A líder do PSD quer condicionar a sua sucessão. O seu grupo continuará a reclamar vitória nas europeias e autárquicas, assim como a menção honrosa nas legislativas, pelo aumento do número de deputados e pela quebra da maioria absoluta do PS, para enquadrar os próximos passos e garantir o direito de continuar o projecto iniciado há um ano.
Desta vez, o poder cheira-se a dois anos ou dois anos e meio de distância, o que atrai os candidatos a tomar conta do partido no imediato.
Daquela ala, acredito que estão reunidas as condições para que o candidato seja Alexandre Relvas. Falta-lhe aparelho, mas Ferreira Leite vai por a sua máquina à disposição.
O Mourinho de Cavaco vai defrontar em directas Passos Coelho (que terá o apoio de Menezes) e, se ganhar a Câmara de Lisboa (o que não é provável), Pedro Santana Lopes. Resta saber o que fará Marques Mendes.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Manuela Ferreira Leite vai lançar Alexandre Relvas
Publicada por
Anónimo
à(s)
12:36:00
0
comentários
Etiquetas: Alexandre relvas, do fundo da comunicação, joao duarte, Luis Filipe menezes, Marques mendes, Pedro Passos Coelho, Pedro Santana Lopes, ps, psd, youngnetwork
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Os ataques de Menezes
Sou amigo de Luís Filipe Menezes há alguns anos. Tenho muita simpatia, é um bom político e um grande autarca, um dos melhores do país.
Tenho pena da maneira como lhe correu a sua liderança, mas quem se rodeia em áreas estratégicas de alguns incompetentes e amadores já sabe que é mais difícil a vida. Numa área tenho a consciência tranquila, porque sei que foi devidamente avisado.
Agora, pelo menos uma vez por semana, Luís Filipe Menezes arrasa Manuela Ferreira Leite. Começou com uma genial entrevista a Mário Crespo onde mostrou ideias e de como se deve fazer oposição a sério.
Porém, o que é demais chateia. E agora está a ser um pouco insistente, por muito boa razão que possa ter.
Menezes devia ter em atenção um velho adágio de Confúcio: «antes de partir para uma viagem de vingança, cave duas sepulturas».
Publicada por
Anónimo
à(s)
09:59:00
0
comentários
Etiquetas: Confúcio, do fundo da comunicação, Luis Filipe menezes, manuela ferreira leite, politica, Rui Calafate, youngnetwork
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Momento do PSD (I)
Aguardei a apresentação dos principais candidatos, completada ontem, para fazer uma análise da situação das candidaturas.
Neste momento, pelos meus cálculos, Manuela tem 40%, PSL 35% e PPC 20%, estando poucos os indecisos.
No entanto, a tendência de PSL, depois de entrevista a Judite de Sousa e sondagem do “Expresso” é de crescimento e a de PPC a de poder derrapar um pouco. Nomeadamente, depois de Luís Filipe Menezes, ontem, ter considerado PSL um «candidato credível e um amigo». O que leva a pensar que a sua máquina poderá cair nas mãos do líder parlamentar.
Se a eleição fosse no antigo sistema, em congresso, com delegados, fortemente condicionado pelos discursos dos pesos-pesados, eu daria à priori como garantido que Manuela teria fortíssimas condições de ser a nova líder, mas como as directas dependem do acto solitário do voto secreto, tudo está em aberto e promete.
Publicada por
Anónimo
à(s)
14:55:00
1 comentários
Etiquetas: do fundo da comunicação, Luis Filipe menezes, manuela ferreira leite, Pedro Passos Coelho, Pedro Santana Lopes, politica, psd, Rui Calafate, youngnetwork
terça-feira, 29 de abril de 2008
Eu não odeio o Cunha Vaz
Não tive tempo de comentar a entrevista do António Cunha Vaz ao Público, e neste quotidiano de Web um dia de atraso significa terabytes de informação que nos passou à frente. Por outras palavras, chego tarde.
Assim, tenho que me agarrar a algum ângulo da entrevista que tenha sido menos explorado. Centro-me nos erros factuais da nota introdutória, fáceis de contradizer, para corrigir e explicar dois aspectos.
