quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Verso de contra-capa

No verso da contra-capa do relatório The World in 2009, da revista The Economist, temos uma publicidade directa da Macedónia, que acende a luz na cabeça dos investidores.

A página de pub, crua, sem pudor, reza o seguinte:

. Precisa de cortar custos? Invista na Macedónia (ilustra com uma tesoura)

Depois vem o menu:

. 0% de impostos para lucros reinvestidos
. Trabalho competitivo a 400 euros/mês (salário bruto médio)
. Acesso a base de clientes de 650 milhões (acordos multilaterais e bilaterais com Turquia e Ucrânia de comércio livre)
. Estrangeiros podem alugar ou comprar propriedades directamente

A letras mais pequenas escreve-se, entre outras vantagens para empresas de base tecnológica, estas:

. 0% de impostos sobre as empresas nos primeiros 10 anos (10% nos anos seguintes)
. 5% de impostos sobre o trabalho nos primeiros 5 anos (10% nos anos seguintes)
. Sem IVA ou impostos aduaneiros para as exportações
. Subsídios até 500 mil euros nos custos de construção

Acresce para rematar a política fiscal e monetária. Alguns dos tópicos:

. Estabilidade macroeconómica: inflação baixa e moeda estável
. Taxa de crescimento elevada: 6% no primeiro semestre de 2008

Deixo-vos o site onde farei mais pesquisas: www.investinmacedonia.com

É com estes que temos que competir. Aproveite-se o exemplo.

Comunicação? Excelente. Conteúdo é tão poderoso que vale por si. É deixá-lo fluir.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Prever para quê

O relatório The World in 2009, do The Economist, dá-nos uma visão global do que será o próximo ano.

Mas para quê ler este se o de 2008 não previu a implosão do Lehman, os problemas do Freddie e da Fannie, o colapso da economia, a invasão da Geórgia, o petróleo a 147 no pico do calor e abaixo dos 40 dólares este mês e que Boris, o mayor de um só nome, estaria sentado na City Hall. Além do mais, previu que o mundo seria por esta altura governado por uma mulher.

Mas, como se desculpa o editor, Daniel Franklin, a página 92, se falhámos a crise que acontece uma vez na vida, “tivemos mais sorte noutras áreas”.

A razão fundamental para continuar a ler este documento todos os anos é a de que ele nos dá uma perspectiva de um conjunto de assuntos e eventos que moldarão o mundo nas próximas estações.

PS: Não sei se já está, mas normalmente o report é também traduzido para português.

Música

“Croatia will conclude its accession negotiations with the EU, but membership will be delayed until 2011 at the earliest. The UE feels it may have opened the door too quickly to Bulgaria and Romania, and want to avoid a repeat. The pro-agrarian stance of the Croatian Peasants Party, on whose votes the Croatian Democratic Union-led government relies, could complicate accession talks. Rising productivity will keep economic growth above 3%.”

Números para 2009:

. Crescimento: 3,5%
. Inflação: 3,5%
. População: 4,5 milhões
. PIB per capita: 14.020 dólares (Paridade Poder Compra: 18.120 dólares)

in The World in 2009, The Economist

Ruído

“The Socialist Party (PS) government will press on with a wide-ranging reform of the public sector that has delivered notable budget savings. But the pace of change will slow as the political focus shifts to elections towards end of 2009 and the prospect of more anti-reform protests becomes less palatable. The PS is well placed to exploit opposition weakness and win re-election. The economy will suffer amid a wider EU and global slump.”

Números para 2009

. Crescimento: 0%
. Inflação: 2,2%
. População: 10,7 milhões
. PIB per capita: 22.680 dólares (Paridade Poder Compra: 23.250 dólares)

in The World in 2009, The Economist

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Excitement em torno da dúvida

Já não é a primeira vez que me mostro confuso sobre notícias do meio. Preciso da ajuda dos jornalistas do Briefing, do Meios e Publicidade e dos leitores para me esclarecerem, se for possível.

Comecem por ler esta e esta notícias de ontem. Agora leiam esta de 8 de Julho de 2008 (também foi publicada pelo Jornal de Negócios). Cinco meses separam-nas.

Caso possam ajudar a compreender o que é público mas não faz sentido, provavelmente, por falta de informação, desde já agradeço.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Desmentida num futuro próximo

Má comunicação aquela que alivia hoje para ser desmentida num futuro próximo.

Serviço completo

Consultoria de comunicação aqui. Robusta, integrada e completa. Comme il faut.

