quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Laboratório de Ideias

Durante o mês de Agosto teremos alguns colunistas convidados no do fundo da Comunicação.

Por Joana Mil-Homens*

E se, todos os anos, se reunissem os mais brilhantes profissionais de todas as áreas e nos dissessem o que esperam do futuro, quais as ideias que vêm para ficar?

Isso já acontece.

Desde 1984 que se realizam as conferências TED (Tecnologia, Entretenimento e Design). A primeira contou com demonstrações do recém lançado novo modelo da Macintosh e de um leitor de CD da Sony enquanto o matemático Benoit Mandelbrot explicava a importância dos seus fractais para a construção de mapas costeiros e Marvin Minski apresentava o seu novo modelo da mente. Desde então, pelo palco das TED já passaram nomes como o de Al Gore, Bill Gates, Bono ou Frank Gehry. Cientistas, filósofos, músicos, líderes religiosos, filantropos – todos os que tenham uma ideia que queiram partilhar.

O princípio por detrás desta iniciativa é simples: a organização acredita no poder das ideias para mudar atitudes, vidas e até o Mundo. Todos os anos, desde 1984, em Monterey na Califórnia reúnem-se os melhores de entre os melhores durante quatro dias e assistem a 50 discursos de 18 minutos cada. Não há subdivisões, todos ouvem as ideias de todos.

Desde 2007, e tendo em conta a grande afluência ao evento (os lugares esgotam-se meses antes da conferência), a organização decidiu colocar on-line os melhores discursos. Nasce assim a plataforma TED Talks.

Para que as ideias de alguns cheguem a todos.

* Senior Consultant YoungNetwork

terça-feira, 5 de agosto de 2008

YoungNetwork lançará kitt para cotadas



Ainda está no segredo dos deuses, mas a YoungNetwork prepara um kitt para as empresas cotadas, a ser lançado ainda durante o segundo semestre.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Magalhães em inglês

Envia-me um amigo esta nota humorística por sms: "Como é se diz Magalhães em inglês?... Classmate PC."

A Business Week é tramada

Que raios! Esse pasquim escreve isto sobre o Magalhães. Então de criadores passamos a assembladores? De inovadores a revendedores?

Diário da Vanessa

O nosso parceiro de clipping - NewsSearch - garantiu o concurso de Vanessa Fernandes. A partir de hoje a campeã portuguesa, grande esperança para Pequim, escreve o seu diário aqui.

Sentados à espera (II)

Da YoungNetwork revelo eu. O nosso Grupo não está a estudar qualquer processo de consolidação entre iguais. Não que em teoria não seja um processo interessante, mas tem a ver com “fit”. A YoungNetwork é demasiado diferente de outros concorrentes, para que se possa fazer uma integração de sucesso. É cultural e geracional.

Fica a faltar uma agência, mas como uma aquisição/fusão faz-se sempre com duas ou mais empresas, não deverá haver qualquer consolidação entre as dez maiores empresas do mercado.

Podemos ainda incluir a JLM no bolo, o que aumenta as probabilidades de termos mais uma operação. Ainda assim o que se deu há poucos meses foi a saída de um dos sócios.

Junte-se mais um ingrediente: exclusividade. Juntar bases de clientes entre grandes pode gerar conflitos de interesses que façam sair clientes, excepto em casos de complementaridade entre agências.

Historicamente, a única fusão de relevo é a que está para acontecer. Apesar de não me lembrar de todas as operações, o mercado cresceu tanto que as que aconteceram há dez ou 20 anos não têm qualquer expressão contabilística.

Agora, saindo das maiores poderão haver desenvolvimentos mas nunca serão operações de dimensão, nem fusões entre iguais. Aquisições destas já acredito, até porque há aflitos e por consequência preços convidativos.

Temo ser o desmancha-prazeres do cortejo, mas a análise para além da poeira deixa-me mais uma vez a pregar sozinho.

Sentados à espera (I)

Surgem nem se sabe de onde, ou fazem-nos pensar que não sabemos de onde. Há teorias que são vendidas, assimiladas e turvam as percepções. A última grande invenção do mercado da comunicação foi a consolidação do sector. Sem interesse.

Ora querem consolidação? Seguem os meus inputs. Lamento se os desiludo.

Nas últimas semanas geraram-se algumas conversas sobre consolidação no sector. Players, jornalistas e bloggers alimentaram o tema, trocaram impressões e confidências, concluindo que teremos fusões à vista. Olharam para a árvore, esqueceram-se da floresta. A operação Lift/Imago e algum spinning induziu-os em erro. O actual tabuleiro do sector não dá para grandes fusões nem grandes aquisições, e é por aí que cai este novo mito sectorial.

Peguemos nas dez maiores agências de comunicação. Começamos pela única fusão em vista. Enquanto a Lift digere a Imago, não é provável que se meta noutra. Menos duas. Depois temos as internacionais. Hill & Knowlton, Weber e Porter Novelli têm estrutura de capital sólida e seria preciso o negócio estar a correr muito mal para se fundirem ou venderem a sua participação. Já quanto a aquisições, no actual momento, não vejo que estas empresas, já com presença no mercado que lhes garante a capilaridade da rede internacional, olhem para o nosso mercado. Menos três. Um raciocínio parecido temos face à Parceiros de Comunicação, integrada numa agência de publicidade. Menos uma. Restam-nos quatro.

Das quatro, a Cunha Vaz & Associados teve cisões e desinvestimentos (BAN e Midland) recentemente, pelo que não são prováveis associações para já. O Grupo GCI tem um posicionamento muito diferente, pelo que o futuro passará eventualmente mais pelo aprofundamento das suas ligações internacionais, do que por operações com empresas de cá. Sobra a YoungNetwork e a LPM.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Bom gosto e errados

Tivémos uma informação há dois meses sobre o Presidente da Républica. Não a publicámos por bom gosto. Provavelmente também não estava certa. E ainda bem.

Já sobre a comunicação de ontem, um despropósito a forma como foi gerida, tanto no tabu de 24 horas que se gerou, como na importância do conteúdo. O povão, agarrado à telinha da tv, religiosamente às oito, não percebeu patavina.

Causas nobres

O homem das causas nobres...desde que escolhidas por si. Opinião de Fernanda Câncio no DN de hoje.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

do fundo da Comunicação sem coragem

Será que a comunicação de hoje de Cavaco Silva é o que suspeitamos há dois meses, mas que por pudor e bom gosto optámos por não publicar aqui?

Blogosfera ao rubro com Magalhães

Caldeirada e outros blogs fazem as perguntas que os Media não fizeram?

Regras da blogosfera

Às vezes a blogosfera para mim é como um brainstorming, em que, por regra, não há ideias más nem inválidas.
Isto é, todos têm direito à opinião, desde que respeitando os outros.
Há blogues de crianças e de mais velhos, pessoais e corporativos, culturais e desportivos, etc. Todos têm espaço.
Mas há uma regra fundamental fora da blogosfera que também deve ser dela: amadores e pessoas sem currículo não fazem doutrina.
Opinião sempre. Querer ser guru a martelo torna a opinião ridícula e nunca doutrinária.

Os erros dos especialistas

Mão amiga fez-me chegar um artigo, de um jornal económico português do ano passado, onde a maioria das casas de investimento a nível mundial previa o preço do petróleo para 2008.
Assim, a maioria dizia que o barril ia oscilar entre 67 e 80 dólares. Apenas a Goldman Sachs antevia o preço a 105 dólares no final de 2008.
A Morgan Stanley apostava nos 80, a Société Generale nos 67,50. Face ao disparo que aconteceu, resta concluir que até os maiores analistas se enganam.