1. Eu não odeio o António, o que faz desde logo cair que “os colegas de profissão odeiam-no”. É evidente que a força da expressão utilizada pelo jornalista é a sua própria fraqueza. Pouco crível que todos ou a maioria dos colegas de profissão odeiem o António. Mas no meu caso nem se trata de um jogo de palavras, até porque nesta avalanche de críticas de que foi alvo antes e depois da entrevista, sinto particular à vontade para dizer que tenho uma boa relação com o António Cunha Vaz.
2. “Os jornalistas temem-no” vem logo a seguir. A contradição da expressão vem logo no próprio trabalho jornalístico do Público. Se o jornalista o teme, ficamos a saber que o fotógrafo não. Reparem na capa, a foto com fundo negro, sombrio, para mostrar “the dark side of the force”. Lá dentro, na capa do P2, um olhar de baixo para cima, determinado mas ameaçador, e depois uma abertura de duas páginas novamente a negro, na entrevista. Compare-se as fotos com a imagem do vídeo que está no site do Público. Não tem nada a ver, pois não? Para quem tem dúvidas sobre o tema, recordo também as duas peças, negativas, publicadas no passado pela revista Sábado. Uma sobre Menezes, outra sobre Vieira. Ambas com o António Cunha Vaz.
Posto isto, o facto de eu ter uma boa relação profissional com o António não me faz concordar com muitas das suas opiniões, tampouco rever-me na entrevista de ontem, que é negativa para o sector. A visibilidade que dá não afasta o conjunto de problemas que levanta ou acentua. Atenção que comunicação não é o que dizemos, mas sim o que o receptor entende da mensagem.
Há a premissa que, às vezes, é difícil ficar calado quando se está constantemente a ser atacado, mas nestes ataques de que foi alvo o móbil do crime foi sempre a liderança de Menezes, e não o seu trabalho.
Já hoje, o P2 escolhe seis excertos de posts que comentam a entrevista. Nenhum simpático.
Publicada por
Anónimo
à(s)
12:37:00
0
comentários
Etiquetas: António Cunha Vaz, do fundo da comunicação, joao duarte, Luis Filipe menezes, Luís Filipe Vieira, Ministério Público, p2, youngnetwork
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Pormenores da RTP
Podem dizer o que quiserem, mas Menezes tem razão.
O que diz a ERC dá razão aos protestos do PSD e justifica ataques à maneira como o PS controla os media.
E ninguém comenta este facto, que é de diplomacia pura e de respeito institucional, e que vou revelar pela primeira vez.
Quando Menezes foi à última entrevista que deu a Judite de Sousa, enquanto líder da oposição, na RTP, acompanhado de Romano de Castro, Virgílio Costa, Luís Montenegro e José Paulo Fafe, nenhum responsável da direcção de informação ou de programas o esteve a receber.
A imagem de um líder de oposição tem responsabilidades protocolares que uma instituição como a RTP deve conhecer e respeitar.
Não respeitou. São pormenores, mas os pormenores, para mim, são muito importantes.
José Sócrates, com quem partilhei muitos minutos simpáticos, aos domingos, nos bastidores dos estúdios da 5 de Outubro, quando era só comentador, tinha sempre uma funcionária das relações públicas da RTP a recebê-lo. São pormenores.
Publicada por
Anónimo
à(s)
10:04:00
2
comentários
Etiquetas: do fundo da comunicação, ERC, jose sócrates, Luis Filipe menezes, politica, Protocolo, RTP, Rui Calafate, youngnetwork
segunda-feira, 31 de março de 2008
De como os media influenciam
1.Na sexta-feira antes da famosa manifestação de milhares de professores, Teixeira dos Santos soltava que haveria folga para uma possível baixa de impostos.
Na segunda-feira, Sócrates desmentia-o e dizia que Portugal ainda não tinha condições para o que os portugueses mais anseiam.
Na semana passada, o Governo anuncia descida do IVA e Sócrates abre a porta a descida de impostos no próximo ano. Não esquecer, ano de eleições.
Pergunta: algum jornal lembrou esta cronologia?
2.O PSD apresentou um novo logótipo. Como vários jornais demonstraram, o símbolo não mudou, evoluiu.