Peço desculpa aos leitores pela publicidade desencapotada, mas às vezes tenho que dar largas à minha imaginação de copy.

IVA londrino

O IVA baixou, no Reino Unido, 2,5 pontos percentuais para incentivar o consumo e, por essa via, dinamizar a economia. A taxa máxima passou de 17,5 para 15%.

A medida, que entrou em vigor esta segunda e durará um ano, é uma forma de "injectar" dinheiro na economia, aproveitando a época natalícia tão propícia ao consumo.

Os lojistas, sem tempo para trocar as etiquetas, deixam recados nos escaparates: “Não houve tempo de alterar os preços nos produtos, mas quando pagar o cálculo do preço será feito com o IVA a 15%”. Na hora de pagar, as compras ficam mais baratas.

Não sei se é por seriedade no cumprimento da directiva governamental, se é por acreditarem que a elasticidade procura-preço lhes é favorável, no pressuposto que baixar o IVA faz disparar de tal forma a venda de unidades de produto, que a receita aumenta, mesmo vendendo mais barato.

Só sei que, como cliente, sabe bem ser bem tratado.

RP de um super-herói

Vi há dias o filme Hancock, com Will Smith. A fita é entre o fraco e o fraquíssimo, embora para nós, do meio, tenha algum interesse por abordar as relações públicas.

Will Smith é Hancock, um super-herói caído em desgraça. Não que ele não voe, salve pessoas e apanhe os maus, mas porque bebe, é arrogante e abusa nos efeitos colaterais (destruição massiva na hora de salvar alguém). As pessoas não gostam dele. O público, verdadeiro poder de um super-herói, desaprova-o.

Com um grave problema de imagem, entra em cena um até aí mal sucedido relações públicas que convence o super-herói a mudar de comportamento e a aproximar-se do público, para melhorar o seu nível de aceitação.

A receita:

- Deixar de ser arrogante
- Ser simpático e agradecido
- Vestir um fato de super-herói
- Evitar danos materiais colaterais
- Aceitar as regras da sociedade (Hancock aceita ser preso)

Não é o que esperamos de um super-herói? O RP vai ao encontro do que o público quer.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Em Bruxelas

Nos próximos dois dias vou estar aqui.
Espero vir com histórias para partilhar com todos os leitores.

Ainda Alexandre Relvas

Este post inofensivo parece que teve grande repercussão em alguns meios.
Mas como não podia deixar de ser, tanto os que conheço como os que não conheço de lado nenhum, decidiram pronunciar-se.
Português é português, por isso volto a repetir o post.
Reparem bem, eu nunca falei em «nenhuma conspiração contra Manuela», dizem os que conheço e os que não conheço.
O que eu digo e muita gente sabe é que Alexandre Relvas tem a ambição de ser líder – legítima, julgo eu – do PSD. É algo que ele vem pensando há muitos anos, já quando esteve na direcção de campanha de Cavaco derrotada contra Sampaio. Isto, porque até os Mourinhos são derrotados.
Digo que ele está a «descolar» de Manuela, como todo o país leu na sua entrevista ao “Expresso”. Por causa disso a Sábado deu-lhe sinal a «descer», esta semana.
E deixo mais algumas notas para os que julgam que pensam:
«À frente do Instituto Sá Carneiro, (Alexandre Relvas) quer assumir protagonismo». Helena Pereira, Sol, 29/11/08.
A melhor jornalista de política do país, a Ângela Silva do Expresso escrevia também este sábado: «Alexandre Relvas, putativo candidato a líder no partido».
É lógico que aquele almoço de «arroz de polvo», não era uma «conspiração contra Manuela», como escreveram os que conheço e os que não conheço.
Mas é, e disto não percebem estas pessoas, um exercício de RP óbvio. E quem factura com isso é ele não é Manuela. Ele está com Manuela «em pista própria», como eu escrevi.
Acresce que também no sábado, o DN, na página 18, com o título de «Alexandre, o Grande», dá conta do mesmo almoço, verdadeiro e de arroz de polvo – não é nenhuma “vichyssoise” – e ainda acrescentou algo que não sabia.
É que o vinho servido era da «própria produção» de Alexandre Relvas.

domingo, 30 de novembro de 2008

Desinteressante

Consultores de comunicação experientes publicarem composições da quarta classe nos seus blogs.

Cumprir a promessa

Texto interessante no Food for Thought. Sobre o que afasta a publicidade das relações públicas. Publicidade é fazer uma promessa. Reputação é cumprir a promessa. Nós, consultoras de comunicação, trabalhamos aqui.