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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Vamos brincar à democracia

Hoje temos. Amanhã não. Depois de amanhã sim. Na sexta não outra vez. Para não fartar.

Em queda livre.

sábado, 9 de agosto de 2008

Tropa de Elite (V)

Na morte em directo não há regras exactas. A opinião de Eduardo Cintra Torres, no Público.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Eu não odeio o Cunha Vaz

Não tive tempo de comentar a entrevista do António Cunha Vaz ao Público, e neste quotidiano de Web um dia de atraso significa terabytes de informação que nos passou à frente. Por outras palavras, chego tarde.

Assim, tenho que me agarrar a algum ângulo da entrevista que tenha sido menos explorado. Centro-me nos erros factuais da nota introdutória, fáceis de contradizer, para corrigir e explicar dois aspectos.

1. Eu não odeio o António, o que faz desde logo cair que “os colegas de profissão odeiam-no”. É evidente que a força da expressão utilizada pelo jornalista é a sua própria fraqueza. Pouco crível que todos ou a maioria dos colegas de profissão odeiem o António. Mas no meu caso nem se trata de um jogo de palavras, até porque nesta avalanche de críticas de que foi alvo antes e depois da entrevista, sinto particular à vontade para dizer que tenho uma boa relação com o António Cunha Vaz.

2. “Os jornalistas temem-no” vem logo a seguir. A contradição da expressão vem logo no próprio trabalho jornalístico do Público. Se o jornalista o teme, ficamos a saber que o fotógrafo não. Reparem na capa, a foto com fundo negro, sombrio, para mostrar “the dark side of the force”. Lá dentro, na capa do P2, um olhar de baixo para cima, determinado mas ameaçador, e depois uma abertura de duas páginas novamente a negro, na entrevista. Compare-se as fotos com a imagem do vídeo que está no site do Público. Não tem nada a ver, pois não? Para quem tem dúvidas sobre o tema, recordo também as duas peças, negativas, publicadas no passado pela revista Sábado. Uma sobre Menezes, outra sobre Vieira. Ambas com o António Cunha Vaz.

Posto isto, o facto de eu ter uma boa relação profissional com o António não me faz concordar com muitas das suas opiniões, tampouco rever-me na entrevista de ontem, que é negativa para o sector. A visibilidade que dá não afasta o conjunto de problemas que levanta ou acentua. Atenção que comunicação não é o que dizemos, mas sim o que o receptor entende da mensagem.

Há a premissa que, às vezes, é difícil ficar calado quando se está constantemente a ser atacado, mas nestes ataques de que foi alvo o móbil do crime foi sempre a liderança de Menezes, e não o seu trabalho.

Já hoje, o P2 escolhe seis excertos de posts que comentam a entrevista. Nenhum simpático.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Presspectives: Público vs El País, jornalistas adeptos da Web 2.0, gratuitos animam mercado e João Palmeiro

Este mês comparámos os dois diários ibéricos de referência, entrevistámos o director do Metro, Luís Pimenta, publicamos a opinião de João Palmeiro, presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, que lança o 2008 e apresentamos um estudo sobre as fontes dos jornalistas. Leia a Presspectives de Janeiro aqui.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Pê Jotinha

A Pê Jota está a ficar num beco onde pode não encontrar saída. Estamos a assistir, em directo, à falência da instituição. A falta de resultados, tal como na Luz ou em Alvalade, vai fazer cair primeiro treinadores, depois directores-gerais e por fim a própria instituição.

Ele é Aurélio Palha, patrão da noite portuense. O que aconteceu?
Ninguém viu, ninguém sabe.

Ele é Maddie McCann. Sumiu? Como? Porquê?
Passam seis meses e a Pê Jota mantém em aberto todas as hipóteses.

Ele é homicídio à bomba. E agora? O que esperar?
Lá para as calendas continuaremos a ler nos jornais que as provas são inconclusivas.

Ele é dezenas ou centenas de crimes anónimos por resolver.
Depois da notícia costumeira no Correio da Manhã ou no 24 Horas tudo será esquecido, não esclarecido.

O clima de impunidade que se vive corrói o efeito dissuasor que a lei e ordem devem garantir. A Pê Jota precisa de mostrar resultados imediatos nalgum destes casos. Necessita de os comunicar para repor a confiança da população. É um problema, primeiro de eficácia e depois de comunicação.

De nada vai valer à Pê Jota nem ao Ministério Público a proximidade com os Media, garantida pela passagem de escutas em primeira-mão, de acordo com os seus interesses para influenciar a opinião pública (alguém ainda tem dúvidas de quem as coloca cá fora? Talvez só o “naif” Souto Moura acredite que foi “um passarinho que segredou”…), para a livrar do enxovalho que é não ter nada para apresentar. Também as parangonas bombásticas com as Operações Furacão, Casa Pia ou Apito Dourado não os salvarão. Todos estes posteriormente encalacrados nos Tribunais anos a fio.

Entradas à campeã e saídas sob lenços brancos. Caminhas triste, Pê Jotinha.