Estágios à borla? Concordo.
Praticamos no Grupo YoungNetwork? Não.
É legítimo o Carga de Trabalhos não publicar anúncios sobre estágios não remunerados? Claro que é.
1. Concordo porque gosto da liberdade de escolha. Se há alguém que aceita trabalhar sem receber remuneração, como estagiário ou noutra função qualquer, e se uma entidade aceita que ela trabalhe sem receber, é porque temos negócio. As duas partes livres, não obrigadas a nada, aceitam ter essa relação contratual. Ambas entendem que ganham nesta troca. Se não entendessem que ganham agora ou no futuro, não havia troca. É assim em qualquer troca. Só há troca, quando as duas partes entendem que ganham. Atenção, que haver troca não tem nada a ver com ser justo ou injusto. Eu posso ter uma arma apontada e, em troca pela vida, dou o meu relógio e a minha carteira. É justo? Não. Mas foi uma boa troca para mim. A minha vida custou um relógio e uma carteira. Barato.
2. Há uma natural predisposição para impor medidas que se pensam justas e que muitas vezes se tornam desastrosas. Salário mínimo? Também discordo. Regras rígidas no Direito do Trabalho? Discordo, porque dificultam o acesso de quem não tem trabalho ao mercado de trabalho. Quem sabe que tem dificuldade de prescindir de pessoas quando for necessário, tem a cautela de não contratar tantas como gostaria na bonança (aqui não seguimos muito esta regra, mas poderemos ter que a rever se e quando os crescimentos descerem dos dois digitos). Já criámos no grupo YoungNetwork mais de 75 postos de trabalho (um número modesto, mas que multiplicado por vários milhares de empresas no país inteiro, já tem significado). Se de hoje a amanhã tivermos que voltar a ser 40 ou 50, ainda ficamos com um saldo positivo de 40 ou 50 postos de trabalho criados. Parece-me perfeitamente legítimo e positivo para o país. Até porque as empresas não crescem no número de pessoas até ao céu.
3. Agora, este argumento da obrigatoriedade de se pagar estágios, para quem o defende, devia ser estendido. Por exemplo, na política. Não devia ser permitido fazer trabalho para partidos de forma gratuita, nem participar das equipas das campanhas para primeiro-ministro ou para presidente da República sem contrapartida financeira. Perguntem ao presidente Cavaco Silva quanto pagou a Alexandre Relvas para o ajudar na coordenação da sua campanha para presidente. Estamos claramente perante uma situação de "exploração" do administrador da Logoplaste. Outro exemplo, nos pro-bonos. Porque não limitar a possibilidade de se oferecer o serviço? As agências ou outras empresas deveriam ser proibidas de o fazer, para que não sejam "exploradas". Podíamos continuar uma longa lista de proibições que se deveriam fazer para tornar a coisa mais justa, segundo os cânones mais tradicionais.
4. Porque é que não temos estágios não remunerados? Porque gostamos do toma-lá-dá-cá imediato. Quem entra, vem porque faz falta. E vem para mostrar que pode ser válido. E vai ser pressionado para mostrar o seu valor e ser útil à empresa. Achamos que receber uma remuneração joga bem com esta nossa mania de exigir.
5. O Carga de Trabalhos é um site de referência, e que deve reger-se pelos seus próprios critérios. O meu apoio à decisão deles é total.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Estágios à borla? Concordo.
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Manuela Ferreira Leite vai lançar Alexandre Relvas
A líder do PSD quer condicionar a sua sucessão. O seu grupo continuará a reclamar vitória nas europeias e autárquicas, assim como a menção honrosa nas legislativas, pelo aumento do número de deputados e pela quebra da maioria absoluta do PS, para enquadrar os próximos passos e garantir o direito de continuar o projecto iniciado há um ano.
Desta vez, o poder cheira-se a dois anos ou dois anos e meio de distância, o que atrai os candidatos a tomar conta do partido no imediato.
Daquela ala, acredito que estão reunidas as condições para que o candidato seja Alexandre Relvas. Falta-lhe aparelho, mas Ferreira Leite vai por a sua máquina à disposição.
