Declaração de interesses primeiro:
- A YoungNetwork é responsável pela consultoria de comunicação e assessoria de Imprensa do Grupo de empresas de Luís Filipe Vieira.
- Sou sócio do Sporting Clube de Portugal vai para mais de 17 anos, com lugar cativo no Alvalade XXI.
Agora o texto:
Quando não se é nada mais do que uma amálgama de interesses, sem projecto, com o único objectivo de tomar o poder, sem se saber objectivamente para quê, dá nisto que deu nas eleições do Sport Lisboa e Benfica: é-se sovado nas urnas num caso e fica-se em casa noutro.
Do resultado vale a pena fixar para memória futura o número de votantes - uns impressionantes 20.672 sócios - que legitima o programa do presidente reeleito em toda a linha, mais ainda que os 91,64% de votos arrecadados, percentagem que é commumente observada em votações clubísticas.
Do mediatismo da campanha vale a pena destacar dois factos:
1. A maioria dos opinion makers na Imprensa estava contra Luís Filipe Vieira, procurando explorar os resultados desportivos dos últimos mandatos e a forma como as eleições foram marcadas/antecipadas;
2. A ausência de alternativa credível ao presidente demissionário. O argumento à exaustão foi a marcação das eleições, classificada, pela generalidade da Imprensa, de "anti-democrática". Isto é argumento? É credível? Três meses fazem diferença? Não é de esperar que para gerir um clube da dimensão do Sport Lisboa e Benfica o projecto alternativo esteja estruturado com maior antecedência? Falta de tempo? O que andaram a fazer nos últimos três anos? Vivem apenas de coelhos descobertos na cartola, como o convite a José Eduardo Moniz?
Daqui resulta, que o Sport Lisboa e Benfica ficou entregue não só ao melhor candidato, como ao melhor entre os putativos candidatos.
PS: Dentro de três anos, teremos José Eduardo Moniz na corrida, ele que também foi um vencedor destas eleições, aproveitando a ingenuidade de José Veiga para se lançar para 2012. E quando avançar a catrefa de Veiga não estará a bordo.
domingo, 5 de julho de 2009
O farrapo de uma desculpa
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terça-feira, 29 de abril de 2008
Eu não odeio o Cunha Vaz
Não tive tempo de comentar a entrevista do António Cunha Vaz ao Público, e neste quotidiano de Web um dia de atraso significa terabytes de informação que nos passou à frente. Por outras palavras, chego tarde.
Assim, tenho que me agarrar a algum ângulo da entrevista que tenha sido menos explorado. Centro-me nos erros factuais da nota introdutória, fáceis de contradizer, para corrigir e explicar dois aspectos.
1. Eu não odeio o António, o que faz desde logo cair que “os colegas de profissão odeiam-no”. É evidente que a força da expressão utilizada pelo jornalista é a sua própria fraqueza. Pouco crível que todos ou a maioria dos colegas de profissão odeiem o António. Mas no meu caso nem se trata de um jogo de palavras, até porque nesta avalanche de críticas de que foi alvo antes e depois da entrevista, sinto particular à vontade para dizer que tenho uma boa relação com o António Cunha Vaz.
2. “Os jornalistas temem-no” vem logo a seguir. A contradição da expressão vem logo no próprio trabalho jornalístico do Público. Se o jornalista o teme, ficamos a saber que o fotógrafo não. Reparem na capa, a foto com fundo negro, sombrio, para mostrar “the dark side of the force”. Lá dentro, na capa do P2, um olhar de baixo para cima, determinado mas ameaçador, e depois uma abertura de duas páginas novamente a negro, na entrevista. Compare-se as fotos com a imagem do vídeo que está no site do Público. Não tem nada a ver, pois não? Para quem tem dúvidas sobre o tema, recordo também as duas peças, negativas, publicadas no passado pela revista Sábado. Uma sobre Menezes, outra sobre Vieira. Ambas com o António Cunha Vaz.
Posto isto, o facto de eu ter uma boa relação profissional com o António não me faz concordar com muitas das suas opiniões, tampouco rever-me na entrevista de ontem, que é negativa para o sector. A visibilidade que dá não afasta o conjunto de problemas que levanta ou acentua. Atenção que comunicação não é o que dizemos, mas sim o que o receptor entende da mensagem.
Há a premissa que, às vezes, é difícil ficar calado quando se está constantemente a ser atacado, mas nestes ataques de que foi alvo o móbil do crime foi sempre a liderança de Menezes, e não o seu trabalho.
Já hoje, o P2 escolhe seis excertos de posts que comentam a entrevista. Nenhum simpático.
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Anónimo
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