segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Sinal dos tempos

Se Barry Goldwater foi fundamental no final dos anos 60 para a revolução conservadora e os fundamentos dos “neo-cons”, hoje percebe-se qual o papel de Obama.
No outro dia, Maria Vargas llosa, reflectia que na América «as revoluções são pacíficas, passam-se nas urnas, e não com balas nem bombas, mas com votos e palavras».
O “yes , we can” está a marcar a agenda política e, sobretudo, a manobrar os novos meios de comunicação. No “you tube” teve 14 milhões de curiosos. Engraçado é que o segundo mais visto é o velhinho libertário republicano (?), Ron Paul.
Mas só para se perceber o que pode ser o triunfo da revolução Democrata, repare-se neste sinal. Nas novas tecnologias de informação, Obama arrasa. E os Democratas têm o triplo dos visitantes, de curiosos, de amigos, dos Republicanos

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Talento de Miguel Barreira


Grande Miguel Barreira. Esta foto valeu o sensacional terceiro lugar do World Press Photo 2008, na categoria de Sports Action. O Miguel começou a carreira de fotojornalista no Jornal de Negócios, sendo meu contemporâneo lá. Um óptimo profissional.

Esta fotografia ao bodyboarder Jaime Jesus foi tirada durante o campeonato nacional de bodyboard, na Nazaré.

Outra cisão?

E não é que vai haver outra cisão na comunicação. Para descobrir começar pelas agências históricas para ser mais rápido.

Empreendedorismo à Prova

O sono levou-me entretanto o terceiro post, que completava a triologia de programas que “televisionei” ontem. Três programas! E dois deles do início ao fim!

Na RTP2 estreou ontem o Audax Negócios à Prova, uma iniciativa do ISCTE e da televisão pública apresentada por Sérgio Figueiredo.

Trata-se de um concurso para promover o empreendedorismo, ao desafiar os concorrentes a elaborarem planos de negócios para a criação de empresas inovadoras, que contribuam para o desenvolvimento da nossa economia.

Em cada programa serão apresentados três projectos. E o júri, composto por Esmeralda Dourado da SAG, Jorge Armindo de muitas coisas, e João Pimenta da PT, escolhe o melhor destes projectos para passar à fase final e candidatar-se ao prémio de 50 mil euros.

A ideia é boa, a RTP2 convida à sobriedade, que está patente, e ontem o projecto que ficou em primeiro, de Frederico Albergaria, pareceu manifestamente um negócio com pernas para andar – contentores rebatíveis para a construção civil. Esmeralda Dourado foi o elemento do júri com melhor nota.

Não gostei dalguns tiques de concurso mainstream, como aquela entrevista final ao concorrentes, já fora do estúdio, a perguntar se estavam nervosos, como se sentiram e como correu a apresentação. Para o tipo de público a que se dirige não se adequa.

Classificação final: para quem gosta de negócios vale a pena ver.

Mais informação em Audax.tv.

Diga lá Paulo Rangel

Vi a Voz do Cidadão até ao fim. Quero ser um telespectador informado sobre a problemática das alterações de programação e um zeloso controlador dos horários dos programas.

O zapping levou-me até ao Diga Lá Excelência, a passar na RTP2, numa co-produção com Renascença e Público. O entrevistado era Paulo Rangel, que confirmou que está à vontade em muitos dossiers, que tem agenda própria e que é um bom comunicador.

A seguir com atenção.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

O tele-apresentador

Já há muito tempo que não via tanta televisão durante um serão. Liguei o aparelho antes das 21, e pouco depois começou a Voz do Cidadão na RTP1.

Paquete de Oliveira inicia a visita às nossas casas com uma felicitação a todos os telespectadores. O provedor repete a palavra telespectador tanta vez que verifico o calendário para ver em que década estamos. De seguida passa-se a palavra a alguns telespectadores muito representativos. Nota-se que há ali critério de amostragem na medida que cada um, com alguma bondade, se representa no máximo a si próprio. Há uma telespectadora zangada porque a programação e os horários não são cumpridos. E não avisam com tempo as alterações. Outra telespectadora não concorda com a repetição do Gato Fedorento. Entretanto, Paquete de Oliveira volta para contar a queixa do telespectador de Macau. Outra telespectadora concorda que Quem quer ser milionário é serviço público porque ensina o zé povinho, já o Preço Certo não é. O Ghandi passou para a meia-noite, e uma telespectadora que nunca tinha visto não pôde ver porque era muito tarde. Não há direito.

