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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Mediático, de pouco interesse

O que é mediático não é necessariamente o que é importante, até porque o entretenimento é o que mais cativa a audiência. Vejam os picos dos Gato Fedorento para se perceber que entreter, com ou sem humor, resulta.

Vem isto a propósito, neste caso sem piada, da polémica entre presidência e PS. Espremido não dá um pingo de sumo. Mas dá para fazer manchete de todos os jornais e passarmos dois meses a esquecer as prioridades.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Manuela Ferreira Leite vai lançar Alexandre Relvas

A líder do PSD quer condicionar a sua sucessão. O seu grupo continuará a reclamar vitória nas europeias e autárquicas, assim como a menção honrosa nas legislativas, pelo aumento do número de deputados e pela quebra da maioria absoluta do PS, para enquadrar os próximos passos e garantir o direito de continuar o projecto iniciado há um ano.

Desta vez, o poder cheira-se a dois anos ou dois anos e meio de distância, o que atrai os candidatos a tomar conta do partido no imediato.

Daquela ala, acredito que estão reunidas as condições para que o candidato seja Alexandre Relvas. Falta-lhe aparelho, mas Ferreira Leite vai por a sua máquina à disposição.

O Mourinho de Cavaco vai defrontar em directas Passos Coelho (que terá o apoio de Menezes) e, se ganhar a Câmara de Lisboa (o que não é provável), Pedro Santana Lopes. Resta saber o que fará Marques Mendes.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Paisagem urbana


Umas vezes a utilização do mobiliário urbano para compor cartazes dá para ganhar prémios em festivais.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Excluídos do PSD têm para dois anos

Quem ficou fora das listas só precisa de se recolocar na grelha. Ganhe PS, ou PSD, em 2011 teremos eleições legislativas.

Doutores do Spin

PSD mete mais uma bala no pé. Direcção consegue o spinning de por todos a falar das listas, na vez do seu programa.

domingo, 19 de julho de 2009

Ás de trunfo

Há políticos hábeis assim. Como Pedro Santana Lopes.

E como António Costa. O acordo eleitoral com Helena Roseta, no timing certo, sem nada o fazer prever, mostra o político que há no actual presidente da Câmara de Lisboa.

Durante os seus curtos dois anos já tinha metido no bolso José Sá Fernandes, e agora resgata Helena Roseta para a Câmara...e para o PS. Com o partido a puxá-lo para baixo nas sondagens, Costa puxou do ás de trunfo para cima da mesa, reunindo a esquerda e esvaziando o Bloco.

Roseta fica com os lugares a "preços" de 2007 e será a próxima presidente da Câmara de Lisboa. Um custo justo para garantir que o PS continua a mandar na capital e que Costa mantenha a aura de vencedor, fundamental para agarrar o partido em 2013 (ou 2011, ou mesmo já no final deste ano).

É o momento da verdade para Santana Lopes. Apesar de este ser um golpe de difícil aparo para a sua aspiração, o político das sete vidas não pode perder a razão. A reacção foi um mau sinal. A emoção é a fraqueza do candidato nesta campanha.

Santana Lopes recuou várias casas com a adição de Roseta a Costa e Sá Fernandes (não vou elogiar a estratégia de manterem o Zé que não faz falta calado, porque qualquer aluno de comunicação de primeiro ano aconselharia o mesmo) e terá muita dificuldade em recuperar. Mas só a manutenção do rumo que tem seguido até aqui lhe permite alimentar o sonho.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Entrar por um, sair por outro

Os especialistas das sondagens são como os economistas...não acertam uma previsão. Nos cinco partidos, só as percentagens de Bloco e CDU não foram mal estimadas. As dos outros três, totalmente ao lado. Razão tem o CDS/PP quando se indigna com os 2% da Católica.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A soldo das audiências

Para reforçar o que aqui é dito pelo Salvador: em 2008 foram publicadas mais de 11.800 notícias relativas a clientes que trabalham com a YoungNetwork; nem uma foi publicada por algum jornalista estar a soldo.

Mais. Onde está o poder das agências do Governo e da "máquina socrática" sobre os jornalistas, quando o PM está a ser trucidado nos Media? Ah, agora estão a soldo do PSD? E quando trucidaram Santana Lopes estavam a soldo de quem? Do PS e de José Sócrates?

Os Media estão a soldo sim, mas não das agências nem de um partido. Estão a soldo das audiências. São as audiências, que preferem entretenimento a informação, que desviam os Media e os jornalistas da sua missão. Nem sempre. Mas mais vezes do que deviam.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

I did it!

Manuela Ferreira Leite lá abriu um telejornal.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Ruído

“The Socialist Party (PS) government will press on with a wide-ranging reform of the public sector that has delivered notable budget savings. But the pace of change will slow as the political focus shifts to elections towards end of 2009 and the prospect of more anti-reform protests becomes less palatable. The PS is well placed to exploit opposition weakness and win re-election. The economy will suffer amid a wider EU and global slump.”

Números para 2009

. Crescimento: 0%
. Inflação: 2,2%
. População: 10,7 milhões
. PIB per capita: 22.680 dólares (Paridade Poder Compra: 23.250 dólares)

in The World in 2009, The Economist

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Abram alas para o Noddy




Quem diria que seria Manuela Ferreira Leite e o seu fiel escudeiro a abrir mercado para as agências de comunicação regressarem em força à política. Autarcas, opositores internos, membros do aparelho, apoiantes e alguns conselheiros tentarão fazer o contrário da líder na comunicação.