Tal como o do PS já tinha “serenado” quando o punho cedeu espaço à rosa, a seta e o laranja do PPD/PSD entram num mar azul.
É normal os media ouvirem referências do passado dos partidos. Tal como o PS tem um poeta, o PSD tem um advogado que se acha poeta e “sai de casa com um poema no bolso” (como contava o DN há uma semana), mas não é poeta.
Eu quando vejo o não-poeta também me lembro logo de algumas coisas, mas não digo até porque lhe reconheço ser um homem culto. Mas no afã de desprezar Menezes, aliás como tem feito com a maior parte dos últimos líderes do PSD, Miguel Veiga disse que o símbolo lhe lembrava uma “gasolineira”. E com isto se faz ruído.
Pergunta: alguém se lembrou de perguntar a uma das grandes referências do PSD – Eurico de Melo (não esquecer, apoiante de Menezes) – bem mais importante para as bases do que o não-poeta, o que ele achava do novo símbolo?
Publicada por
Anónimo
à(s)
10:36:00
0
comentários
Etiquetas: comunicação política, do fundo da comunicação, José Sócrates, Luis Filipe menezes, marketing político, media, Miguel veiga, politica, psd, Rui Calafate, youngnetwork
quinta-feira, 27 de março de 2008
TV PSD (mais)
Ontem recebi vários telefonemas sobre a informação que corre em bastidores políticos, e eu reproduzi, de que o PSD estava a pensar em ter uma televisão. A citação no Jornal de Negócios ajudou a ampliar o efeito do post.
O mais notável telefonema que recebi foi de um jornalista, com quem nunca tinha falado, de um jornal nacional.
Fez-me duas perguntas notáveis: uma é se a ideia de Luís Filipe Menezes era a de avançar para o 5º Canal e a segunda quem seriam os empresários que poderiam estar por trás do projecto.
Fiquei com a certeza de uma coisa: este jornalista não leu o meu post neste blog (logo aqui em baixo), apenas ouviu por alto e nem percebeu o que se pretendia.
Repito:
1º - “Corre em bastidores” – logo é um rumor que tem de ser confirmado, não é uma notícia
2º - “uma televisão como outros partidos europeus têm”. Logo, não é o 5º canal nem um canal por cabo. É “web cam” que acompanha a acção política do líder e do PSD. Espreitem para os partidos espanhóis…
3º - “é uma ideia positiva” – eu aplaudo e aconselharia esta medida. O PSD tem meios para o fazer e profissionais qualificados no seu gabinete de comunicação e imagem, como o Vítor António.
Agora, não me liguem mais sobre isto, por favor, que tenho outras coisas para fazer.
Publicada por
Anónimo
à(s)
17:00:00
0
comentários
Etiquetas: comunicação política, do fundo da comunicação, Luis Filipe menezes, politica, psd, Rui Calafate, youngnetwork
terça-feira, 25 de março de 2008
TV PSD
Corre nos bastidores que Luís Filipe Menezes está a pensar criar uma televisão do PSD, como existe em outros partidos europeus.
Não se sabe quem a vai gerir nem criar, porque há muitos cães a um osso.
Mas fora as quezílias de bastidores do costume, é uma boa ideia de uma instituição que se deve adaptar à modernidade. E só deve ser aplaudida por isso.
Prevejo que os que gostavam de ter poder e não têm vão dizer que é a televisão de uma “gasolineira” e outros disparates do costume…
Publicada por
Anónimo
à(s)
12:06:00
0
comentários
Etiquetas: comunicação política, do fundo da comunicação, Luis Filipe menezes, politica, psd, Rui Calafate, youngnetwork
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
O animal feroz voltou
Na segunda fase do seu mandato, José Sócrates poderia ter um problema que a oposição e os seus conselheiros amadores não tiveram a habilidade de aproveitar.
Aqui escrevi que Menezes tinha uma mais valia face a Sócrates: o seu lado genuíno. O fácil contacto com as pessoas e a capacidade de emocionar e de se emocionar, sem esquecer a sua argúcia e capacidade política.
