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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Mediático, de pouco interesse

O que é mediático não é necessariamente o que é importante, até porque o entretenimento é o que mais cativa a audiência. Vejam os picos dos Gato Fedorento para se perceber que entreter, com ou sem humor, resulta.

Vem isto a propósito, neste caso sem piada, da polémica entre presidência e PS. Espremido não dá um pingo de sumo. Mas dá para fazer manchete de todos os jornais e passarmos dois meses a esquecer as prioridades.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Sócrates "blocou"

Se o Bloco não conseguiu chegar à maioria conjunta BE+PS - apesar do grande resultado que obteve -, isso deveu-se a José Sócrates. Foi o renovado PM que desmontou algumas das utopias de Francisco Louçã, bloqueando o poder aos trotsquistas.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Big balls Jel

É mais fácil brilhar no controlado ambiente dos Gato Fedorento, que colocaram ou recolocaram o verbo esmiuçar no léxico português.

Neto (Jel) e Falâncio (Vasco Duarte) dão mais luta e criam as situações mais embaraçosas. Não é só o combate humorístico que afronta os líderes partidários, é toda a situação de improviso que torna muito difícil a gestão da comunicação por parte dos políticos.

Ontem, as boas mensagens de José Sócrates foram engolidas pela intervenção dos homens da luta. Carvalho da Silva terá de ceder o lugar mais cedo ou mais tarde.

R-E-S-P-E-C-T Jel. A luta continua.



Ler mais aqui, no Público.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Melhor cartaz: hoje ganha o Bloco

Actualmente, o melhor outdoor político é o do Bloco de Esquerda, com a fita do filme. Muito boa a mensagem e a execução do cartaz.

Coloca Manuela Ferreira Leite e José Sócrates em todos os Governos dos últimos 15 ou 20 anos, o que é uma verdade, e responsabiliza-os pelo estado actual da nação.

A estratégia está bem definida, como se comprova pelo discurso, em linha com o outdoor, na entrevista de Francisco Louçã ao Expresso, este fim-de-semana.

Bem executada também a colocação de Pedro Santana Lopes na fita. Ao contrário de Ferreira Leite e de Sócrates, que aparecem sérios e crispados, o anterior Primeiro-Ministro surge a rir-se, destacando-se também a foto a preto e branco. Se por um lado, o Bloco tenta recordar o circo mediático que foi o Governo de Santana Lopes (por culpa da própria gestão mediática, não das suas políticas, que pela duração do seu Governo nem tempo tiveram de ser avaliadas), por outro, faz sobressair o candidato a Lisboa, quando os principais adversários de Francisco Louçã são os outros dois.

Apesar de Pedro Santana Lopes também estar em Lisboa, era ruído que talvez eu não aconselhasse.

No cômputo geral, acabo como comecei. É o melhor outdoor a decorar as ruas ao dia de hoje.*

* Com base nos outdoors que conheço, que não incluem muito do trabalho que se faz a nível regional para as eleições autárquicas.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Antes batota do que perder

Uma gaffe cómica da Carolina Patrocínio.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Chifres


Bem resolvida a crise dos chifres por José Sócrates. E resolvida em dois actos:

1. Demissão do ministro e consequente pedido de desculpas.

2. Substituição por Teixeira dos Santos, que era a melhor solução possível.

O primeiro-ministro "matou" o assunto. Seguem-se mais alguns dias de entretenimento, para o assunto repousar.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

JSD plagia Pinócrates

do fundo da Comunicação sabe que a JSD plagiou este cartaz e a figura do Pinócrates. Certifique-se aqui.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Sondagem Expresso/SIC má para Manuela

Há muita expectativa para a próxima sondagem a ser publicada esta semana pelo Expresso/SIC. É que vai ser a primeira após o caso Freeport e poder-se-ão aquilatar os efeitos sobre o PS e um possível crescimento do PSD.
Confio em algumas conversas de bastidores, e pelo que me dizem o PS só cairá um ponto ficando na casa dos 40 por cento.
O problema é que o PSD e Manuela também vão cair pelo que me dizem. Ficará com 29%, o que continua a ser trágico.
BE será a 3ª força, subindo, com mais de 10% e a CDU e o CDS também vão subir.
Desta vez o que dirá Manuela? Que esta sondagem não é credível?

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Subtileza (II)

José Sócrates evitou falar de Manuela Ferreira Leite.

Subtileza

Na entrevista de ontem, José Sócrates referiu-se sempre ao último Governo como o Governo de Durão Barroso.

Eleições à vista e o cuspo que serve de cola

Se ontem um ser verde, com três olhos e duas antenas tivesse desaguado no Planeta Azul, concretamente em Portugal, mais concretamente em frente à televisão, à hora da entrevista do primeiro-ministro, teria percebido que temos eleições à vista.

