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sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Dossier Consultores de Comunicação (I)

Li hoje o dossier que a revista Briefing fez sobre consultores de comunicação.

O sector visto pelas agências, e relatado na Briefing:

- Acabou o choradinho de muitas consultoras. O mercado define o preço;
- Alguns, poucos, querem regulação (para concursos e preços);
- A assessoria mediática ainda é dos serviços mais procurados;
- A consultoria estratégica está em crescendo;
- Jornalistas económicos (Jornal de Negócios e Diário Económico) referem que as agências ajudam a organizar a informação, e que cabe aos jornalistas enriquecer a notícia ou procurá-la para além dessa fonte;
- Clientes têm recursos escassos que tolhem a criatividade;
- Há contas ganhas em concurso e outras por adjudicação directa;
- O modelo de remuneração vigente basea-se em horas e valor por tipo de recurso, em linha com outras disciplinas de consultoria;
- Dificuldade em contratar recursos humanos qualificados;
- Existe espaço para agências especializadas;
- Há promessas de internacionalização, mas não concretizadas, para já.

O que eu não li desta vez:

- O Press Release "morreu";
- Haverá concentração no sector.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Desinforma Pacheco

Na terça escrevi que tinham ficado dois temas para comentar enquanto estive fora. O primeiro retratei no post Quem tramou Rogério Alves?. O outro segue agora.

Escreveu Pacheco Pereira, na Sábado da passada semana, que a partir de agora uma agência de comunicação instalou-se na Comissão Política do PSD, para influenciar e desinformar.

Não sou nada corporativo, pelo que não vou aqui assumir as dores dessa agência, tampouco as do sector. Existe (?) uma associação que poderia fazê-lo. Também não vou perder tempo a explicar que para influenciar, informar ou desinformar não é preciso nenhuma agência. Alô? As direcções de comunicação, os gabinetes de Imprensa, os assessores, e muitos outros, menos óbvios, também o podem fazer. Aliás, os líderes de opinião como Pacheco Pereira fazem-no. Todas as semanas.

Em nome de uma sociedade menos diabolizada, proponho que na revisão constitucional de Menezes se acabem com consultores de comunicação, advogados, conselheiros, marketeers, financeiros, médicos e outras profissões nesta linha, como comentadores por exemplo. Todos prescrevem, aconselham, influenciam.

Em nome de um cidadão cristalino. E de uma sociedade mais genuína.