Uma sugestão de serviço público para José Fragoso, novo director de programas da RTP: tirar a voz a Paquete de Oliveira. Se for pedir muito, pelo menos do horário nobre de sábado.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

O anão em bicos de pés

“Não há nada mais ridículo que um anão colocar-se em bicos de pés”. Este comentário foi colocado no blog do fundo da Comunicação a propósito deste meu post. Optei por não o publicar (é o segundo comentário que não publicamos no espaço de seis meses) porque mereceu honras da minha reflexão. Para ter a informação completa só aqui falta dizer que o post não tinha identificação do autor.

O comentário inclui três das características que fazem de uma crítica injusta e revela também uma verdade.

Três factores para esta crítica ser injusta:

1. A crítica é anónima. Este comentário vem de alguém que prefere manter o manto protector que a Web dá. Mas o lúgubre da sombra desmerece sempre a própria crítica.

2. Utilizar advérbios superlativos relativos. Será que não há mesmo nada mais ridículo no mundo que um anão estar em bicos de pés?

3. Sou um anão? Tenho um metro e 70 e pouco, pelo que me posso sentir o verdadeiro português médio. A YoungNetwork é um anão? A interpretação da analogia João Duarte-director da YoungNetwork-chefe dos anões-YoungNetwork-agência anã já nos leva por caminhos diferentes. O conjunto de 40 anões que fazem parte do Grupo YoungNetwork trabalha com estes clientes. Oferecem-se alvíssaras para se encontrarem os gigantes.

Uma verdade no comentário:

Se calhar escrever isto é de alguma forma estar em bicos de pés. É alguma presunção do chefe dos anões falar publicamente assim.

Embora não tenha faltado à verdade quando o escrevi, estou a dar uma mensagem para os anões (leia-se novamente youngnetworkers) que não quero dar.

A YoungNetwork assume-se como o challenger do mercado. Para vencermos temos que fazer mais e melhor que os concorrentes. A pressão está toda do nosso lado. Não podemos tirar o pé do acelerador. Temos que continuar na luta, com exigência máxima connosco próprios. O objectivo é ambicioso: manter todos os nossos clientes satisfeitos.

Que o sucesso alcançado não ofusque nenhum dos anões. Cá estarei abrasivo como sempre e de cutelo afiado para que isso não aconteça.

Barcelona na vanguarda

Ainda há pouco tempo falava com o João da possibilidade das direcções dos clubes portugueses mandarem alguém lá fora, aos grandes clubes do mundo, para aprender e conhecer as “best practices”.
Ao ler o El Pais de quarta via-se o seguinte: Barça alugará o mítico Camp Nou por 40 mil euros aos que desejem jogar nele.
É uma medida do departamento de “mercadotecnia” do clube e é dirigida a empresas e organizações que «desejem oferecer uma experiência única aos seus trabalhadores ou associados».
Vamos ao “pack” básico:
.4º mil euros para um total de 35 jogadores, mas ainda se podem inscrever mais 15, a 600 euros por cabeça.
.Cada participante receberá um uniforme oficial do Barcelona, com o seu nome estampado na camisola.
.Incluída a contratação de um árbitro, serviço de “megafonia” para anunciar as equipas, foto de recordação e um diploma “eu joguei no Camp Nou”. Mas ainda se podem contratar extras:
.Podem assistir todos os que quiserem, por 60 euros por cabeça, que têm direito a visita guiada ao estádio, seguir o jogo e entrar no cocktail oferecido a todos os jogadores no final da partida.
.Pode-se contratar o autocarro oficial do clube (800 euros)
.Jogar em horário nocturno, por mais 2800 euros.
.Comprar DVD oficial do jogo a cargo dos profissionais do canal privado do clube, e que custa 6 mil euros.
Não esquecer que o Sporting quando fez o jantar do centenário, no relvado, esgotou. E como aqui temos leitores que gostam de desporto e, alguns, fortemente ligados a clubes aqui fica a minha contribuição.
Adaptando os preços a Portugal, seria um sucesso comercial para os clubes portugueses. Que bem precisam de dinheiro em caixa.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

In the zone

Na NBA quando um jogador está, durante um determinado período de jogo, com a "mão quente", ou seja, acerta todos os lançamentos que atira ao cesto, seja de onde for, diz-se que esse jogador está "in the zone".

