quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Pinto da Costa "pousa" para a Bonsai

Acaba de entrar o Rui na minha sala com a página três do 24 Horas aberta. É uma página de publicidade da Bonsai, marca da Somalia - Sociedade de Malhas, Lda. O anúncio feito pelo jeitoso da terra que até percebe umas coisas de computadores é francamente mau, mas surpresa das surpresas, isso é totalmente secundário. A modelo escolhida sim. Isso é que importa. Tive que ir ler ao site para confirmar que era ela, a tal, a única (não fosse ser a irmã gémea)...{rufam os tambores}.....{um pouco mais de suspense}.....Carolina Salgado.

Diz no site que depois do sucesso do livro que deu origem a um filme, Carolina aceitou ser a protagonista da primeira colecção da Bonsai e a combinação foi um sucesso. Reparem nestas mentes "pato-braveiras": Livro vende, livro dá em filme, logo Carolina vende.

Ponto Um: Mesmo que Carolina vendesse livros seria bom para a marca associar-se? Qual a mensagem e qual o público-alvo? Deixa pensar...Carolina Salgado, ex-mulher de alterne e ex-namorada de Pinto da Costa... quem será que quer andar vestida como ela?

Ponto Dois: Não é a ex-moça de alterne que vende, é Pinto da Costa. Carolina não vende nada. O livro foi um sucesso de vendas porque o presidente do Porto é das figuras mais odiadas do país. Os seus detractores seguiram a premissa de inimigo-do-meu-inimigo-meu-amigo-é e rejubilaram.

Um grande bem haja para a empresa de Abade de Neiva por este primeiro bom momento do dia.

Ser ou não ser…


Assisti ontem, finalmente, à peça de teatro que está há mais tempo em cena – 10 anos - em Portugal: “As obras completas de Shakespeare em 97 minutos”.

Recomendo vivamente. As interpretações são fabulosas, o guião é fantástico e a ideia é muito original.

Mas engraçadíssimo é ver como o humor pode ser tão global. No público estavam argentinos, espanhóis, brasileiros, tios e tias, estudantes, reformados, médios-baixos, médios-altos e médios-médios… e funcionou.

No decorrer da peça interactiva, o suspense é uma constante e o riso é inevitável. Até para mim.

PS – Mas não. A minha vida não passa apenas por eventos culturais. A YoungNetwork acaba de ganhar mais um projecto de comunicação, como aliás referem hoje a Briefing e a Meios e Publicidade. Estive em Paris – uma das minhas cidades preferidas - na semana passada, a tratar disto. As doenças raras serão o tema do mês na área da saúde em Portugal. Be aware!

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Alô Presidente! Cuidado com os "derrames"

Neste momento Caracas é o novo paraíso para o narcotráfico, mais importante do que Bogotá. Em 2003 saíram da capital da Venezuela 75 toneladas de cocaína, este ano serão 276 toneladas.
Fonte é o “El País” de dia 4 de Novembro.
Enquanto isso, Chávez implanta a sua ditadura e espalha o seu petróleo a custos calculados pela Nicarágua, Bolívia, Equador e até Londres é brindada por esta alma caridosa.
Hoje, faz 5 anos do derrame do “Prestige” na Galiza. Ninguém gosta de ter as suas costas poluídas e a fauna e a flora destruídas durante décadas. Por isso, cuidado com os “derrames” de “El Presidente”.

Silêncio contundente

Farto dos insultos de Hugo Chávez e Daniel Ortega a José María Aznar e às empresas espanholas, o Rei de Espanha mandou calar energicamente o presidente venezuelano, para depois abandonar a sala de forma ostensiva como resposta aos impropérios do chefe de Estado da Nicarágua.

A força das palavras e da linguagem corporal não vale só por si. Vale sobretudo o prestígio, a autoridade e a credibilidade de quem se expressa. E conta o ineditismo das palavras ou gestos, para amplificar a contundência. Nunca em 32 anos de reinado, o Rei Juan Carlos tinha tido gestos tão simbólicos como os do último fim-de-semana no Chile. O gesto de Juan Carlos foi um cartão vermelho, não apenas de Espanha, mas de todos os outros países conscientes que o caminho escolhido por Chavez é um suícidio, não só para a Venezuela, como também para toda a América do Sul.

Em Portugal, o político que melhor geriu a sua comunicação nos últimos 20 anos responde pelo nome de Cavaco Silva. Um mestre na forma de comunicar, embora por falsa modéstia o tenha negado sempre, aproveitando a deixa dos Media que sempre menosprezaram as suas capacidades oratórias. Em Cavaco Silva, a estratégia impôs-se à forma e o silêncio mostrou ser bom companheiro.

Entre 1995 e 2005, a sua ausência caminhou paralela com a presidência de Jorge Sampaio, mas são dele e não da primeira figura de Estado as palavras que influenciam a sorte dos Governos nessa altura. Quem não se recorda do monstro que "comeu" Guterres, precipitando o seu fim, e da boa e má moeda que expôs a falência do santanismo?

Dois textos que detonaram dois governos.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Alô Presidente! no nosso Tube In

Na secção Tube In, situada no final do Blog, é costume sugerirmos vídeos publicitários. Até 2 de Dezembro esse espaço estará tomado pelos programas Alô Presidente!. Ver em baixo. Para visualizar os vídeos basta "clicar" em cima das imagens.

King and Seinfield - True or False?

Agora reparem nesta entrevista de Jerry Seinfield. Ele está a falar com o senhor CNN para promover o seu novo filme - Bee Movie. Vejam o video e tirem as vossas conclusões.




Ler discussão no Digg acerca do assunto.

