quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Última Hora: Temos novo líder! (II)

(continuação do post anterior)

Ora bem, chega de conversa e vamos ao trabalho.

1. 2007


O que eu tenho: GCI factura 7,6 milhões de euros em 2007 (valor estimado)
In Jornal de Negócios de 22/11/2007
In Diário Económico de 22/11/2007

Diz na peça que este valor representará um crescimento de 28% face a 2006. Faço a conta e percebo que a facturação do ano transacto foi de 5,94 milhões de euros. Tudo ok para já.

Agora vou pesquisar dados na Internet e nos anuários da Briefing e da Meios e Publicidade para ver a consistência destes valores.

2. 2006

Ora bem, o que temos aqui? Declarações de José Manuel Costa, presidente do Grupo GCI, em 9/3/2007, à Meios e Publicidade: a facturação do grupo cresceu 31% no ano passado, situando-se nos 6,8 milhões de euros em 2006. Ver peça.

Espera. Não era 5,94 milhões, que multiplicado por 1,28 puxava o resultado para 7,6 milhões este ano? Bom, pode ter sido erro do jornalista. Pode haver gralha e vou verificar ao anuário da Briefing: 6,7 milhões de euros em 2006. Já é o terceiro número diferente para 2006, mas como está próximo dos 6,8 milhões vou negligenciar e tomar os 6,8 milhões de euros como bons. Ao fazê-lo tenho que deitar fora que o crescimento é de 28% em 2007. Ou seja de 6,8 para 7,6 milhões de euros ficamos com uma subida de 11,7%. Nada mau.

3. 2005

Por outro lado, temos neste artigo outra informação - os 31% de crescimento face a 2005 – onde podemos aplicar o mesmo raciocínio.

Concluímos que o Grupo facturou 5,19 milhões de euros 2005. Mas nesta entrevista, o ex-CEO diz que quer facturar 6,5 milhões em 2006, o que seria um grande salto face aos 4,5 milhões registados em 2005. Navego até ao anuário da Meios e Publicidade e está escrito que facturaram 6,3 milhões (ver aqui). Eh lá! Estou baralhado. Em 2005, foi 5,19 milhões, foi 4,5 milhões ou foi 6,3 milhões? É que reparem, podia dar-se o caso de discrepância de fontes, o que tornaria a informação imperfeita, eventualmente. Mas não, a fonte é sempre a mesma. E é a própria empresa.

(continua no post seguinte)

Última Hora: Temos novo líder! (I)

Tenho o hábito enraizado de ler as páginas sobre Media que o Jornal de Negócios e o Diário Económico editam diariamente. Hoje, enquanto aguardava, no Instituto de Higiene e Medicina Tropical, ali para os lados da Junqueira, para levar as três vacinas que funcionam de visto para entrar em Angola, li a mesma notícia em ambos sobre um conhecido concorrente.

Fiquei surpreendido com o volume de negócios do Grupo GCI: 7,6 milhões de euros. Não pelo número em si, mas porque comparando com os últimos dados divulgados nos Media pelos players do sector, os 7,6 milhões fazem da GCI o maior grupo de comunicação já este ano.

Bom, isto é assim se todos falassem verdade (ver peça). Como estou no mercado com ambições de médio e longo prazo dou muito valor à credibilidade e à coerência. Acho que só assim se vence. Ainda por cima ando a ouvir nos seminários lá fora que com o advento dos social media - blogs, facebook, myspace, youtube, linkedin, etc. - as empresas e pessoas têm de ser o que parecem ser. A ubiquidade da informação assim o obriga. Uma pesquisa no Google pode acabar com a reputação dos incautos.

Tiro o casaco, desaperto a gravata e estou pronto a actuar como jornalista de investigação. Antes de atacar a fundo o problema até olho com saudade para a ex-carteira de jornalista que tenho na primeira gaveta da secretária.

Estou aberto a tudo: confirmar o que a GCI disse aos jornais, não chegar a conclusão alguma ou confirmar esta minha teoria já aqui aflorada ao de leve de que muitos concorrentes, esquecendo-se de duas regras fundamentais de comunicação – credibilidade e coerência – fogem descaradamente à verdade.

O que for, será. E o que for será publicado no nosso blog.

(continua no post seguinte)

Líderes

“A minha visão de um líder é a de alguém que direcciona e inspira a sua equipa a atingir os resultados. Mas com um pequeno pormenor…

Que isso aconteça, mesmo que ele não esteja presente.

O ideal era que a nossa empresa ou os nossos departamentos funcionassem sem nós lá estarmos. Esse deveria ser, de facto, o sonho de qualquer líder.”

Não cito a fonte pois desconheço. Mas concordo em absoluto. E obriga a (re) pensar.

