Ontem recebi vários telefonemas sobre a informação que corre em bastidores políticos, e eu reproduzi, de que o PSD estava a pensar em ter uma televisão. A citação no Jornal de Negócios ajudou a ampliar o efeito do post.
O mais notável telefonema que recebi foi de um jornalista, com quem nunca tinha falado, de um jornal nacional.
Fez-me duas perguntas notáveis: uma é se a ideia de Luís Filipe Menezes era a de avançar para o 5º Canal e a segunda quem seriam os empresários que poderiam estar por trás do projecto.
Fiquei com a certeza de uma coisa: este jornalista não leu o meu post neste blog (logo aqui em baixo), apenas ouviu por alto e nem percebeu o que se pretendia.
Repito:
1º - “Corre em bastidores” – logo é um rumor que tem de ser confirmado, não é uma notícia
2º - “uma televisão como outros partidos europeus têm”. Logo, não é o 5º canal nem um canal por cabo. É “web cam” que acompanha a acção política do líder e do PSD. Espreitem para os partidos espanhóis…
3º - “é uma ideia positiva” – eu aplaudo e aconselharia esta medida. O PSD tem meios para o fazer e profissionais qualificados no seu gabinete de comunicação e imagem, como o Vítor António.
Agora, não me liguem mais sobre isto, por favor, que tenho outras coisas para fazer.
quinta-feira, 27 de março de 2008
TV PSD (mais)
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Newsletter da Briefing lançadíssima
As newsletters da Briefing e da Meios & Publicidade chegam a muita gente (Carla Borges Ferreira da Meios avançou à Presspectives o número de 15 mil leitores diários). E além de chegarem a muita gente, um sinal ainda mais forte, toda a gente as lê.
Tanto uma como outra cumprem o objectivo de colocarem os leitores a par da agenda do mercado, investindo pouco mais de cinco minutos diários na leitura. Excelente.
Neste blog muitas vezes têm sido citadas e pelos melhores motivos. Hoje, sai uma crítica dirigida à Briefing, e que também se estende à própria YoungNetwork, tal é o número de vezes que repetimos os mesmos verbos nos títulos dos comunicados.
Na newsletter de hoje da Briefing o verbo lançar é utilizado sete (!!!) vezes, dividindo-se em seis "lança" e um "lançado". A saber:
- Metro lança...
- Aeiou lança...
- Superbock lança...
- Mega FM lança...
- Sapo lança...
- Exchange lança...
e
- Concurso para o quinto canal lançado...
Feita a crítica, fundamental para se ter credibilidade na hora de elogiar, espero que jornalistas da Briefing e consultores da Youngnetwork nos consigam surpreender nos próximos títulos.
PS: A Meios só nos oferece dois "lança" hoje.
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Três dias de Algarve
Estive em Vale do Lobo no Algarve nestes últimos dias, no Ria Park, hotel que aconselho vivamente, mas de preferência sem a equipa do Sporting lá também!!!
Gosto de sair de Lisboa, gosto de mudanças. Venho sempre cheia de novas ideias quando volto. E como um consultor de comunicação é-o sempre, mesmo em momentos de lazer a consultoria invade-nos. Ela está no meio de nós.
E por mais que irrite quem esteja comigo, e acreditem que irrita, não consigo ficar caladinha com os exemplos de boa e má comunicação todos à minha volta a chamar por mim!
Partilho dois:
- “Buying and selling we don’t talk about it we do it!” – slogan de empresa imobiliária inglesa. Fortíssimo. Mas de facto a língua inglesa ajuda… Em português ficava mesmo brega.
- Nelitos – dos melhores restaurantes onde fui nesta zona de Almancil/ Quinta do Lago/ Vale do Lobo. Serviço cinco estrelas (é verdade no Algarve, serviço fantástico!), comida óptima, espaço engraçadíssimo, carta de vinhos fora de série… mas NELITOS… vou para a Quinta do Lago há imensos anos, o restaurante está mesmo ali e nunca lá tinha ido porque… NELITOS…
PS – Mas aguentei-me caladinha o jantar todo! Ou quase…
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quarta-feira, 26 de março de 2008
Haxixe
Vem isto a propósito do lançamento de Haxe, escrito por Manuel Arouca. O livro, baseado em factos reais, surge sobre “instigação” de Manuel Pinto Coelho, conhecido médico e presidente da Associação para um Portugal Livre de Drogas.