Mas numa “semana catastrófica”, como escreveu Ana Sá Lopes, para a sua imagem, provocada pela agência que contratou, Menezes tornou-se o homem de plástico, a marioneta, e foi uma vez mais trucidado pela imprensa.
Sócrates, tinha, então, fraquezas não exploradas pela oposição: ser frio, distante, ter laivos de ditador (o que para o povo português até é positivo), irrita-se e não ouvia as pessoas.
Numa manobra, mais uma, muito bem articulada, Sócrates colocou na capa do Expresso uma foto de Correia de Campos e a frase: «os portugueses começam a compreender a minha política de saúde» (tudo menos um testemunho de saída).
Fez contar que o titular da Saúde estava reforçado e não era remodelável e que S. Bento o ajudava, e o DN ainda contava que um assessor de imprensa do PM, profissional, estava no próprio gabinete do ministro para também o ajudar a recuperar.
Depois, com tudo previamente pensado, aceita a demissão do ministro porque, nas suas palavras, «compreendeu a preocupação das pessoas, nomeadamente com o serviço nacional de Saúde». O tal homem frio, distante, irritado, ganha o lado humano e ganha outra vez o controlo da agenda política.
O animal feroz voltou. E o poeta foi amansado.
Publicada por
Anónimo
à(s)
15:44:00
0
comentários
Etiquetas: correia de campos, do fundo da comunicação, jose sócrates, Luis Filipe menezes, Manuel Alegre, Rui Calafate, youngnetwork
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Mas Menezes já tirou coelhos da cartola...
A "guerra" da política também se faz entre agências, apesar das poucas que existem que percebem de comunicação política.
Existem duas mais próximas dos dois principais aparelhos, e depois existem outras, como nós, mais equidistantes face aos diferentes partidos. Como nota de rodapé, trabalhámos neste último ano com CDS, PSD e PS nalguns projectos.
Mas como dizia, existem duas agências, uma tida como próxima do PS e outra tida como próxima do PSD. Surpreendentemente ou não, quem dá cartas aqui é Luís Filipe Menezes, que numa jogada de mestre, ainda antes de se anunciar como candidato a líder, já manietava, desde a sua cadeira em Gaia, a agência do opositor. Amarrou-a. Dali para os jornalistas não saem disparos directos contra ele.
Chapeau Menezes!
Publicada por
Anónimo
à(s)
12:22:00
0
comentários
Etiquetas: agÊncias de comunicação, CDS, Luis Filipe menezes, ps, psd
Agência agita PSD: vencedores e derrotados
A notícia sobre a "guerra" entre bancada parlamentar do PSD e direcção do partido por causa de uma agência de comunicação é tempestade em copo de água.
Situação: PSD quer “externalizar” a função de comunicação no grupo parlamentar.
Problema real: Nenhum. Mesmo contando que os gabinetes internos de comunicação de cada grupo parlamentar, de cada partido, de cada ministério são mais executores do que pensadores, faz grande diferença se o consultor é interno ou externo? Não serão o know-how e o talento melhores critérios de decisão?
Problema mediático: Má comunicação entre direcção do partido, agência e grupo parlamentar. Bem comunicada, a situação nem teria sido mediática. Para um resultado eficaz tudo deveria ter sido tratado sem holofotes, com o cuidado suficiente para não ferir egos.
Vencedores e derrotados:
Quem ganha
- Pedro Santana Lopes é o grande vencedor: faz finca-pé à direcção do partido, ganha apoios nos mendistas (que não querem as soluções de Menezes) e dá boa Imprensa ser contra as agências de comunicação;
- Governo/PS;
- Oposição interna a Menezes;
- Alguns dos que agora estão com Menezes.
Quem perde
- Luís Filipe Menezes é o grande derrotado: surge aos olhos do eleitorado incapaz de domar o grupo parlamentar e o partido. O Governo está num mau momento e é o próprio PSD que o vem salvar na praça pública com esta manobra de diversão. Perde em toda a linha;
- PSD;
- Agências de Comunicação: mais uma acha para a fogueira da má Imprensa que o sector tem, o que não deixa de ser perverso. Os eventuais responsáveis pela criação de boa Imprensa, são eles próprios vítimas de má Imprensa.
