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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Já aderiste ao grupo?

Por Sofia Lima*

Pingo Doce e Maitê Proença. Nas últimas semanas, não se falou de outra coisa.

De entre as potencialidades da Internet que emergem e se desenvolvem diariamente, não há dúvida que as redes sociais têm um enorme impacto na opinião pública, sobretudo quando utilizadas em simultâneo. Hoje em dia, não só as pessoas têm a possibilidade de manter contacto diário das mais diferentes formas (messaging, blogging, jogos online, etc.), como podem reagir a situações de forma muito mais imediata, simples e eficaz do que há uns anos.

Face à campanha publicitária do Pingo Doce, houve quem formasse grupos e elaborasse artigos para expor o seu descontentamento… para imediatamente surgirem os defensores da campanha. Com a polémica originada pelo vídeo da Maitê Proença, foi fascinante a velocidade com que os portugueses expressaram a sua indignação, conseguindo inclusivamente que a actriz pedisse desculpas públicas e que a imprensa nacional se debruçasse sobre o assunto.

As pessoas estão ligadas, atentas. Têm a possibilidade de expressar a sua opinião e de se unir activamente a uma causa apenas com um clique ou um parágrafo; não precisam de se deslocar ou de unir esforços em termos físicos. A teoria das ondas sociais ganha força e cada vez mais importância na Era 2.0… É fascinante assistir a estes fenómenos do ponto de vista sociológico.


* Senior Consultant
Grupo YoungNetwork

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Duda Mendonça de novo com Maluf

O ex-governador de S. Paulo, Paulo Maluf quer contar de novo com o marqueteiro que lhe deu no passado as vitórias, Duda Mendonça.
Agora, será candidato à “Prefeitura” paulista (presidente de câmara) apenas com um objectivo: «limpar a imagem, já que a vitória é carta fora do baralho», diz a Veja. Não vai atacar ninguém e só apresentará as suas propostas.
Lembro uma história contada por Chico Santa Rita no seu livro “Batalhas eleitorais”. No Brasil há muito a tendência na comunicação política para se fazerem “jingles” (musiquinhas).
Numa altura, Duda quis passar a mensagem de político “fazedor” e apostou em «Maluf Faz».
Logo surgiu um “jingle” da oposição: «Maluf faz, faz, faz… a gente andar para trás, trás, trás».

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Duda Mendonça em Portugal

Nos próximos tempos, chegará a Portugal o melhor “marqueteiro” brasileiro: Duda Mendonça.
O homem que ao fim de três derrotas conseguiu levar Lula ao Planalto.
A escola brasileira de comunicação política é muito marcada pela publicidade. As suas “trutas” são “ad people”, muito poucas foram RP, passaram pelo jornalismo ou assessoria política.
Experiências diferentes mas que se podem cruzar.
E Duda, pelo menos, não é consultor de vão de escada promovido a mago pela ignorância de alguns.
Virá em breve a Portugal, vamos ver se trabalhará com alguém...

sexta-feira, 28 de março de 2008

Mulheres

Gosto.
É um dado importante que são fundamentais também na política. Aquele aforismo muitas vezes repetido e que todos conhecem ilustra-o bem.
Não sou grande apologista da exploração da companheira na acção política, por muito bonita que ela seja como era a Bárbara Guimarães.
Mas têm um papel importante na dulcificação da imagem mais severa do homem que decide, toma decisões e tem de ser duro.
Cavaco, antes de ser candidato presidencial, já estava a viver uma fase “lulinha paz e amor” (como Duda Mendonça criou para Lula).
E a capa do Expresso com os “netinhos” foi a coroa de glória, e uma magnífica manobra de quem a concebeu.
Agora, Maria – minha professora de português na Católica e que baseou esse ano em três grandes escritores de língua portuguesa: Machado de Assis, Fernando Pessoa e Agustina –brilhou como muito poucas primeiras-damas brilharam no estrangeiro.
Com capa em todos os jornais, sem esquecer para as classes C/D os gratuitos, Maria deu a Aníbal uma das mais belas lembranças de que este casal – goste-se ou não – guardará na sua memória.
Kanimanbo*.

*Obrigado, em Changane