O livro lê-se bem, escrita light, em formato de quase guião – a pensar no filme que Catherine Le Roux irá realizar. Numa primeira análise diria que o importante do livro é a mensagem que passa – aliás a razão do próprio livro. A mensagem está colada às informações e às posições que Manuel Pinto Coelho tem sobre as drogas, e está bem sustentada e sumarenta nas páginas onde Elsa, a psicóloga, se embrenha a fundo na pesquisa sobre o haxixe dos nossos dias. Aí é Manuel Pinto Coelho transvertido de Elsa que está a falar. Numa segunda análise corrigiria e diria que é a mensagem aliada à forma. O livro está escrito para endereçar pais e jovens, tentando abranger uma alargada franja de leitores. E é este um instrumento mais eficaz – assim como será o filme – para atingir os objectivos de informar a população sobre os perigos do consumo de drogas leves. Mais eficaz do que estudos, entrevistas, notícias em jornais, que muito deste público não leria.
Parabéns ao Manuel Pinto Coelho, que teve a ideia, Manuel Arouca, que escreveu, e à Primebooks, que editou e promoveu.
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Armandino Geraldes esclarece
Ao final da tarde de sexta-feira, dia 14 de Março, recebo uma chamada do Armandino da BAN por causa deste texto. Na verdade, o comunicado lançado pela agência tem um sentido ligeiramente diferente da notícia da Briefing, embora a frase não seja de interpretação fácil.
O Armandino queixou-se que o meu texto é a antítese do seu percurso profissional, marcado pela credibilidade e pela discrição.
A minha crítica foi para Diogo Simão, e só como consequência para a BAN. Fiz questão de ressalvar a opinião que tenho do Armandino no próprio texto.
O post corre o risco de ser injusto porque analisa uma notícia que tem uma ligeira nuance de escrita que altera a interpretação (mas como disse, a frase do comunicado não é de fácil interpretação) e porque a mensagem “não enganamos jornalistas” é genérica para um modo de actuação correcto das fontes profissionais e não específica para a BAN.
Já antes existiram outras manobras onde este pensamento se aplicaria com maior rigor.
Assim, reformulo para todos os profissionais de comunicação.
Repeat after me. “Nós não enganamos jornalistas”.
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terça-feira, 25 de março de 2008
TV PSD
Corre nos bastidores que Luís Filipe Menezes está a pensar criar uma televisão do PSD, como existe em outros partidos europeus.
Não se sabe quem a vai gerir nem criar, porque há muitos cães a um osso.
Mas fora as quezílias de bastidores do costume, é uma boa ideia de uma instituição que se deve adaptar à modernidade. E só deve ser aplaudida por isso.
Prevejo que os que gostavam de ter poder e não têm vão dizer que é a televisão de uma “gasolineira” e outros disparates do costume…
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O "Último Hurrah" (tão actual)
Uma vez em conversa com amigos, um deles disse-me que era cinéfilo. Perguntei: já viste algum filme do John Ford? Não, respondeu-me.
Então, não és cinéfilo, apenas gostas de ir ao cinema, sentenciei.
Quem nunca viu “How green was my valley”, “My darling clementine”, “O homem que matou Liberty Valance”, “A Desaparecida/The Searchers”, “Young Mr Lincoln” ou o “Último Hurrah” nunca vai perceber porque o cinema é uma arte indispensável à compreensão da vida e do mundo.
No “Último Hurrah”, Ford conta a história de Frank Skeffington (FS), um político “old school”, desempenhado pelo prodigioso Spencer Tracy, na sua última campanha – que perde.
Enfrenta um mentecapto, apoiado pelo dinheiro dos banqueiros e por um jornal, que pela primeira vez usa as técnicas modernas de televisão.
Perfis de herói da guerra e brilhante estudante e uma reportagem “pessoal” (hoje tão comentadas) com a mulher (a ler um cartão atrás da câmara), filhos e um cão (devidamente alugado pelo spin doctor da altura) para criar a família perfeita. FS, mantinha-se no contacto pessoal e nas paradas mobilizadoras. Apaixonava os seus, mas a aragem de um “candidato perfeito” transmitida pelos media, derrota-o inapelavelmente.
FS pergunta ao sobrinho: «qual é o desporto com mais audiência?». Resposta: «o basquetebol é o que tem mais pagantes…». «É a política. Sabem todos os nomes e números de todos os jogadores», comenta a velha raposa.
Depois, num plano mais à frente FS explica o que faz um político: «o truque é saber o que as pessoas querem e depois aquilo com que se conformam. Podemos prometer sempre a primeira parte, mas só temos de cumprir a segunda».
«Mas e se as pessoas quiserem coisas diferentes, como é que lhes agrada?», pergunta a sobrinha.
«Aí dependo do melhor amigo do homem: o meio-termo».
Juntamente com o “All the king`s men” (Corrupção do poder, em português, do Robert Rossen), o “Último Hurrah” é indispensável para quem acha que anda no mercado da comunicação política.
