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domingo, 24 de maio de 2009

Envergonhado

"Estado deve entrar no capital das PME", Armindo Monteiro, presidente cessante da Associação Nacional dos Jovens Empresários (ANJE), em entrevista ao Expresso.

O QUÊ?

Sou muito crítico em relação aos sindicatos, que não ajudam quem tem emprego a mantê-lo nem facilitam o acesso a quem não o tem, mas o associativismo do empresariado não é mais lúcido.

As duas grandes mensagens dos jovens empresários, pela voz do líder da associação:

- Estado entrar no capital das empresas entre três a cinco anos, para manter os postos de trabalho.
- Acabar com o pagamento especial por conta.

Como jovem empresário, envergonha-me:

- O Estado entrar no capital do nosso Grupo é um absurdo seja em que circunstância for. Serve para quê? O que mantém os postos de trabalho e faz crescer as empresas é a inovação, a produtividade e a competitividade de cada uma. Se não formos capazes de o fazer, devemos fechar a porta e tentar outra actividade, libertando recursos que possam ser mais úteis noutros lados.
- Acabar com o pagamento especial por conta é a nossa enésima prioridade, porque tem peso insignificante na tesouraria. Se é de impostos que falamos, o que massacra o cash-flow é as empresas serem obrigadas a entregar IVA ao Estado sem terem recebido dos clientes.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

IVA londrino

O IVA baixou, no Reino Unido, 2,5 pontos percentuais para incentivar o consumo e, por essa via, dinamizar a economia. A taxa máxima passou de 17,5 para 15%.

A medida, que entrou em vigor esta segunda e durará um ano, é uma forma de "injectar" dinheiro na economia, aproveitando a época natalícia tão propícia ao consumo.

Os lojistas, sem tempo para trocar as etiquetas, deixam recados nos escaparates: “Não houve tempo de alterar os preços nos produtos, mas quando pagar o cálculo do preço será feito com o IVA a 15%”. Na hora de pagar, as compras ficam mais baratas.

Não sei se é por seriedade no cumprimento da directiva governamental, se é por acreditarem que a elasticidade procura-preço lhes é favorável, no pressuposto que baixar o IVA faz disparar de tal forma a venda de unidades de produto, que a receita aumenta, mesmo vendendo mais barato.

Só sei que, como cliente, sabe bem ser bem tratado.

domingo, 28 de setembro de 2008

...seduz PME's...

IVA só deve ser liquidado quando recebido, e não quando facturado (ideia apresentada no Parlamento esta semana). Não sei as implicações da medida no equilíbrio orçamental, já que ela atrasa os recebimentos do Estado. Mas é da mais elementar justiça, as empresas deixarem de pagar ao Estado impostos que ainda não receberam.