sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Martim Avillez Figueiredo deixa DE

O director do DE vai sair do jornalismo, de acordo com o Negócios.pt.

Político que percebe de comunicação

Anteontem, na Assembleia da República, um político que agora prefere estar discreto, dizia-me que, em termos de comunicação, «é sempre bom para um avião ter uma torre de controle que o ajude a chegar ao destino».
As agências de comunicação gostam de políticos que percebam de comunicação.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Old news

Comunicado ontem a compra do Sol pela Cofina. Comunicado no início de Setembro no do fundo da Comunicação.

Troquem de agência, mas deixem a Cláudia


A Triumph abriu concurso de publicidade, para above e below-the-line. Objectivo aparente: diminuir os acidentes nas cidades portugueses, causados pelos seus muppies. Outras informações na Briefing.

Pê Jotinha

A Pê Jota está a ficar num beco onde pode não encontrar saída. Estamos a assistir, em directo, à falência da instituição. A falta de resultados, tal como na Luz ou em Alvalade, vai fazer cair primeiro treinadores, depois directores-gerais e por fim a própria instituição.

Ele é Aurélio Palha, patrão da noite portuense. O que aconteceu?
Ninguém viu, ninguém sabe.

Ele é Maddie McCann. Sumiu? Como? Porquê?
Passam seis meses e a Pê Jota mantém em aberto todas as hipóteses.

Ele é homicídio à bomba. E agora? O que esperar?
Lá para as calendas continuaremos a ler nos jornais que as provas são inconclusivas.

Ele é dezenas ou centenas de crimes anónimos por resolver.
Depois da notícia costumeira no Correio da Manhã ou no 24 Horas tudo será esquecido, não esclarecido.

O clima de impunidade que se vive corrói o efeito dissuasor que a lei e ordem devem garantir. A Pê Jota precisa de mostrar resultados imediatos nalgum destes casos. Necessita de os comunicar para repor a confiança da população. É um problema, primeiro de eficácia e depois de comunicação.

De nada vai valer à Pê Jota nem ao Ministério Público a proximidade com os Media, garantida pela passagem de escutas em primeira-mão, de acordo com os seus interesses para influenciar a opinião pública (alguém ainda tem dúvidas de quem as coloca cá fora? Talvez só o “naif” Souto Moura acredite que foi “um passarinho que segredou”…), para a livrar do enxovalho que é não ter nada para apresentar. Também as parangonas bombásticas com as Operações Furacão, Casa Pia ou Apito Dourado não os salvarão. Todos estes posteriormente encalacrados nos Tribunais anos a fio.

Entradas à campeã e saídas sob lenços brancos. Caminhas triste, Pê Jotinha.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

IPRA Summit


Há cerca de um mês estive no IPRA Summit em Londres, um dos principais seminários de relações públicas na Europa, onde conheci Neil Boyd, vice-presidente da Hill & Knowlton no Canadá. Tivémos, eu e a Sílvia, inclusive, a oportunidade de almoçar com Neil e com Gary Wells, da americana Dix & Eaton's, que conheci no congresso do ano passado.

Pela falta de tempo, ainda não escrevi sobre algumas novidades de comunicação discutidas nesse Summit, onde uma vez mais os dois únicos portugueses eram cá da casa.

Deixo o blog de Neil Boyd e o post que resume o segundo dia de Neil no seminário, onde se inclui um chat comigo.

Receita, por Tony Blair

A receita para a Europa, para o homem que comandou o Reino Unido na última década, é concretizar e aprofundar a relação entre os Estados membros. Estes desafios só podem ser vencidos globalmente e o Mundo precisa de uma União Europeia mais forte. A Europa precisa de mais poder político, militar e económico. E só o consegue fazer com uma política diplomática única e uma política de defesa única. Neste cenário, é fundamental ter capacidade militar, o que se consegue juntando forças.

Além de uma Europa forte, a aliança com o Estados Unidos também tem de ser forte. Neste ponto, ficou o recado: "muitos podem discordar de Bush, mas no essencial defendemos, Europa e Estados Unidos, a mesma coisa". Com efeito, os valores de base são os mesmos: liberdade, sociedade de direito, justiça e democracia.

