Mostrar mensagens com a etiqueta marketing politico. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta marketing politico. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Duda Mendonça de novo com Maluf

O ex-governador de S. Paulo, Paulo Maluf quer contar de novo com o marqueteiro que lhe deu no passado as vitórias, Duda Mendonça.
Agora, será candidato à “Prefeitura” paulista (presidente de câmara) apenas com um objectivo: «limpar a imagem, já que a vitória é carta fora do baralho», diz a Veja. Não vai atacar ninguém e só apresentará as suas propostas.
Lembro uma história contada por Chico Santa Rita no seu livro “Batalhas eleitorais”. No Brasil há muito a tendência na comunicação política para se fazerem “jingles” (musiquinhas).
Numa altura, Duda quis passar a mensagem de político “fazedor” e apostou em «Maluf Faz».
Logo surgiu um “jingle” da oposição: «Maluf faz, faz, faz… a gente andar para trás, trás, trás».

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Brilho nos olhos

Luis Paixão Martins (LPM) decidiu partilhar a sua experiência com a campanha de José Sócrates, o que é importante contribuição para a história do marketing e comunicação política em Portugal.
Ficámos a saber que não foi nenhum efeito estudado, nem de “photo shop”, que colocou o actual PM com olhos verdes em 2005. Apenas a luminosidade de um jardim.
Fico esclarecido. E ainda mais convicto de algo: em tudo na vida, por muito profissionalismo que haja, tem de haver o factor sorte.
Mas também há muito sei que ter sorte dá muito trabalho…

segunda-feira, 19 de maio de 2008

O guterrismo de Sócrates

Nestes meses em que não tem oposição – apenas a provocada pela maldita nicotina – José Sócrates tem vindo a testar o que será o seu estilo até às próximas legislativas.
O caso mais interessante de analisar é o de Ana Jorge, na Saúde. Tirando a parte de estar bem assessorada e aconselhada, a ministra é uma conhecedora profunda do sector, mulher atenta, com ideias próprias e muito profissional. Quem a conhece – antes de ser ministra – diz maravilhas.
Ao escolhê-la, o PM neutralizou a ala esquerda do PS, nomeadamente Manuel Alegre, de quem Ana Jorge foi apoiante, e que nunca mais disparou sobre a área como acontecia com Correia de Campos.
Depois, eliminou um ego. O ex-ministro adora olhar para o umbigo e julgava-se o supra-sumo da Saúde. Queria deixar marca e ficar na história. E isso é péssimo na actualidade política, pois só o tempo é que determina quem não passa de nota de rodapé.
Assim, a opção foi correcta. A ministra saiu de cena, sacudiu os conflitos e entrou na onda que marcará este ano para Sócrates.
Sem praticamente mudar uma linha das políticas do antecessor, dialogou com os diversos “players”, arejou a casa, suavizou a imagem e abomina o conflito, apesar de ser dura quando é preciso.
Ana Jorge – exceptuando o erro da semana passada que deu problemas aos assessores do PM – é a face mais visível deste guterrismo de Sócrates.
Mais diálogo, mais humildade – sem medo de pedir desculpa, como no caso voo para Caracas – mais suavidade. Mas sem perda de controlo.

PS: Este artigo foi publicado no OJE, dia 16 de Maio