A Ongoing Strategy, liderada por Nuno Vasconcellos, comprou a Económica (DE e Smec) por 27,5 milhões de euros. Venceu nesta contenda a Cofina, Grupo Lena, Sonaecom, Horácio Piriquito e Miguel Albarroado. O valor da transacção representa um múltiplo de 17,2 face ao EBITDA e mais de duas vezes a facturação. É difícil dizer à cabeça se um negócio está caro ou barato. Depende do que se fizer com ele e dos resultados futuros. Mas um múltiplo de EBITDA como este, para um negocio de Imprensa, barato não parece ser.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Nuno Vasconcellos compra Económica
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segunda-feira, 30 de junho de 2008
Manuela e as agências de comunicação
O ódio de Manuela Ferreira Leite pelas agências de comunicação é tão incompreensível, quando o seu pai espiritual (Cavaco) foi eleito com a ajuda de uma.
Bastava ver a primeira semana pós-congresso na imprensa para perceber que, Manuela, na comunicação, sem protecção, vai ser neve num país tropical.
Os tempos são outros e até Cavaco Silva percebeu isso.
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“Os meninos de ouro”
Esta semana fomos bombardeados com “meninos de ouro”.
É a biografia autorizada de José Sócrates com este nome e foi Paulo Rangel assim também apelidado pelo Expresso. Qual deles, afinal, será?
O primeiro “bambino d`oro” de que ouvi falar foi uma lenda da “squadra azurra”, Gianni Rivera, um ícone do futebol italiano dos anos 70.
Mas os verdadeiros “meninos de ouro”, os que recomendo são os que se encontram nas páginas de um livro genial de uma das nossas maiores escritoras, Agustina. Sempre a revisitar na edição da Guimarães.
«As doenças não só são as viagens dos pobres, são também as escoriações belas dos ricos»; «quando se localiza o medo de alguém tudo é permitido»; «as pessoas são acometidas de um desejo desmesurado de se relacionarem com o seu próprio retrato, mas retrato infiel, só que implacável na sedução que exerce».
«Todos queremos ser o que não somos», escreve, nos seus “meninos de ouro”, Agustina.
É para isso que servem biografias autorizadas e panegíricos na imprensa.
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Nova agência quer relações com investidores
Vai surgir uma nova agência no mercado português, especializada em relações com os investidores. A empresa terá uma estrutura pequena e atacará no PSI20. Pelo que sei de fonte próxima do processo, os fundadores serão dois, e com bastante experiência em comunicação. Um deles saiu de uma cisão há bem pouco tempo, enquanto o segundo é um ex-director de jornal.
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Nomes espertos
“Amanhã não me posso reunir consigo, é que às quartas estou na universidade.”
“A minha empresa está sedeada no Taguspark…”
“Trabalho em biotecnologia.”
“…o meu colega da Católica…”
“…agora estou na Jerónimo Martins…”
“Vivo na Expo.”
Há nomes que contêm em si muito informação, pelo que é usual utilizarmo-los com muita frequência nas nossas conversas. Podemos chamá-los de espertos porque funcionam como marcas e agregam um conjunto de informações sobre pessoas e/ou empresas, que queremos passar aos receptores.
Em termos de imagem não é a mesma coisa uma empresa ter morada na Quinta da Fonte ou em Tercena, assim como não é a mesma coisa dizer que se trabalha na Sonae (ainda que como estagiário) ou na Madeira Silva & Irmãos (como director).
Estes nomes, que são marcas, e que são espertos, têm tendência a surgir com naturalidade (!?) nas primeiras conversas que temos com os nossos interlocutores. É uma forma indirecta de nos posicionar, impulsionando o nosso estatuto.
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sexta-feira, 27 de junho de 2008
Já disse que não!
Desculpem-me caros leitores, mas esta é uma mensagem para os youngnetworkers.
Caros youngnetworkers, peço-vos que parem de me enviar relatos do que estamos a fazer com os clientes. Já vos disse que não vou publicar no blog.
Um, porque não faz parte do nosso critério editorial, dois, porque só vale a pena fazê-lo nos casos em que tem utilidade para os leitores, três, porque o do fundo da Comunicação não é um blog de propaganda e, por último mas não menos importante, porque dizer bem de nós próprios é tão "last season*".
* A expressão "last season" foi importada para a agência pela boca da criativa Joana.
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Duda Mendonça de novo com Maluf
O ex-governador de S. Paulo, Paulo Maluf quer contar de novo com o marqueteiro que lhe deu no passado as vitórias, Duda Mendonça.
Agora, será candidato à “Prefeitura” paulista (presidente de câmara) apenas com um objectivo: «limpar a imagem, já que a vitória é carta fora do baralho», diz a Veja. Não vai atacar ninguém e só apresentará as suas propostas.
Lembro uma história contada por Chico Santa Rita no seu livro “Batalhas eleitorais”. No Brasil há muito a tendência na comunicação política para se fazerem “jingles” (musiquinhas).
