O que é mediático não é necessariamente o que é importante, até porque o entretenimento é o que mais cativa a audiência. Vejam os picos dos Gato Fedorento para se perceber que entreter, com ou sem humor, resulta.
Vem isto a propósito, neste caso sem piada, da polémica entre presidência e PS. Espremido não dá um pingo de sumo. Mas dá para fazer manchete de todos os jornais e passarmos dois meses a esquecer as prioridades.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Mediático, de pouco interesse
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Duas peças de estratégia
Fica cada vez mais percebido que o PS não quis chamar Dias Loureiro ao Parlamento para não incomodar Cavaco Silva.
Eram umas tréguas e paz institucional.
A segunda peça estratégica é que tenho a convicção que são próximos de Manuela Ferreira Leite – e que fortemente a apoiaram – que estão a lançar Marcelo. Objectivo: não querem Pedro Passos Coelho, que está a construir tudo com pés e cabeça e que teve um fim-de-semana – nomeadamente Expresso e Correio da Manhã sábado – fenomenal em comunicação. E, no DN de ontem, apenas constatou um facto de quem não tem nada a esconder.
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quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Dling dlong
Cavaco Silva preside hoje à abertura da Bolsa de Nova Iorque (NYSE). Difícil imaginar momento mais oportuno para fazer o ring da bell...
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quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Má retórica, boa comunicação
Concordo com os dois erros apontados por Camilo Lourenço (Jornal de Negócios) a Cavaco Silva na comunicação da semana passada: falou-se do acessório e desvalorizou-se futuras intervenções. Acrescento um terceiro: a mensagem não passou. Ou, se passou para um público-alvo específico, haveria outras formas de lá chegar sem "queimar cartuchos" ou pelo menos este tipo de míssel. O português comum percebeu que era qualquer coisa sobre os Açores.
Já não concordo com a opinião de Cavaco ser um mau comunicador. Se é certo que o dom oratório nunca o acompanhou, existem variáveis que podem suavizar a sua importância, tais como estratégia de comunicação. E aí, na escolha dos momentos, da sua forma e dos conteúdos das intervenções - o monstro de Guterres, a boa e má moeda para Santana Lopes, o anúncio da candidatura presidencial, etc. - conseguiu ofuscar a falta de retórica.
Desta vez, falhou em duas das três. O momento podia ser este, mas a vinda de urgência à tv desaconselhava-se e o conteúdo pedia outro formato.
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quinta-feira, 31 de julho de 2008
do fundo da Comunicação sem coragem
Será que a comunicação de hoje de Cavaco Silva é o que suspeitamos há dois meses, mas que por pudor e bom gosto optámos por não publicar aqui?
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sexta-feira, 4 de julho de 2008
O jogo de Cavaco
Quem anda na política sabe que Cavaco Silva tem uma agenda própria.
Mantém-se amigo dos seus amigos, mas na hora das decisões segue o seu caminho como político frio que sempre foi.
Continuo a achar que o Presidente da República preferia ter outro líder do PSD no lugar de Manuela Ferreira Leite.
Não porque lhe deseje mal, mas enquanto referencial de estabilidade do centro-direita e de cada vez mais portugueses, preferia ter outro papel enquanto “player”.
De resto, é público e notório que, para muitos, Manuela é vista como um Cavaco de saias. O que na acção política é perigoso, porque qualquer posição que tenha pode vir a ser confundida, pela generalidade dos eleitores. E Cavaco não quer essa dedução.
Por isso, foi interessante de ver como um dos principais cavaquistas não se pronunciou abertamente, tendo ao que me dizem só patrocinado na sombra um candidato.
Esse cavaquista a que me refiro chama-se Manuel Dias Loureiro, seu ex-secretário-geral e que continua a ser um homem muito ouvido lá para os lados de Belém.