José Sócrates, um grande comunicador, teve altos e baixos na conversa com Judite Sousa e José Alberto Carvalho. Muito abaixo do seu registo na revelação dos paliativos avulsos para os pobres – deduções fiscais com habitação, subida do IMI abaixo do máximo possível. Quando questionado sobre quanto vai baixar o IMI ou qual o aumento na dedução fiscal balbuciou “não tenho os pormenores concretos” e “não me queria comprometer com números”, numa transcrição livre das suas palavras. Impacto nas contas públicas destas “medidas” também ninguém ficou a saber, mas aposto que são baixos – felizmente, comento eu. Novidades, novidades só a 10 de Julho. Até lá, o cuspo que segure as notas soltas que o staff preparou em cima do joelho.

No plano positivo, a explicação das obras que estão para arrancar. Não tanto pelo esclarecimento se são ou não necessárias, mas pelo entalanço que deu no PSD, que ratificou muitas destas obras no seu último curto reinado. Vamos ter auto-estradas, vamos ter aeroporto, vamos ter TGV e vamos ter barragens. Naquelas em que o Estado não mete fichas podemos estar descansados, porque segundo o primeiro-ministro, os privados fazem muito bem as suas análises custo-benefício. Bom para eles, porque mesmo que as fizessem mal não nos afectaria. E nas contas dos Governos, também podemos confiar?

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Rio e Costa no Grupo de Bilderberg

Passou praticamente despercebido a toda a gente que os dois autarcas de Lisboa e Porto foram escolhidos para ir à Virgínia, no dia 6 de Junho, a convite de Balsemão, ao Grupo de Bilderberg.
Daí para cá, Rio veio ao Sto. António de Lisboa e António Costa ao S. João do Porto anuindo a convites mútuos.
Em 2004, Pedro Santana Lopes e José Sócrates estiveram também nesse Grupo que se reuniu na Europa nesse ano.
Para o ano aconselho a Balsemão, se ele me permite, Pedro Passos Coelho e António José Seguro.
Um bom Grupo para quem acredita em teorias da conspiração. Por sinal há por aí uma novela, estilo thriller, sobre Bilderberg, fraca e com demasiada imaginação para o meu gosto

segunda-feira, 30 de junho de 2008

“Os meninos de ouro”

Esta semana fomos bombardeados com “meninos de ouro”.
É a biografia autorizada de José Sócrates com este nome e foi Paulo Rangel assim também apelidado pelo Expresso. Qual deles, afinal, será?
O primeiro “bambino d`oro” de que ouvi falar foi uma lenda da “squadra azurra”, Gianni Rivera, um ícone do futebol italiano dos anos 70.
Mas os verdadeiros “meninos de ouro”, os que recomendo são os que se encontram nas páginas de um livro genial de uma das nossas maiores escritoras, Agustina. Sempre a revisitar na edição da Guimarães.
«As doenças não só são as viagens dos pobres, são também as escoriações belas dos ricos»; «quando se localiza o medo de alguém tudo é permitido»; «as pessoas são acometidas de um desejo desmesurado de se relacionarem com o seu próprio retrato, mas retrato infiel, só que implacável na sedução que exerce».
«Todos queremos ser o que não somos», escreve, nos seus “meninos de ouro”, Agustina.
É para isso que servem biografias autorizadas e panegíricos na imprensa.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Com um brilhozinho nos olhos...

Algumas dúvidas com que fico dali:

- Se o verde não corresponde ao brilho natural, mais autêntico, porque ficou?

- O que se fazia se as fotos tivessem ficado com o olhar macilento (em vez de verde)?

segunda-feira, 19 de maio de 2008

O guterrismo de Sócrates

Nestes meses em que não tem oposição – apenas a provocada pela maldita nicotina – José Sócrates tem vindo a testar o que será o seu estilo até às próximas legislativas.
O caso mais interessante de analisar é o de Ana Jorge, na Saúde. Tirando a parte de estar bem assessorada e aconselhada, a ministra é uma conhecedora profunda do sector, mulher atenta, com ideias próprias e muito profissional. Quem a conhece – antes de ser ministra – diz maravilhas.
Ao escolhê-la, o PM neutralizou a ala esquerda do PS, nomeadamente Manuel Alegre, de quem Ana Jorge foi apoiante, e que nunca mais disparou sobre a área como acontecia com Correia de Campos.
Depois, eliminou um ego. O ex-ministro adora olhar para o umbigo e julgava-se o supra-sumo da Saúde. Queria deixar marca e ficar na história. E isso é péssimo na actualidade política, pois só o tempo é que determina quem não passa de nota de rodapé.
Assim, a opção foi correcta. A ministra saiu de cena, sacudiu os conflitos e entrou na onda que marcará este ano para Sócrates.
Sem praticamente mudar uma linha das políticas do antecessor, dialogou com os diversos “players”, arejou a casa, suavizou a imagem e abomina o conflito, apesar de ser dura quando é preciso.
Ana Jorge – exceptuando o erro da semana passada que deu problemas aos assessores do PM – é a face mais visível deste guterrismo de Sócrates.
Mais diálogo, mais humildade – sem medo de pedir desculpa, como no caso voo para Caracas – mais suavidade. Mas sem perda de controlo.