Pacheco Pereira arrisca-se a ficar conhecido no meio como o Noddy, tal a maneira como está a abrir alas para os profissionais. Com as portas a escancararem-se assim nem me importo de ser o Sonso ou o Mafarrico.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Campanha nos Açores

Desta Manuela Ferreira Leite não tem a culpa.
O slogan de Carlos Costa Neves, candidato do PSD à liderança do Governo Regional, é “Melhor É Possível”.
Por acaso, exactamente igual ao lema do novo partido MEP (Movimento Esperança Portugal), que também joga com o Melhor É Possível.
Para lá da comunicação, no marketing político o PSD também não está muito feliz.

domingo, 28 de setembro de 2008

...e experimenta populismo

A acusação à opulência do comício do PS em Guimarães é demagogia. Não que endereçar a comunicação à multidão seja por si só perniciosa, mas atenção aos alicerces da imagem do líder. Se estamos a trabalhar sobre confiança, descrição, credibilidade e gestão de silêncios, os rasgos de populismo têm de ser controlados.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Eleições à vista e o cuspo que serve de cola

Se ontem um ser verde, com três olhos e duas antenas tivesse desaguado no Planeta Azul, concretamente em Portugal, mais concretamente em frente à televisão, à hora da entrevista do primeiro-ministro, teria percebido que temos eleições à vista.

José Sócrates, um grande comunicador, teve altos e baixos na conversa com Judite Sousa e José Alberto Carvalho. Muito abaixo do seu registo na revelação dos paliativos avulsos para os pobres – deduções fiscais com habitação, subida do IMI abaixo do máximo possível. Quando questionado sobre quanto vai baixar o IMI ou qual o aumento na dedução fiscal balbuciou “não tenho os pormenores concretos” e “não me queria comprometer com números”, numa transcrição livre das suas palavras. Impacto nas contas públicas destas “medidas” também ninguém ficou a saber, mas aposto que são baixos – felizmente, comento eu. Novidades, novidades só a 10 de Julho. Até lá, o cuspo que segure as notas soltas que o staff preparou em cima do joelho.

No plano positivo, a explicação das obras que estão para arrancar. Não tanto pelo esclarecimento se são ou não necessárias, mas pelo entalanço que deu no PSD, que ratificou muitas destas obras no seu último curto reinado. Vamos ter auto-estradas, vamos ter aeroporto, vamos ter TGV e vamos ter barragens. Naquelas em que o Estado não mete fichas podemos estar descansados, porque segundo o primeiro-ministro, os privados fazem muito bem as suas análises custo-benefício. Bom para eles, porque mesmo que as fizessem mal não nos afectaria. E nas contas dos Governos, também podemos confiar?

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Congresso de Guimarães: Faltou a ALMA (V)

Acima de tudo, neste Congresso, faltou alma, emoção e mais teatro. Os portugueses habituaram-se a isso no PSD. Se não há – e ainda por cima com um campeonato europeu e boa praia – não há audiências.
Por isso, ou volta o circo ou tem de se mudar esta organização, que se torna maçuda e em três dias apenas apresenta 4 momentos emocionantes.

Congresso de Guimarães: A saída de Cícero (II)

Hoje em dia, vê-se Ângelo Correia como um empresário, presente em conselhos de administração de muitas empresas. Tinha-se esquecido o velho Ângelo (juntamente com António Vitorino, os dois primeiros colunistas da revista que dirigi), culto, tribuno, orador de excepção.
Há muito que estava fora dos palcos de que gosta. Só quem não o conhece não sabe que, aqueles momentos em que lança palavras para uma assistência atenta e sedenta de discursos “à política”, são dos que mais adora.
O homem que canta árias de Wagner – em alemão – em casa, citou S. Paulo: «combatei sempre! Mas pelo bom combate!», falou latim para uma jornalista da RTP que não percebeu nada e fez uma saída de Cícero – o grande orador romano – aplaudido de pé e com um congresso rendido à sua ALMA.
Coisa que não se ouviu falar por aquelas terras.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

O que vai dizer Manuela no Congresso

Vai dizer que o Bloco Central não é ideia dela e que só numa situação de catástrofe o defenderá.
Vai falar do social e da classe média.
Vai colocar o PSD no centro esquerda.
Vai defender como arma de oposição o silêncio.

O que vai dizer Pedro Passos no Congresso

Vai resguardar os seus laços com a sociedade civil.
Vai dizer que se deve fazer oposição clara, mas também ouvir muito mais as pessoas.
Vai colocar o PSD no centro-direita.
Vai defender o risco de ser empreendedor
Vai manter o seu espaço vital de actuação sem atacar a liderança de Manuela.

O que vai dizer Santana Lopes no Congresso

Vai dizer que é uma alternativa diferente.
Vai falar de ambição e coragem de combater.
Vai ficar a aguardar e a sorrir com a acção da equipa de Manuela.
Vai falar da social democracia.
Vai dizer que não é candidato a nada.
E que vai ter a sua via, mas não em silêncio.
Acima de tudo, vai estar vigilante.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Rio na Baixa

Pouco comentada foi a vinda de Rui Rio às marchas de Lisboa.
Não é uma personalidade fácil para banhos de multidão por isso estava sorridente, mas não era o seu espaço.
Rio falou de “apagar fogos” durante a campanha para o PSD e de poder ser o “bombeiro” para acalmar o PSD.
Curioso o convite de António Costa.