Se a decisão for a de excluir a Emirec do concurso, a ERC ficará descalça. Como a base de escolha é pequena, menos uma faz diferença.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Sem opções
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segunda-feira, 14 de julho de 2008
Tá bem!
Catorze agências a concurso na ERC e decisão em nove meses. Dá um rácio de avaliação de uma proposta e meia por mês. O número de convidados e os timings são exemplares, como convém quando vem de cima. Boa!
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quarta-feira, 2 de abril de 2008
Pormenores da RTP
Podem dizer o que quiserem, mas Menezes tem razão.
O que diz a ERC dá razão aos protestos do PSD e justifica ataques à maneira como o PS controla os media.
E ninguém comenta este facto, que é de diplomacia pura e de respeito institucional, e que vou revelar pela primeira vez.
Quando Menezes foi à última entrevista que deu a Judite de Sousa, enquanto líder da oposição, na RTP, acompanhado de Romano de Castro, Virgílio Costa, Luís Montenegro e José Paulo Fafe, nenhum responsável da direcção de informação ou de programas o esteve a receber.
A imagem de um líder de oposição tem responsabilidades protocolares que uma instituição como a RTP deve conhecer e respeitar.
Não respeitou. São pormenores, mas os pormenores, para mim, são muito importantes.
José Sócrates, com quem partilhei muitos minutos simpáticos, aos domingos, nos bastidores dos estúdios da 5 de Outubro, quando era só comentador, tinha sempre uma funcionária das relações públicas da RTP a recebê-lo. São pormenores.
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quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Recados
José Rodrigues dos Santos, em entrevista à Pública, do passado Domingo, voltou a criticar duramente a administração da RTP. Acusa-a de passar recados e ceder a pressões do Governo. De concreto só apresenta o caso da correspondente de Madrid, já reportado em 2004, e então avaliado pela extinta Alta Autoridade para a Comunicação Social. Escolher para o lugar a quarta classificada do concurso é estranho, mas proliferam exempos desses na administração pública e até nalgumas empresas privadas. Não parece um critério saudável, mas o exemplo de Madrid não é suficientemente forte para sustentar uma teoria da conspiração.
A RTP reagiu com abertura de um inquérito ou processo disciplinar, e em causa está já a continuidade do pivô à frente do telejornal no imediato, ficando para mais tarde a decisão de sair ou não da RTP. Eu aposto que José Rodrigues dos Santos não voltará a piscar o olho aos portugueses no canal de sempre.
Apesar de tudo, ingenuamente, Luís Marinho, actual director de informação, acredita que a credibilidade da RTP não está em causa. Na verdade a reputação fica sempre manchada por acusações como esta, provem-se ou não. O caso só não terá mais consequências para a RTP, porque, mesmo depois da Revolução de Abril, são recorrentes as delações sobre a instrumentalização dos canais públicos. Ora mandas tu, ora mando eu. Agora acuso eu, depois acusas tu.
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