PS: Este artigo foi publicado no OJE, dia 16 de Maio

quarta-feira, 14 de maio de 2008

O que faltou na bagagem do PM

terça-feira, 13 de maio de 2008

Rebeldes, their middle name…

Última hora no Público online: Sócrates e Pinho violaram proibição de fumar a bordo do voo de Lisboa para Caracas.

Ver toda a notícia aqui

PS – Obrigado Carolina!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

O que José Sócrates não queria ter lido

João Cordeiro, da Associação Nacional de Farmácias, dá razão a Jerónimo de Sousa, no Expresso de sábado, quando diz que "Sócrates soube mostrar carinho pelas farmácias".

Péssimo soundbyte para o primeiro-ministro, vindo de um lobby poderoso e com má Imprensa. O título distorce o que é dito pelo líder da ANF na entrevista - "Em fases decisivas, (José Sócrates) soube mostrar o carinho, o interesse e a avaliação positiva do sector" -, mas o entrevistado deve evitar os riscos de expressões como esta.

segunda-feira, 31 de março de 2008

De como os media influenciam

1.Na sexta-feira antes da famosa manifestação de milhares de professores, Teixeira dos Santos soltava que haveria folga para uma possível baixa de impostos.
Na segunda-feira, Sócrates desmentia-o e dizia que Portugal ainda não tinha condições para o que os portugueses mais anseiam.
Na semana passada, o Governo anuncia descida do IVA e Sócrates abre a porta a descida de impostos no próximo ano. Não esquecer, ano de eleições.
Pergunta: algum jornal lembrou esta cronologia?

2.O PSD apresentou um novo logótipo. Como vários jornais demonstraram, o símbolo não mudou, evoluiu.
Tal como o do PS já tinha “serenado” quando o punho cedeu espaço à rosa, a seta e o laranja do PPD/PSD entram num mar azul.
É normal os media ouvirem referências do passado dos partidos. Tal como o PS tem um poeta, o PSD tem um advogado que se acha poeta e “sai de casa com um poema no bolso” (como contava o DN há uma semana), mas não é poeta.
Eu quando vejo o não-poeta também me lembro logo de algumas coisas, mas não digo até porque lhe reconheço ser um homem culto. Mas no afã de desprezar Menezes, aliás como tem feito com a maior parte dos últimos líderes do PSD, Miguel Veiga disse que o símbolo lhe lembrava uma “gasolineira”. E com isto se faz ruído.
Pergunta: alguém se lembrou de perguntar a uma das grandes referências do PSD – Eurico de Melo (não esquecer, apoiante de Menezes) – bem mais importante para as bases do que o não-poeta, o que ele achava do novo símbolo?

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

A velha Itália

Na península da bota vive um dos mais belos e atraentes países do mundo. Mas que parece parado há muitos anos.
Esta semana a “Newsweek” fazia capa com o lixo que invade, sobretudo, Nápoles e altera a face desse país sexy que é Itália.
Tem a taxa de natalidade mais baixa da Europa e continua a ser governada por uma geração de gerontes. Os mesmos que se sucedem há anos no poder sem conseguir formar um Governo estável e duradouro.
Se já passaram à história Craxi e Andreotti, a vaga de Berlusconi ainda está viva. E ele é bem o símbolo dessa Itália. Com solário, implantes de cabelo e branqueamento dos dentes, o facto é que ele tem 71 anos de idade. Não parece, mas tem. Tem apenas menos um ano que John Mc Cain, que dizem que é muito velhinho para governar um Estado.
Logo, a esquerda que fez um “re-brand” e se modernizou, e agora está aglutinada no Partido Democrático, sob a égide do super-popular Walter Veltroni, apanhou a boleia de Obama e lançou o “Si, puo fare”, a tradução do “yes, we can”.
Mas Veltroni que só fala em “mudança” nos seus comícios, foi mais longe. O sistema eleitoral é diferente do nosso, e, lá, Veltroni candidatou-se em três círculos eleitorais com um sinal positivo. Ele vai nos três em número 2, porque a encabeçar a lista vão jovens com menos de trinta anos.
É a renovação em marcha, uma nova geração que se quer agarrar, uma mudança de estilo num país anquilosado que só vibra com a “squadra azurra”, o “cavalinho rampante” e algumas marcas de roupa que os jogadores de futebol são pródigos em exibir.
A revolução cultural da esquerda está em marcha. Obama deu pontapé-de-saída e vamos ter muitos Obamazinhos à solta por aí.
Até já Sócrates diz: “sim, nós podemos”…