Quando não ajudamos os outros povos, não os conseguimos convencer destes valores. Na divisão do Mundo em vários blocos, nesta nova Era, é prioritário entendermo-nos a Ocidente e criar uma força única capaz de influenciar outros países, nomeadamente em África. Tony Blair rematou: "Acredito que pessoas livres preferem os nossos valores. Eu acredito nisso".

Desafios, por Tony Blair


Fui ontem ouvir de viva voz Tony Blair à Culturgest, na sede da Caixa Geral de Depósitos. O ex-primeiro-ministro britânico começou por posicionar o Tratado de Lisboa como enquadramento para o que vem a seguir. E o que vem a seguir? Necessariamente uma agenda para concretizar o Tratado, diz Blair.

Segundo o ex-inquilino do número dez de Downing Street, onde permaneceu dez anos, temos quatro desafios que são ao mesmo tempo ameaças e oportunidades.

1. Globalização. As pessoas têm de se adaptar constantemente a novas conjunturas. A ascensão da China e da Índia agora o obrigam. Estes países estão neste momento a passar pela revolução industrial, que os fará passar de uma estrutura eminentemente agrária para outra secundária e terciária. E a ascensão não está confinada às suas fronteiras, sendo já economicamente extensível a todo o mundo, e politicamente a África.

2. Energia. Duas faces da mesma moeda: por um lado, a instabilidade energética que se vive, com a Europa a necessitar de ser menos dependente das fontes de energia de Rússia, Médio Oriente e outros países instáveis; por outro lado, a questão ambiental associada, onde teremos que fazer um acordo global para combater as mudanças no clima.

3. Terrorismo. Tony Blair tem razão quando diz que esta ameaça não consegue ser vencida pelos meios convencionais.

4. Migração. Os fluxos de movimentos de pessoas em todo o mundo, dentro de cada país e de uns países para outros, está alterar as comunidades, que pela volatilidade se tornam mais instáveis socialmente.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Alô Venezuela!

Durante quase um mês divulgámos neste espaço as manobras de propaganda de Hugo Chávez. A partir das longas emissões Alô Presidente tentámos alertar para as claras violações democráticas impostas pelo presidente venezuelano.

Apesar da "esmola aos pobres" para camuflar a verdadeira essência da reforma constitucional, o referendo não passou (ver notícia do Público). A revolução que Chavez quer impor não deu resultados em lado algum, e a tentadora ideia de dar aos pobres - e na Venezuela há uma esmagadora maioria de pobres - o peixe em vez da cana já sentenciou muitos outros países. A história teima em dar razão ao modelo democrático e de capitalismo social para a evolução dos povos.

Seguiremos atentos ao assunto, para denunciar o contra-ataque do regime.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Mais profissionais

Maquiavel dizia que os “preconceitos estão mais enraizados do que os princípios”. Estava certo, quando pensamos, na generalidade, qual a imagem que os portugueses têm dos políticos.
Uma das referências na análise e no combate à corrupção, Paulo Morgado (administrador-delegado da Capgemini), em entrevista ao OJE, salientava, bem, que “a percentagem de incompetentes em Portugal é muito superior à dos competentes”, apesar de também reconhecer que existem pessoas “muito competentes na Administração Pública”.
Para aumentarem as competências, no meu entender, é necessário mais profissionalismo, mais especialização. Dai que eu conteste analistas que verberam contra os profissionais da política. Neste sector, como em todos, há bons e maus.
E, salientando dois casos, também há quem trabalhe para melhorar a relação eleitor-eleito e a imagem dos partidos, tendo em vista o reforço da credibilidade da actividade política e uma maior profissionalização.
Discreto, mas com talento inegável, António José Seguro fez uma brilhante reforma do Parlamento. No estatuto do deputado, cria condições de trabalho ao nível dos congéneres europeus, o que implica maior responsabilização do eleito e maior possibilidade de contacto ao eleitor.
Há dois anos, em conversa telefónica, sugeri a Luís Filipe Menezes que profissionalizasse o partido, que lhe desse capacidade de resposta moderna e bem preparada, com gabinetes técnicos competentes. Voltei a falar-lhe nisso, há pouco tempo. Hoje, segue esse caminho.
Estes são dois casos em que os políticos profissionais perceberam que a sua actividade tem de ser super-profissional. E a credibilidade dos mesmos aumenta.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

