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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Inevitável

CGD quer acabar com a marca BPN. Ler no CM.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A comunicação da Justiça *

A justiça portuguesa tem um défice de comunicação irreparável.
É que se alguém perguntar a qualquer português o que pensa dela, a resposta é simples: «é lenta».
Esta imagem provoca danos insuperáveis, sobretudo quando todos os dias somos brindados via media por novelas provocadas por casos judiciais.
Reparem como o jornal diário mais lido do país (o Correio da Manhã-CM), ao fazer bem o seu trabalho e seguindo as histórias que os seus leitores mais lêem, ajuda na compreensão deste fenómeno.
Há processos que nunca morrem, justiça que nunca é feita, protagonistas – que com ou sem razão – são dizimados na praça pública por uma lei que tarda em sem aplicada.
O povo gosta de lei e ordem, mas derrete-se de prazer também ao ver figuras mediáticas – nomeadamente ricos e poderosos - trucidadas pelas notícias.
Ontem, reparem na primeira página do CM: manchete dizia “clã Oliveira e Costa contra accionistas do BPN”. Há várias semanas que o folhetim se adensa e o povo já adivinha que a culpa vai morrer solteira.
Outra, “Procurador faz prova de dois crimes de Carlos Cruz”. Milhões de caracteres para descrever um eventual crime e afinal parece que só Carlos Silvino irá pagar.
A fechar, “irmã de Carolina Salgado mentiu ao DIAP”, mais um processo sem fim anunciado.
O que temos em comum? Um presidente de um banco, uma figura da televisão, duas “senhoras” ligadas a uma história de futebol.
E o que os une ainda mais? O tempo longo de espera da decisão dos juízes e as histórias de faca e alguidar intermináveis.
É por essas e por outras que a imagem da Justiça precisa de muito melhor decisão. E melhor comunicação também.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Não aprendemos

Portugueses consideram bancos culpados do endividamento.

Não crescemos, continuamos com o espírito irresponsável da adolescência. Escusado responder à questão "quem se endividou?". Fazê-lo, mais do que um ajuste de contas com o passado, seria quiçá o primeiro passo para sair do lodo da vida a crédito. Gastar menos do que se tem, abater a dívida e adaptar o estilo ao orçamento. Seríamos um povo mais são, e, decididamente, menos infantil.

sábado, 9 de agosto de 2008

Entrevistas Presspectives

Nas 11 edições da Presspectives entrevistámos:

- Armando Esteves Pereira, Director Adjunto, Correio da Manhã
- Henrique Monteiro, Director, Expresso
- Carlos Manuel de Oliveira, Director Editorial, Marketeer
- Carla Borges Ferreira, Directora, Meios & Publicidade
- Luís Pimenta, Director, Metro
- Isabel Canha, Directora, Exame
- Rui Camarinha, Director, Briefing
- Miguel Pinheiro, Director, Sábado
- Álvaro Mendonça, Director, Oje
- Luís Ferreira Lopes, Editor Economia, SIC
- Sérgio Figueiredo, Director (em 2006), Jornal de Negócios

Presspectives: China compete pela imagem, CM em exame e opinião de Hasse Ferreira

Leia na Presspectives de Verão a entrevista a Armando Esteves Pereira, director adjunto do Correio da Manhã, a opinião de Joel Hasse Ferreira e saiba mais sobre o que a China está a fazer para melhorar a sua reputação. Edição completa aqui.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Pê Jotinha

A Pê Jota está a ficar num beco onde pode não encontrar saída. Estamos a assistir, em directo, à falência da instituição. A falta de resultados, tal como na Luz ou em Alvalade, vai fazer cair primeiro treinadores, depois directores-gerais e por fim a própria instituição.

Ele é Aurélio Palha, patrão da noite portuense. O que aconteceu?
Ninguém viu, ninguém sabe.

Ele é Maddie McCann. Sumiu? Como? Porquê?
Passam seis meses e a Pê Jota mantém em aberto todas as hipóteses.

Ele é homicídio à bomba. E agora? O que esperar?
Lá para as calendas continuaremos a ler nos jornais que as provas são inconclusivas.

Ele é dezenas ou centenas de crimes anónimos por resolver.
Depois da notícia costumeira no Correio da Manhã ou no 24 Horas tudo será esquecido, não esclarecido.

O clima de impunidade que se vive corrói o efeito dissuasor que a lei e ordem devem garantir. A Pê Jota precisa de mostrar resultados imediatos nalgum destes casos. Necessita de os comunicar para repor a confiança da população. É um problema, primeiro de eficácia e depois de comunicação.

De nada vai valer à Pê Jota nem ao Ministério Público a proximidade com os Media, garantida pela passagem de escutas em primeira-mão, de acordo com os seus interesses para influenciar a opinião pública (alguém ainda tem dúvidas de quem as coloca cá fora? Talvez só o “naif” Souto Moura acredite que foi “um passarinho que segredou”…), para a livrar do enxovalho que é não ter nada para apresentar. Também as parangonas bombásticas com as Operações Furacão, Casa Pia ou Apito Dourado não os salvarão. Todos estes posteriormente encalacrados nos Tribunais anos a fio.

Entradas à campeã e saídas sob lenços brancos. Caminhas triste, Pê Jotinha.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Quem tramou Rogério Alves?

Quatro dias fora e dois temas que ficaram por comentar. O primeiro dos quais a manchete de ontem do Correio da Manhã. Tinha evitado comentar o caso Maddie McCann até agora, mas a notícia de ontem merece as próximas linhas.

Manchete: McCann investem milhares em imagem

Lead: Advogados portugueses do casal fizeram sondagem ao mercado nacional das agências de comunicação.

A notícia de ontem influencia a opinião pública portuguesa contra os McCann, que supostamente terão convidado (ou sondado) agências para assessorar a sua imagem (a notícia é omissa quanto ao tipo de assessoria que pretendiam).

Vamos deixar de lado o acessório utilizado na história: os 50 mil euros mensais, a sondagem a outras empresas do mercado, o fazer proposta para depois recusar e o factor impeditivo para trabalhar com o caso.*

Da notícia percebe-se que três agentes sabem esta informação - os advogados e as duas agências citadas. E sabe-se que um deles foi a fonte da notícia.

- Os advogados não foram porque a notícia era tudo o que não queriam, o que obrigou Rogério Alves a negar que tenha sido contratada qualquer agência, e mesmo, que não há intenção de o fazer no futuro;

- Restam as duas agências: uma delas colocou a notícia no jornal.


* Falo de acessório do ponto de vista da interpretação dos interesses e motivações, não do ponto de vista mediático. Tomo nota também que alguns dos dados que considero acessórios são falsos e outros verdadeiros.