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quarta-feira, 19 de março de 2008
Presspectives: DE e JN, Carla Borges Ferreira e tatuagens
Este mês na Presspectives não perca o duelo Diário Económico vs Jornal de Negócios na luta pelo BCP. Carla Borges Ferreira conta-nos notícias do Meios & Publicidade. Tempo ainda para escrever sobre generais romanos. Leia aqui.
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terça-feira, 18 de março de 2008
Política/Internet: um espaço conflitual
Nas últimas eleições espanholas, apenas 15 por cento dos candidatos tinham um espaço pessoal na net. Mas os dois grandes partidos, PSOE e PP, apostaram forte nos novos meios de comunicação.
O problema é que, como provam estes números do El Pais, os políticos ainda duvidam – ou desconhecem – as potencialidades da net. Mas, hipocritamente, usam-na para (tentar) ganhar novos públicos que, ao mesmo tempo, desconfiam dos políticos.
O habitual “navegador” na net não liga a política e também desconfia do sistema que a envolve.
Os políticos têm de encarar as novas plataformas mediáticas como arena das suas disputas. Hoje, não sei se vale mais uma foto no “Público” ou um vídeo no “You Tube”, mas inclinar-me-ia para o segundo.
O estudo referia que 58 por cento dos internautas espanhóis têm menos de 35 anos, e os que têm entre 16 e 24 anos dedicam mais 22 por cento do seu tempo à net do que à televisão.
Números interessantes que nos EUA são utilizados à séria. Repare-se que a net trouxe uma capacidade de mobilização e arrecadação de fundos de que o grande triunfador é Obama.
Todos os candidatos americanos recorreram às novas ferramentas, os mais amadores pagaram por isso. É conhecido o caso de Denis Kucinich que ao montar o seu Face Book deparou, por falta de controlo, com um transsexual que se projectou através dele e proporcionou um dos momentos mais hilariantes de campanha.
A política deve usar e abusar da Internet. Ainda faz soundbyte, entra em território virgem e pode cativar o eleitorado mais jovem, o mais desapegado das lutas pelo poder. De conflitual a pacífico, será esse o sentido desta relação no futuro.
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O, mas O, soundbyte
«O trabalho da imprensa consiste em separar o trigo do joio…e publicar o joio».
Adlai Stevenson, candidato Democrata derrotado em 1952 e 1956 por Dwight Eisennhower. E impedido de se candidatar pela terceira vez, porque os Democratas apostaram na chapa JFK/Johnson
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segunda-feira, 17 de março de 2008
Passatempo “Por onde é que eles passam”
Todas as semanas vamos postar aqui fotos tiradas pelos nossos cicloturistas, para vocês adivinharem o local onde foi tirada.
Para participar é necessário responder na caixa de comentários do nosso blog – identificando-se - e juntar uma frase original sobre o que faziam com os nossos mil euros.
O vencedor será aquele que cumpra estes dois pontos:
1. Acertar no local das fotografias
2. Escrever a frase mais original. A frase será escolhida por um júri composto por toda o Grupo YoungNetwork (cerca de 45 pessoas)
O vencedor desta semana ganha prémios da Salomon!
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Sarko, o falso...
Depois do terramoto provocado pela esquerda francesa, que só deixou Marselha, nas grandes cidades, para a UMP, leio o seguinte comentário de um conselheiro de Sarkozy, reproduzido hoje por Teresa de Sousa no Público: «os franceses querem vê-lo menos jet-set e mais presidencial. Será agora mais discreto e mais distante».
Quanto maior é o poder, maior a solidão. E Sarko, hoje, não se sente só, apenas porque está apaixonado.
Aprendi, rapidamente, uma coisa na política: simular ser genuíno é um tiro no pé.
Criar falsas máscaras, primeira tábua para um caixão.
Sarko «discreto e distante» é para rir. Se vai mudar, ainda se afunda mais, ou então este conselheiro é daqueles que faz parte do batalhão, mas ninguém ouve.
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...Sarko, o verdadeiro
Deixo também às nossas colegas bloggers do Protocolo.com. pt, que costumo visitar, a possibilidade de um comentário a este post, como fiz com D. João VI.
Sarkozy criou um incidente diplomático na África do Sul, porque no momento de se brindar com o chefe de Estado africano, virou costas e só brindou com Carla Bruni, sorridente e apaixonado.
Em termos de protocolo, internacionalmente, foi trucidado. Mas qual será o remédio para um Presidente apaixonado, que se está marimbando para tudo menos para o seu umbigo e para a sua ex-top model?
Como actuaria um eficaz protocolo para evitar a má comunicação e a má imagem de um líder que acha a sua sombra mais importante que os seus congéneres?
Este é o verdadeiro Sarkozy. Impossível de mudar. Há políticos para quem, por muito que se insista – e às vezes insiste-se muito – os consultores de comunicação não contam.
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