Quem ganha e perde
- António Cunha Vaz: perde, porque neste momento o que é mau para o PSD e para esta direcção do PSD é mau para o António; ganha porque está no centro das atenções, mostra poder e influência, duas mensagens valiosas no mundo da comunicação (e não só).
Publicada por
Anónimo
à(s)
12:11:00
0
comentários
Etiquetas: agÊncias de comunicação, António Cunha Vaz, Luis Filipe menezes, psd, Santana Lopes
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
"Opinion makers" seduzem-se, não se controlam
Luis Filipe Menezes tem sido vítima de um arraial de “fruta” nesta última semana como nunca se viu.
Já deve ter aprendido que não é por se contratar uma agência de comunicação que se domam egos.
Pacheco Pereira, Vasco Pulido Valente, João Miguel Tavares, Miguel Sousa Tavares – que até tinha alguma simpatia pelo autarca de Gaia – José António Lima, etc, etc, etc, podia ficar aqui “ad aeternum” disseram coisas que nenhum pai gostava que os filhos ouvissem. E Menezes tem filhos.
“Opinion makers” seduzem-se, não se controlam. É pena que amadores não saibam isso.
Publicada por
Anónimo
à(s)
17:30:00
0
comentários
Etiquetas: do fundo da comunicação, joão miguel tavares, Luis Filipe menezes, Miguel Sousa Tavares, opinion makers, Pacheco Pereira, Rui Calafate, Vasco Pulido Valente, youngnetwork
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Mais profissionais
Maquiavel dizia que os “preconceitos estão mais enraizados do que os princípios”. Estava certo, quando pensamos, na generalidade, qual a imagem que os portugueses têm dos políticos.
Uma das referências na análise e no combate à corrupção, Paulo Morgado (administrador-delegado da Capgemini), em entrevista ao OJE, salientava, bem, que “a percentagem de incompetentes em Portugal é muito superior à dos competentes”, apesar de também reconhecer que existem pessoas “muito competentes na Administração Pública”.
Para aumentarem as competências, no meu entender, é necessário mais profissionalismo, mais especialização. Dai que eu conteste analistas que verberam contra os profissionais da política. Neste sector, como em todos, há bons e maus.
E, salientando dois casos, também há quem trabalhe para melhorar a relação eleitor-eleito e a imagem dos partidos, tendo em vista o reforço da credibilidade da actividade política e uma maior profissionalização.
Discreto, mas com talento inegável, António José Seguro fez uma brilhante reforma do Parlamento. No estatuto do deputado, cria condições de trabalho ao nível dos congéneres europeus, o que implica maior responsabilização do eleito e maior possibilidade de contacto ao eleitor.
Há dois anos, em conversa telefónica, sugeri a Luís Filipe Menezes que profissionalizasse o partido, que lhe desse capacidade de resposta moderna e bem preparada, com gabinetes técnicos competentes. Voltei a falar-lhe nisso, há pouco tempo. Hoje, segue esse caminho.
Estes são dois casos em que os políticos profissionais perceberam que a sua actividade tem de ser super-profissional. E a credibilidade dos mesmos aumenta.
Publicada por
Anónimo
à(s)
11:37:00
2
comentários
Etiquetas: antónio José Segura, do fundo da comunicação, Luis Filipe menezes, Paulo Morgado, Rui Calafate, youngnetwork
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Desinforma Pacheco
Na terça escrevi que tinham ficado dois temas para comentar enquanto estive fora. O primeiro retratei no post Quem tramou Rogério Alves?. O outro segue agora.
Escreveu Pacheco Pereira, na Sábado da passada semana, que a partir de agora uma agência de comunicação instalou-se na Comissão Política do PSD, para influenciar e desinformar.
Não sou nada corporativo, pelo que não vou aqui assumir as dores dessa agência, tampouco as do sector. Existe (?) uma associação que poderia fazê-lo. Também não vou perder tempo a explicar que para influenciar, informar ou desinformar não é preciso nenhuma agência. Alô? As direcções de comunicação, os gabinetes de Imprensa, os assessores, e muitos outros, menos óbvios, também o podem fazer. Aliás, os líderes de opinião como Pacheco Pereira fazem-no. Todas as semanas.