O Mourinho de Cavaco vai defrontar em directas Passos Coelho (que terá o apoio de Menezes) e, se ganhar a Câmara de Lisboa (o que não é provável), Pedro Santana Lopes. Resta saber o que fará Marques Mendes.
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sábado, 18 de julho de 2009
Pessoas da política não são as melhores do país
“ (…) as pessoas da política não são as melhores do país e que nas ONG, nas universidades, nas empresas, a média de pessoas qualificadas, capazes, empenhadas, é superior. A relação com a imprensa é quase sempre dificílima, há demasiada especulação. Para além disso, o exercício da política é muito mais conjuntural e circunstancial do que de defesa de causas.”
Alexandre Relvas, in jornal I
Ler entrevista aqui.
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Media training de Alexandre Relvas
Divulguei em primeira mão, para grande choque dos que julgam que pensam, que Alexandre Relvas almoçou com bloggers conhecidos.
Alguns que julgam que pensam e que não percebem português, acharam que era uma conspiração contra Manuela. Não era.
Era apenas um bom trabalho de RP de uma pessoa que, legitimamente, tem aspirações políticas e que não são de agora, como expliquei.
O Mourinho de Cavaco – que já ganhou e perdeu com ele, não tem só lado de ganhador – segundo o DN, numa nota que passou muito despercebida (até na blogosfera), tem feito Media Training, o que se insere perfeitamente nos objectivos de um dos homens fortes da Logoplaste.
O que de novo tenho para dizer é que essa acção tem sido desenvolvida pela mão de Paulo Sande.
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terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Ainda Alexandre Relvas
Este post inofensivo parece que teve grande repercussão em alguns meios.
Mas como não podia deixar de ser, tanto os que conheço como os que não conheço de lado nenhum, decidiram pronunciar-se.
Português é português, por isso volto a repetir o post.
Reparem bem, eu nunca falei em «nenhuma conspiração contra Manuela», dizem os que conheço e os que não conheço.
O que eu digo e muita gente sabe é que Alexandre Relvas tem a ambição de ser líder – legítima, julgo eu – do PSD. É algo que ele vem pensando há muitos anos, já quando esteve na direcção de campanha de Cavaco derrotada contra Sampaio. Isto, porque até os Mourinhos são derrotados.
Digo que ele está a «descolar» de Manuela, como todo o país leu na sua entrevista ao “Expresso”. Por causa disso a Sábado deu-lhe sinal a «descer», esta semana.
E deixo mais algumas notas para os que julgam que pensam:
«À frente do Instituto Sá Carneiro, (Alexandre Relvas) quer assumir protagonismo». Helena Pereira, Sol, 29/11/08.
A melhor jornalista de política do país, a Ângela Silva do Expresso escrevia também este sábado: «Alexandre Relvas, putativo candidato a líder no partido».
É lógico que aquele almoço de «arroz de polvo», não era uma «conspiração contra Manuela», como escreveram os que conheço e os que não conheço.
Mas é, e disto não percebem estas pessoas, um exercício de RP óbvio. E quem factura com isso é ele não é Manuela. Ele está com Manuela «em pista própria», como eu escrevi.
Acresce que também no sábado, o DN, na página 18, com o título de «Alexandre, o Grande», dá conta do mesmo almoço, verdadeiro e de arroz de polvo – não é nenhuma “vichyssoise” – e ainda acrescentou algo que não sabia.
É que o vinho servido era da «própria produção» de Alexandre Relvas.
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sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Alexandre Relvas em pista própria
Para lá da entrevista que deu ao “Expresso”, onde foi notória a vontade de se posicionar para o futuro e de se descolar de Manuela Ferreira Leite, o apoiante da actual líder está a trabalhar para o seu futuro.
Ontem foi a apresentação do IPSD, mas DoFundoDaComunicação sabe que, no próprio dia do evento, Alexandre Relvas almoçou na Logoplaste – entre as 13 e as 15.30 – com diversos bloggers conhecidos.
A ementa foi arroz de polvo, seguida de salada de frutas. Com água ou vinho tinto.
Para quem tem dúvidas de que Alexandre Relvas já não acredita muito em Manuela e quer saltar fora, aqui fica o registo.
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