Blogografia: ler também post do cinéfilo Nuno Markl em Há vida em Markl.

domingo, 11 de novembro de 2007

Manda o protocolo

O protocolo é uma ferramenta de comunicação, como dizem e bem Cristina Marques Fernandes e Susana de Salazar Casanova. E o blog protocolo.com.pt é uma forma de comunicar o protocolo. E não só. Ao navegarmos pelo blog encontramos também textos sobre viagens oficiais, cerimónias política, comunicação, entre outros.

As duas autoras, que fazem consultoria protocolar, garantem a permanente actualização do espaço. O melhor do blog? Na minha opinião, os textos mais académicos e técnicos sobre protocolo. O que menos gostei? Alguns textos são demasiado longos, o que se percebe pelo grau de explicação que as consultoras querem dar aos temas, mas que resulta menos bem em formato blog.

O melhor que posso dizer do blog é ter enviado os links de vários artigos à nossa secretária (exemplo: os três sobre planeamento de viagens), assim como aos directores de eventos e de consultoria, para que em eventos com maiores responsabilidade protocolares possamos ter apoio de especialistas.

Da marca protocolo.com.pt vou reter, em primeiro lugar, o email que recebi da Cristina. O domínio yahoo.com disse tudo. Tinhamo-nos conhecido noutro âmbito profissional e a Cristina preferiu enviar o email prometido de um endereço pessoal. Como manda o protocolo.

Zapatero diplomata; Juan Carlos manda calar

O Rei Juan Carlos manda calar Hugo Chavez na cimeira Ibero-Americana. Zapatero aproveita para dar lição de diplomacia. Em causa estavam os insultos do presidente venezuelano a José María Aznar.

Como seria de esperar, vamos ter grandes momentos até dia 2. Do fundo da Comunicação vai segui-los de perto.



Mais informação no DN e no Público de hoje (domingo).

sábado, 10 de novembro de 2007

Alô Presidente!

De hoje até dia 2 de Dezembro editaremos neste espaço um Especial Alô Presidente! Este dossier opinativo e informativo versará sobre comunicação, economia e política na Venezuela. Recordo que no próximo dia 2 será votada a nova constuição (!?) venezuelana, que prevê, por exemplo, a reeleição presidencial indefinida, a criação de um Estado centralizado, a redução de oito para seis horas na jornada de trabalho e a eliminação da autonomia do Banco Central.

Mas mais importante que estas minudências políticas, sociais e económicas, é o programa Alô Presidente: Hugo Chavez em comunicação directa com o povo venezuelano. Excelente idea para difundir a mensagem, tendo-se tornado o meio de excelência para Chavez comunicar. Dá para o presidente falar, por em marcha o programa revolucionário e até cantar.

Opto por deixar, em baixo, um trecho de dois minutos e 49 segundos. Lamento a limitação técnica. A nossa página não permite videos superiores a quatro horas.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Em forma

Ontem, jantei com dois bons amigos. O Ricardo Castanheira, ex-deputado do PS, meu colunista na “Política Moderna” e actualmente director jurídico da Microsoft. Um grande quadro e um dos melhores políticos socialistas da nova geração.
E o Álvaro de Mendonça, o meu segundo director no jornalismo, mas o que apostou em mim aos 25 anos para um cargo de editor.
O Álvaro, director do OJE, está em grande forma, sobretudo a expor os benefícios da construção de uma capital no interior, entre Castelo Branco e Portalegre, uma ideia que ele defende há muito tempo, e os benefícios e o impacto positivo que teriam na economia lusa. É uma ideia a seguir, que ele acompanhará com trabalhos no seu jornal.

PS: E avisou-me que eu, hoje no OJE, levaria alguma tareia pelo meu artigo contra Hugo Chávez que escrevi. Não se enganou. De manhã, quando cheguei, já tinha mails de alguns comunistas empedernidos a criticar (e eu adoro). São os benefícios da interactividade com os leitores que o OJE facilita. E que aqui também no do fundo da comunicação damos espaço.

A estratégia de Romney

Numa primeira fase, o ex-governador republicano do Massachussets, Mitt Romney, foi o homem que mais “arrecadou”.
Ele que é relativamente pouco conhecido a nível nacional montou uma estratégia - depois confirmada pelos números que dizem que foi o que mais gastou em publicidade na televisão – que passava por vencer os dois primeiros testes das primárias: Iowa e New Hampshire, para depois alavancar a sua candidatura e surgir como o principal “challenger” a Giuliani.
Basta ir ao www.americanresearchgroup.com para ver como a estratégia está a dar frutos. Nesses dois estados, vence confortavelmente Giuliani.
Nesta semana, dois factores importantes para a área republicana. Fred Thompsom não descola e não encanta, apesar de actor. E Giuliani recebeu apoio de peso: Pat Robertson, um dos tele-evangelistas mais poderosos e conservadores decidiu apoiá-lo. Pode ser decisivo, porque as posições pró-aborto e pró-casamento dos homossexuais de Rudy eram o seu calcanhar de Aquiles naquele eleitorado que suportou Bush.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Desesperado por uma "jola"


O gajo do 6B está desesperado por uma "jola".
Publicidade da Heineken na Cidade do Cabo, África do Sul.
Obrigado pelo input Joana.

De olhos bem fechados

A questão da ética e moralidade foi exposta de maneira clarividente por um colega de profissão africano, que esteve comigo no início desta semana no IPRA Summit em Londres (um dos principais congressos de relações públicas na Europa). Comentava e perguntava ele aos oradores de um painel sobre diplomacia: "A questão dos valores e da ética coloca-se sempre sobre os países pequenos e pobres. Aí, é sempre muito importante o respeito pela democracia e pelos direitos humanos para o país ser aceite pela comunidade internacional. Mas quando falamos na Rússia ou na China, o que faz o Mundo?"

Com esses, o Mundo negoceia, negoceia e negoceia. No resto fecha os olhos.