Em nome de uma sociedade menos diabolizada, proponho que na revisão constitucional de Menezes se acabem com consultores de comunicação, advogados, conselheiros, marketeers, financeiros, médicos e outras profissões nesta linha, como comentadores por exemplo. Todos prescrevem, aconselham, influenciam.
Em nome de um cidadão cristalino. E de uma sociedade mais genuína.
Publicada por
Anónimo
à(s)
08:32:00
2
comentários
Etiquetas: agências de comunicação, do fundo da comunicação, joao duarte, Luis Filipe menezes, Pacheco Pereira, psd
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
PSD/Ultimatum
Quais os passos que Menezes precisa dar para ser feliz:
.Menezes precisa de um “Re-Brand” (porque esta campanha em nada o valorizou, só prejudicou com a baixaria em que se deixou envolver)
.Tem dois anos para mostrar que é mais afável que Sócrates (porque esse, se houver cansaço, é o ponto fraco de Sócrates. A sua teimosia e por vezes crispação)
.Dar o abraço do urso aos que abomina no PSD – mas sempre com um sorriso (a desculpa fantástica é a união do partido)
.Ganhar credibilidade (e ainda perdeu mais do que tinha antes da campanha, para os mais críticos)
.Ter nomes fortes ao seu lado (vai ter que pescar, com um engodo apetecível, figuras que não estiveram ao seu lado na campanha)
.Precisa de mais profissionais de comunicação e marketing competentes e com currículo (o regresso à primeira linha do Pedro Fonseca é uma evidência desta campanha, Menezes sabe bem do que eu falo, e vê-se no PSD/Supremacia, em baixo)
.Solidez nas suas opções e poucas hesitações (que é um ponto fraco que lhe apontam, a sua falta de coerência)
.No início do próximo ano, grande campanha nacional de lançamento da sua imagem (há muitos portugueses que ainda não sabem muito bem quem é Menezes. Campanha nacional de outdoors, acompanhada de perfis pessoais nas revistas dos jornais de referência e acções populares nos jornais populares).
PSD COM ALMA (para fragilizar a imagem forte de Sócrates e criar subliminarmente a ideia de que Sócrates é arrogante, demasiado arrogante, e o que falta é ALMA na governação. Mas isso era só um primeiro passo, o resto não digo porque não trabalho de borla…) Estes mandamentos devem ser fundamentais.
Publicada por
Anónimo
à(s)
13:22:00
0
comentários
Etiquetas: do fundo da comunicação, Luis Filipe menezes, Rui Calafate, youngnetwork
PSD/Supremacia
Foi Mendes que perdeu. É uma velha lei da política, quem tem o poder é que o perde, nunca é a oposição que o ganha. Analisemos a comunicação em que aprendi que, na política, mais do que tudo, o fundamental é televisão. Então qual foi a razão para a Supremacia de Menezes?
Factos concretos
Televisão - Durante quatro semanas, veja-se a Marktest, Mendes teve mais notícias e mais tempo de tv que Menezes (que tinha uma agência de comunicação a trabalhar para ele).
Imprensa escrita – Menezes tinha a favor o Correio da Manhã (é colunista lá), DN (porque João Marcelino simpatiza com ele e foi quem o convidou para o CM, por sinal), JN (por afinidade nortenha), delegação do Norte do Expresso e 24 Horas (até Pedro Tadeu contou, no fim-de-semana, um telefonema solidário de Menezes que um dia recebeu).
Conclusão, a agência de comunicação contou pouco, Menezes semeou ao longo dos anos algumas solidariedades que o preferiram apoiar.
Mas tinha contra, Sol (especialmente José António Lima), Público (elites culturais odeiam-no), Visão e Sábado que o massacraram sem piedade.
Rádio – empate
Blogs – acho que já se falou o suficiente disso em plena campanha.
Logo se compreende que o desgaste, e a consequente vontade de mudar eram tantas que quem concorresse contra Mendes era um potencial vencedor. A Supremacia de Menezes foi a fragilidade de Mendes.
Publicada por
Anónimo
à(s)
13:15:00
0
comentários
Etiquetas: do fundo da comunicação, Luis Filipe menezes, Marques mendes, Rui Calafate, youngnetwork