(E) Nós por cá…

… a chegar ao final de mais uma semana que passou a correr. Em destaque os highlights destes últimos 4 dias:

Terminou a Conferência europeia de doenças raras, organizada pela primeira vez em Portugal e assessorada pela YoungNetwork. O Governo, em linha com a Comissão Europeia apresentou as suas primeiras recomendações para esta temática. A proposta do Programa Nacional para as Doenças Raras vai estar em discussão pública até dia 31 de Janeiro e os objectivos são a prevenção, o diagnóstico precoce e o acesso adequado aos cuidados de saúde para estes doentes. Para cumprir estas metas, o Ministério da Saúde Português e a Direcção Geral de Saúde (DGS) propõem criar uma rede de referência com informação sobre doenças raras, através da qual seja possível partilhar conhecimento sobre as mais de 6.000 doenças raras «catalogadas».

Cerca de 30 meios de comunicação social acompanharam in loco este evento que se destacou pela enorme adesão de público nos dois dias em que decorreu.

Destaque ainda para o evento de apresentação da nova estratégia de comunicação das Pousadas de Portugal, que irão apresentar em 2008 novos produtos e serviços e um posicionamento assente no seu conceito RIF – Renovar. Inovar. Fidelizar.

As novas tendências dos consumidores portugueses, estudo desenvolvido pela TNS, foi outra das acções que assessorámos esta semana e cujas conclusões – como o facto de em média as famílias portuguesas dedicarem 66 dias por ano para fazer compras e gastarem 21% do seu orçamento em marcas de distribuição - servirão certamente para os alinhamentos dos planos de marketing de várias empresas.

Last but not least, “O Corrupto e o Diabo” é o novo livro de Paulo Morgado, que será apresentado hoje oficialmente no CCB. Através de um diálogo sarcástico e mordaz entre um Corrupto e o Diabo são debatidas as causas da corrupção, os seus actores e métodos de actuação. Livro de leitura obrigatória, que aborda este fenómeno de forma absolutamente diferente do habitual e que conta com o apoio de diversas personalidades como José Miguel Júdice, Pacheco Pereira, Faria Costa, Sérgio Figueiredo, entre outros.

E para a semana há mais!

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Mungu, ue*

Chego a Luanda às seis e 45 da manhã, depois de uma viagem de sete horas, que se fez bem, metade do tempo a dormir, a outra metade dividida por dois livros – Canário de Rodrigo Guedes de Carvalho e God’s Delusion de Richard Dawkins.

Esta viagem representa mais um passo no crescimento da DLI, uma empresa portuguesa do sector das tecnologias de informação, que actua como intermediário e parceiro das grandes marcas de hardware e software mundiais – Toshiba, HP, Microsoft, Cisco e muitas outras. A DLI é uma empresa B2B, diz pouco à maioria das pessoas, mas é agulha no palheiro. Temos que procurar bem no nosso rectângulo para encontrarmos outras empresas portuguesas que facturem perto de 200 milhões de euros. Não há mais de 100 (ver recente trabalho das 1000 maiores do Diário Económico/Semanário Económico).

Viemos, através da PressDirecto, inaugurar a operação de Angola, em Viana, num parque industrial a 17 km de Luanda, onde a DLI vai investir 2,5 milhões de dólares. A inauguração da operação ocorrerá durante a semana do Fórum TI – para este evento o avião vinha bem composto de tecnológicas portuguesas: Sapo, Toshiba, Oracle, etc..

O investimento da DLI já vem sendo estudado e planeado há bastante tempo. O crescimento da economia angolana, a reputação da empresa junto dos seus parceiros e o empreendedorismo dos gestores/accionistas fez o resto. Não é possível encarar de outra forma novos mercados.

Vou dando notícias.

* Até amanhã em Kimbundu, segunda língua em Angola

Pecados verbais

«Alguns dos conceitos mais fundamentais na sociedade são tratados nas escolas como pecados capitais» Eric Nadelstern. O responsável pela reforma das escolas – com base no mérito e na competição – de Michael Bloomberg, em Nova Iorque.