Curiosamente, se sobre as directas no PSD não se pronunciou e nem foi a Guimarães ao Congresso, não teve qualquer hesitação em patrocinar a biografia autorizada (ao contrário do que diz a autora) de José Sócrates.
«Sócrates faz bem a Portugal», disse nessa cerimónia onde não esteve presente qualquer ministro.
Não tenho dúvidas que Cavaco subscreve – apesar de não o poder dizer – o que diz o seu fiel escudeiro. Cavaco tem um segundo mandato para conquistar. Precisa da direita e de muito PS.
Sócrates prefere-o a Manuel Alegre, tal como um dia Cavaco preferiu Mário Soares.
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segunda-feira, 30 de junho de 2008
Manuela e as agências de comunicação
O ódio de Manuela Ferreira Leite pelas agências de comunicação é tão incompreensível, quando o seu pai espiritual (Cavaco) foi eleito com a ajuda de uma.
Bastava ver a primeira semana pós-congresso na imprensa para perceber que, Manuela, na comunicação, sem protecção, vai ser neve num país tropical.
Os tempos são outros e até Cavaco Silva percebeu isso.
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sexta-feira, 28 de março de 2008
Mulheres
Gosto.
É um dado importante que são fundamentais também na política. Aquele aforismo muitas vezes repetido e que todos conhecem ilustra-o bem.
Não sou grande apologista da exploração da companheira na acção política, por muito bonita que ela seja como era a Bárbara Guimarães.
Mas têm um papel importante na dulcificação da imagem mais severa do homem que decide, toma decisões e tem de ser duro.
Cavaco, antes de ser candidato presidencial, já estava a viver uma fase “lulinha paz e amor” (como Duda Mendonça criou para Lula).
E a capa do Expresso com os “netinhos” foi a coroa de glória, e uma magnífica manobra de quem a concebeu.
Agora, Maria – minha professora de português na Católica e que baseou esse ano em três grandes escritores de língua portuguesa: Machado de Assis, Fernando Pessoa e Agustina –brilhou como muito poucas primeiras-damas brilharam no estrangeiro.
Com capa em todos os jornais, sem esquecer para as classes C/D os gratuitos, Maria deu a Aníbal uma das mais belas lembranças de que este casal – goste-se ou não – guardará na sua memória.
Kanimanbo*.
*Obrigado, em Changane
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terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Sketches de uma tarde invernosa de Domingo
Sketch 1: Mário Lino diz, em entrevista ao Expresso, que teria sido burrice não considerar a hipótese de Alcochete. Por amor da santa, homem, corrija-me esse tempo verbal. Não teria sido, foi burrice. O senhor ministro não a considerou. Apareceu alguém com um estudo sobre a opção Alcochete e os opinion leaders - Cavaco Silva à cabeça - e a opinião pública fizeram o resto. E usando a expressão do ministro: nova burrice por não se ter considerado a Portela + 1 nesses estudos comparativos?
Sketch 2: Mário Lino remata a entrevista com a "tonteria" useira: importante lançar obras públicas para animar a economia. Esta lógica keynesiana por detrás desta animação pode produzir muito disparate. Senão vejamos: Querem animação? Construa-se um aeroporto, e depois destrua-se o mesmo aeroporto, e depois construa-se novo aeroporto para animar, e depois destrua-se e depois construa-se outro aeroporto para animar...Lá animar, anima. Anima o curto prazo e destrói o longo prazo. Menos elefantes brancos, investimentos mais produtivos. Fica a sugestão.
Sketch 3: A coisa está difícil em Coimbra. E entram Paez, Pereirinha e Farnerud, três craques leoninos. São malta para jogar em Carnaxide todas as semanas com a gente. Pereirinha na direita, Paez no meio, e eu à esquerda. Farnerud começa de fora e depois roda. À mesma hora na C+S na próxima segunda, ok?