Barak Obama, com as suas oito vitórias consecutivas está definitivamente "in the zone".

Reparem nesta acção de campanha. Bom. Muito bom.

Gordo és tu!

O chocolate não engorda, quem engorda és tu.

(com esta calei-me).

Hoje é o dia de São Valentim. Gosto de efemérides. Orientam-nos. Dão-nos segurança porque estão sempre lá. E para a comunicação é excelente. E sim, também sou das que refila por termos de nos divertir em data certa, pelo espírito consumista que se vive, pela obrigatoriedade da coisa. Mas gosto.

Em Portugal temos vindo a assistir a uma diminuição - em cerca de 24,9% - de número de casamentos celebrados (ver notícia Diário Digital). Hoje casa-se menos e mais tarde.

Proponho a criação do Dia do Cupido.

Gosto de efemérides.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

lololololol....a resposta é sim

Gosto do que escreve Luís Paixão Martins. Não só quem lê o seu blog fica a perceber mais de comunicação, como ainda recebe como extra a ironia da sua escrita. E aqui não estou eu a ser irónico, é mesmo a minha opinião, e o meu tom é totalmente positivo, caso a anterior expressão levante dúvidas.

A resposta a todas as perguntas que coloca neste post é sim, enganam.

Mas disso sabe Luís Paixão Martins muito bem, ou não escrevesse de outra forma o mesmo no seu blog, quando nos diz que é a partir dos seus números que alguns concorrentes "fecham" os deles. Ver aqui.

Neste ponto partilhamos a mesma opinião, mas a sua opinião não dá cabo de mim. Nem mensagem nem mensageiro. ;)

Porque não vai haver ranking

Já tinha saudades de escrever aqui depois de um breve hiato nos meus posts, por motivo de férias.

Não é a primeira vez que escrevo sobre o tema, mas volto a ele mais conclusivo e contundente, espero.

Cinco razões porque não vai haver ranking:

1. Muitas agências de comunicação enganam há anos os Media na apresentação dos seus resultados. Ver aqui, ali e acolá um exercício que fiz partindo apenas de divulgações da própria empresa. Ver também este post. Ora, havendo um ranking, muitos dos actuais players iriam perder a face com a apresentação do mesmo.

2. Algumas das agências conhecidas desapareceriam no ranking, porque a sua actual notoriedade já não corresponde à sua actual dimensão.

3. Algumas das principais agências não se entendem no âmbito da APECOM. Estamos mesmo a ver que se vão entender quanto a critérios de ranking e quanto à entidade externa que deve auditar os números e publicar o ranking.

4. Diferentes critérios dariam posições no ranking diferentes, com a agravante (agravante no sentido da existência do ranking): critérios diferentes dariam líderes diferentes.

5. Não há um critério visível, que seja público, que permita obstar a força dos quatro pontos anteriores. Como no caso da publicidade, onde, de uma maneira lata, se pode pegar nos clientes de cada agência, no número de inserções nos meios e nos preços de tabela para elaborar um ranking.

Poderemos continuar a escrever, teorizar, divagar sobre o tema dos rankings, mas podem tomar nota do que escrevo: não vai acontecer.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Que protocolo para D. João VI?

Por causa do aniversário da fuga de D. João VI para o Brasil, tive a oportunidade de acompanhar na Veja um artigo engraçadíssimo sobre os hábitos de algumas figuras da história mundial.
A única coisa que posso dizer é que em comunicação eram incomunicáveis, mas por acaso gostava de saber o que é que as colegas da blogosfera do www.protocolo.com.pt diriam sobre isto:
.Isabel, a Católica, em 53 anos de vida tomou dois banhos de corpo inteiro.
.Luis XIV só tomava banho por ordem médica. Versalhes era uma imundície e as fezes só eram recolhidas dos corredores uma vez por semana.
.O nosso D. João VI tinha horror à água, detestava banhos e vestia a mesma roupa até apodrecer.
Perante isto, o que é que especialistas poderiam fazer. Cuidar da sua imagem na história seria mais fácil do que na vida diária.