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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

We are the people we've been waiting for

Que grande despertar de mentes. O rastilho para um novo programa educacional no Reino Unido. Ver aqui.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

IVA londrino

O IVA baixou, no Reino Unido, 2,5 pontos percentuais para incentivar o consumo e, por essa via, dinamizar a economia. A taxa máxima passou de 17,5 para 15%.

A medida, que entrou em vigor esta segunda e durará um ano, é uma forma de "injectar" dinheiro na economia, aproveitando a época natalícia tão propícia ao consumo.

Os lojistas, sem tempo para trocar as etiquetas, deixam recados nos escaparates: “Não houve tempo de alterar os preços nos produtos, mas quando pagar o cálculo do preço será feito com o IVA a 15%”. Na hora de pagar, as compras ficam mais baratas.

Não sei se é por seriedade no cumprimento da directiva governamental, se é por acreditarem que a elasticidade procura-preço lhes é favorável, no pressuposto que baixar o IVA faz disparar de tal forma a venda de unidades de produto, que a receita aumenta, mesmo vendendo mais barato.

Só sei que, como cliente, sabe bem ser bem tratado.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Receita, por Tony Blair

A receita para a Europa, para o homem que comandou o Reino Unido na última década, é concretizar e aprofundar a relação entre os Estados membros. Estes desafios só podem ser vencidos globalmente e o Mundo precisa de uma União Europeia mais forte. A Europa precisa de mais poder político, militar e económico. E só o consegue fazer com uma política diplomática única e uma política de defesa única. Neste cenário, é fundamental ter capacidade militar, o que se consegue juntando forças.

Além de uma Europa forte, a aliança com o Estados Unidos também tem de ser forte. Neste ponto, ficou o recado: "muitos podem discordar de Bush, mas no essencial defendemos, Europa e Estados Unidos, a mesma coisa". Com efeito, os valores de base são os mesmos: liberdade, sociedade de direito, justiça e democracia.

Quando não ajudamos os outros povos, não os conseguimos convencer destes valores. Na divisão do Mundo em vários blocos, nesta nova Era, é prioritário entendermo-nos a Ocidente e criar uma força única capaz de influenciar outros países, nomeadamente em África. Tony Blair rematou: "Acredito que pessoas livres preferem os nossos valores. Eu acredito nisso".

Desafios, por Tony Blair


Fui ontem ouvir de viva voz Tony Blair à Culturgest, na sede da Caixa Geral de Depósitos. O ex-primeiro-ministro britânico começou por posicionar o Tratado de Lisboa como enquadramento para o que vem a seguir. E o que vem a seguir? Necessariamente uma agenda para concretizar o Tratado, diz Blair.

Segundo o ex-inquilino do número dez de Downing Street, onde permaneceu dez anos, temos quatro desafios que são ao mesmo tempo ameaças e oportunidades.

1. Globalização. As pessoas têm de se adaptar constantemente a novas conjunturas. A ascensão da China e da Índia agora o obrigam. Estes países estão neste momento a passar pela revolução industrial, que os fará passar de uma estrutura eminentemente agrária para outra secundária e terciária. E a ascensão não está confinada às suas fronteiras, sendo já economicamente extensível a todo o mundo, e politicamente a África.

2. Energia. Duas faces da mesma moeda: por um lado, a instabilidade energética que se vive, com a Europa a necessitar de ser menos dependente das fontes de energia de Rússia, Médio Oriente e outros países instáveis; por outro lado, a questão ambiental associada, onde teremos que fazer um acordo global para combater as mudanças no clima.

3. Terrorismo. Tony Blair tem razão quando diz que esta ameaça não consegue ser vencida pelos meios convencionais.

4. Migração. Os fluxos de movimentos de pessoas em todo o mundo, dentro de cada país e de uns países para outros, está alterar as comunidades, que pela volatilidade se tornam mais instáveis socialmente.