Sketch 4: Siga-se o conselho de alguns líderes de opinião. A lei anti-tabaco não me interessa? Então que não se cumpra a lei. Desrespeite-se. As leis que não me convêm são para mandar às malvas. Estou já a fazer a listinha daquelas que não quero cumprir em 2008. Liberdade ao cidadão! Já!
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
A máquina do Governo gripou
O dia seguinte de Sócrates está a ser pior do que ele imaginava.
Parece que tudo deixou de ser porreiro, pá!
Sócrates brilhou internacionalmente, mas está a acordar mal da ressaca da ribalta dos encontros com os “grandes” do mundo.
Na questão do referendo, o que fica visível é que ele perdeu o controlo, ficando a decisão de não haver referendo nas mãos de Sarkozy, Merkel, Brown e, principalmente, de Cavaco, como Alegre maliciosamente comentou.
Depois, viveu o primeiro debate parlamentar em que se viu em dificuldades face à oposição e ficou a saber, pelo “Público” que a propriedade da prisão de Setúbal foi vendida pelo Estado a um ex-sócio de Alberto Costa, negócio lesivo para o estado em 600 mil euros.
E o amigo, e ex-colega de faculdade, Armando Vara teve o despudor de pedir uma licença sem vencimento à Caixa – onde se notabilizou como empregado de balcão em Bragança – preparando-se para ir para a administração do BCP. Uma vergonha só possível num país de terceiro mundo.
E para aquecer, o PM anunciou Alcochete como novo aeroporto, naturalmente escudando-se na decisão do LNEC e em muitos estudos milionários como gosta. Dúvida: e Mário Lino fica? E irá alguma vez visitar o “deserto” onde pousarão os aviões?
A máquina de comunicação – se alguma vez a houve – gripou. E Sócrates, mesmo que remodele, já vai num momento de fragilidade. Devia ter “mexido” na semana a seguir ao Natal.
E para concluir, ainda ouviu cara a cara, de António José Seguro: «a última vez que falei na comissão política foi em 2004 e o PS era um partido livre». O que juntando a todos os colunistas que falam em fascismo do Governo não traz nada de bom.
E, ainda por cima, Sócrates está a perder por completo a paciência para qualquer laivo de contestação.
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terça-feira, 13 de novembro de 2007
Silêncio contundente
Farto dos insultos de Hugo Chávez e Daniel Ortega a José María Aznar e às empresas espanholas, o Rei de Espanha mandou calar energicamente o presidente venezuelano, para depois abandonar a sala de forma ostensiva como resposta aos impropérios do chefe de Estado da Nicarágua.
A força das palavras e da linguagem corporal não vale só por si. Vale sobretudo o prestígio, a autoridade e a credibilidade de quem se expressa. E conta o ineditismo das palavras ou gestos, para amplificar a contundência. Nunca em 32 anos de reinado, o Rei Juan Carlos tinha tido gestos tão simbólicos como os do último fim-de-semana no Chile. O gesto de Juan Carlos foi um cartão vermelho, não apenas de Espanha, mas de todos os outros países conscientes que o caminho escolhido por Chavez é um suícidio, não só para a Venezuela, como também para toda a América do Sul.
Em Portugal, o político que melhor geriu a sua comunicação nos últimos 20 anos responde pelo nome de Cavaco Silva. Um mestre na forma de comunicar, embora por falsa modéstia o tenha negado sempre, aproveitando a deixa dos Media que sempre menosprezaram as suas capacidades oratórias. Em Cavaco Silva, a estratégia impôs-se à forma e o silêncio mostrou ser bom companheiro.
Entre 1995 e 2005, a sua ausência caminhou paralela com a presidência de Jorge Sampaio, mas são dele e não da primeira figura de Estado as palavras que influenciam a sorte dos Governos nessa altura. Quem não se recorda do monstro que "comeu" Guterres, precipitando o seu fim, e da boa e má moeda que expôs a falência do santanismo?
Dois textos que detonaram dois governos.
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Anónimo
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