Numa altura, Duda quis passar a mensagem de político “fazedor” e apostou em «Maluf Faz».
Logo surgiu um “jingle” da oposição: «Maluf faz, faz, faz… a gente andar para trás, trás, trás».
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O, mas O, soundbyte
«Precisamos de famílias para criar as nossas crianças. Os pais precisam entender que a responsabilidade não acaba na concepção. Eles precisam entender que o que faz um homem não é a capacidade de gerar uma criança, mas a coragem para educá-la».
Barack Obama
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O alfaiate que não é do Panamá
Todos os dias há notícias interessantes.
A PSP não tem subsídio de fardas actualizado há 20 anos, logo, muitos agentes compram na candonga algo que tem de ter dignidade e é a primeira imagem de uma corporação.
Serem esmerados e zelosos na sua apresentação traz benefícios aos agentes e à credibilidade da PSP. Mas, os salários são baixos e há famílias para sustentar daí que apareçam as artimanhas para poupar na farda.
O director-nacional da PSP, Oliveira Pereira, que não deve levar para casa ao fim do mês o mesmo que os seus agentes, acha tudo o atrás descrito normal e assume «que tem um alfaiate particular para lhe fazer fardas».
Extraordinário país onde tudo o que é medíocre e tacanho parece normal.
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See you, Mr. Gates
É hoje. O homem que criou a indústria de software abandona a sua primogénita ao fim de 30 anos. No final da sua história na Microsoft, Bill Gates ainda deixa a sua simpatia de sempre para com os concorrentes: "Há que dar mérito aos concorrentes pela nossa história...". Quando, noutro contexto, se poderia esperar uma conclusão de frase como "contribuiram para nos tornarmos melhores", com Gates o remate "...eram corredores muito fracos" nem chega a surpreender. Há muito de verdade na sua frase. Neste e noutros contextos.
O Jornal de Negócios edita hoje um especial sobre Bill Gates.
Blogografia: Sete dias de História.
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E lá desapareceu do Sapo...
Demorou um pouco mais do que eu esperava, mas lá desapareceu o video da ratazana atómica, by Nike.
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quinta-feira, 26 de junho de 2008
Presspectives: Internet x2, Expresso, Mentiras e Saloiices
Nesta edição a Presspectives publica uma entrevista exclusiva com Henrique Monteiro, director do Expresso, apresenta o estudo que dá a Internet com o dobro da influência da televisão e revela algumas tendências dos meios sociais. Leia a e-zine aqui.
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Uma boa tarde para morrer
Em Outubro escrevi isto
Agora, foi o New York Times a render-se à arte e aos predicados de José Tomás. Porque os espanhóis amantes dos touros, esses, já o tornaram um Deus.
A 5 de Junho, em Las Ventas, JT cortou quatro orelhas e saiu em ombros. No outro domingo ali voltava, e ninguém sabia, especialmente os mais próximos, o que ele ainda podia dar mais.
A sua imagem de asceta e fora do comum para os toureiros actuais que povoam as revistas “del corazon”, leva-o a não falar à imprensa desde 2000. Não reza à Virgem nem aos santos antes das corridas e, para espanto geral, não brindou nenhuma faena ao Rei que foi à Praça para o ver.
É um asceta que bebe Coca-Cola, não fuma, faz desporto – especialmente futebol -, come de forma austera, ouve música e lê poesia e livros de toureiros.
Não sabe o que é o “marketing”, mas melhor “marketing” do que vender a morte ao serviço da sua arte não há.
Esse domingo, então, três orelhas…e três cornadas, quase mortais, que o levaram à enfermaria em estado delicado como rezavam todos os diários espanhóis que fizeram manchete da sua lide, no dia seguinte.
Deixo uma parte da crónica do “El País”, em espanhol, que para quem tem emoções e gosta de poesia dispensa tradução: «La imagen de José Tomás, el cuerpo magullado, el traje ensangrentado, dolorido por la herida que llevaba en el muslo derecho, pero com las dos orejas en las manos, cruzando de punta a punta el diâmetro de la plaza camino de la enfermeria, y los tendidos, sobrecogidos, puestos en pie, al grito unânime de “torero, torero”, es de esas que permanecerán para siempre en la memoria de las 24.000 almas que asistieron ayer a una corrida épica que tuvo como protagonista a un héroe de película, revivido en torero de hoy, um mago del valor, capaz de hacer emerger las emociones más apasionantes del ser humano.
JT llegó a Madrid dispuesto a superar lo insuperable; es decir, a dejarse matar antes que perder la batalla contra sí mesmo. Y la fe que lo demonstro com una entrega absoluta, com una heroicidad sobrehumana y com un insuperable desprecio a la vida. Porque, ayer, JT estaba disouesto a morir. Y a punto estuvo de conseguirlo»
Resta dizer que JT, quando entra na enfermaria apenas dizia: «esto ya lo conozco».
O mito, a primeira lenda do toureio do século XXI tem uma marca: a da morte. E chama-se José Tomás.
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