro à parede.
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Nova Pública
Uma das coisas que mais prazer me vai dar de ler serão as entrevistas da Anabela Mota Ribeiro na revista de domingo renovada do Público.
Aliás, hoje, foi a primeira pessoa que vi logo de manhã, porque somos vizinhos.
Ela vai acumular as entrevistas também no Jornal de Negócios, no suplemento Weekend. E parece que a estreia na Pública é com o número 1 da televisão. Vão ser, como sempre, grandes entrevistas. Tenho a certeza.
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Angola
Ainda não tinha escrito sobre as eleições angolanas e muito já foi dito.
Opto por apenas assinalar o que a revista semanal, francófona, “Jeune Afrique” pensa sobre um dos nossos países-irmãos.
Capa: José Eduardo dos Santos, na foto que também fez capa do Público e do OJE.
Dossier: um dossier de 16 páginas com o título «A passo de gigante».
Eleições: O tom geral do artigo principal sobre as eleições é de que «foi o élã democrático que triunfou» (aliás é assim que começa) e depois chama atenção de que os observadores internacionais qualificaram as eleições como «imparciais e credíveis».
Após estas ideias, uma página sobre as querelas e a vida da UNITA. Logo, MPLA surge como um referencial de confiança e de estabilidade. Terminando o artigo de entrada com o que Luanda tem de melhorar: «as condições de vida, que ainda têm indicadores fracos na esperança de vida, educação e distribuição de riqueza».
O Presidente: «Um animal político», no título.
Que lançou uma operação de charme junto dos mais jovens e das mulheres, mais de 60% do eleitorado angolano.
«Eu sou um jogador de uma equipa que ganha», citam José Eduardo dos Santos. Falam de uma personagem como um jogador de poker, «que cedo aprendeu a dissimular as emoções».
E da sua educação soviética, em Baku, que reforçou as suas qualidades de homem de «rigor e organização, sangue frio e discrição».
Ambições Diplomáticas: Angola tornar-se uma potência regional.
E lembrando o apoio a Laurent Desiré Kabila (que destronou Mobutu, no Zaire, um tradicional aliado do “Galo Negro”, a UNITA) e a Dennis Sassou Nguesso que derrubou Pascal Lissouba (também um amigo de Jonas Savimbi).
A Nova cara de Angola: «Campeão mundial do crescimento», Luanda tornou-se este ano a cidade mais cara do mundo, ultrapassando Tóquio. Com uma classe média que não se priva de consumir. «Moda, glamour, decoração, design, equipamentos high-tech, bares e noites brancas».
Crescimento como motor: os petrodólares como mola de um país em reconstrução. Os empresários portugueses na linha da frente, diversas empresas citadas, mas hoje com a forte concorrência do Brasil e de outras potências europeias. Sem esquecer a China que «nas infra-estruturas leva parte de leão».
Habitualmente os dossiers da Jeune Afrique tentam ser o mais independentes possíveis. Angola sai-se bem desta prova, ainda há uns meses atrás os Camarões, e o seu presidente, Paul Byia, não saíram tão bem. Gosto de ter estas perspectivas sem influência dos jornais portugueses.
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O circo de Berlusconi
O Primeiro Ministro italiano anunciou a sua ida ao célebre “Porta-a-Porta” da RAI. Falava-se que iria anunciar as negociações para a salvação da Alitalia e dos seus 20 mil postos de trabalho.
Porém, ao seu lado não estava ninguém relacionado com o sector da aviação (directamente), mas sim a nova Miss Itália, Miriam Leone (não sei se seria algum trocadilho com aviões).
Foi a Miss quem começou a defender a reforma educativa de Berlusconi, e como golpe surpresa do apresentador Bruno Vespa ainda apareceu a medalhada em Pequim, em esgrima, Valentina Vezzali.
Ao PM deu um florete e desafiou-o para um combate. Berlusconi, misto cavalheiro, misto D. Juan respondeu: «não a poderia tocar nem sequer com uma flor».
Ela retorquiu: «Presidente, eu deixaria tocar-me por si».
Com isto a sua popularidade subiu para 60 por cento.
Esqueci-me de dizer que Berlusconi não falou nada sobre a Alitalia nem sobre a Itália.
O circo em Itália compensa.
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Pequeno contributo para combater a crise
Fica aqui expresso o modesto contributo do nosso Grupo para ajudar ao combate da crise financeira mundial.
Não nos assusta a queda do Lehman. Nem o regaste da AIG. Tampouco a queda do PIB. Não deixaremos de inovar. Continuaremos a assumir riscos. Reforçaremos os investimentos. Seguiremos com o pé no acelerador.
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