Agências de Comunicação apoiam novo canal

Previsível discussão sobre um provável quinto canal de televisão em sinal aberto. O assunto ganha de novo agenda pelo aproximar da Televisão Digital Terrestre (TDT).

TVI e SIC não querem. RTP não se importa. Controlinveste, Cofina e outros que estão de fora querem. A uns prejudica o feudo, outros desejam entrar na fatia de leão da publicidade. Sem surpresas.

Arrisco e avanço com a posição do nosso sector: os consultores de comunicação apoiam o novo canal.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Venezuela e democracia

Por Margens de Erro, o blog de Pedro Magalhães, director do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica. Vale a pena ler.

Concorrência à vista

Está para avançar um projecto editorial para actuar no mercado do negocios.pt. O projecto estará sob o chapéu de um dos grandes campeões de vendas. O grupo editorial por detrás do novo projecto está a negociar com duas das referências do sector, uma online e outra offline.

Não te processo

Deputada venezuelana invade estúdio e agride jornalista. Ver peça da Sic Notícias aqui.

Deixo aqui algumas peças do youtube sobre Iris Varela.

- Peça 1
- Peça 2
- Peça 3

terça-feira, 20 de novembro de 2007

No princípio, era Roma

Uma revista de história brasileira, publica o “Manual do candidato às eleições”, escrito em 64 a.c., por Quinto Túlio Cícero para o seu irmão, mais conhecido, Marco Túlio Cícero que naquele ano se candidatava a cônsul.
“Fortalecer amizades já existentes e conquistar novas, cobrar favores prestados a quem pudesse ajudar na campanha, decorar o maior número de nomes possíveis, sorrir para todos, ser generoso, fazer promessas mesmo sabendo que não cumpriria todos, pedir votos na rua, estar sempre cercado de multidões, falar a língua do povo e tornar públicos os podres do adversário”. Passados séculos, mudou muita coisa?
Qualquer estratega de campanha na actualidade aconselha o candidato a fazer a mesma coisa. Só acrescentava a isto, porque não havia naqueles tempos, bons números em televisão, ideias bem passadas na rádio e outdoors competentes para que o caldo ficasse completo. Roma é a cidade eterna e é a lição eterna

O burro

Numa hora de almoço (para não prejudicar o seu trabalho), a minha colega (e amiga) Carolina Enes mandou o seguinte mail geral: «aquele que ao longo do dia é activo como uma abelha, forte como um touro, trabalha que nem um cavalo e que ao fim da tarde se sente cansado que nem um cão, deveria consultar um veterinário porque é bem possível que seja burro».
O que é que os consultores podem retirar desta história? As agências de comunicação não são filantrópicas, os seus accionistas procuram o lucro, daí que um recurso humano que não saiba gerir o seu tempo, mais cedo ou mais tarde, vai dar prejuízo à empresa.
Um consultor que não saiba gerir o seu tempo, que não tenha lazer, que não leia, que confunda Luchino Visconti com a marca Carlo Visconti e que não acompanhe o que se passa na sociedade nunca será um grande profissional, apenas um profissional cansado.
Deve-se trabalhar muito, ser empenhado, ser pró-activo, ter amor à camisola. Mas só um burro se gaba de não dormir.
Grande parábola Carolina.

Negocios.pt sopra dez velas

O Canal de Negócios, mais tarde Negocios.pt, depois Canal outra vez, e no BI actual Jornal de Negócios Online vai fazer dez anos. Como não podia deixar de ser, um jornalista dos primórdios como eu foi convidado para um jantar comemorativo. A efeméride vai ser assinalada a rigor no próximo dia 23 lá para os lados da Marquês de Abrantes, primeira sede do Negocios.pt.

Chamo-lhe sempre Negocios.pt porque é o nome que mais gosto, e como contribui com alguma coisa para a afirmação deste projecto sinto-me no direito de gozar deste pequeno capricho. Há dez anos, a Web era uma criança. Lembro-me de cotações colocadas "à mão" três vezes ao dia, da linha RDIS em baixo, das notícias próprias sobre o dia de bolsa que escrevi com recurso a informação de analistas (obrigado, corretores), do "copy/paste" despudorado que fiz de outras fontes, de pageviews, de banners e de liderança.

Vem-me igualmente à memória que a leitura assídua do Negocios.pt foi a minha porta de entrada no jornalismo. No meio de algumas notícias no site, anunciava-se que procuravam candidatos para estágios remunerados. Enviei email e marquei entrevista com José Diogo Madeira. Acabei por ficar, a maioria do tempo na edição de papel - Jornal de Negócios.

Foram anos ricos em experiências, com muita irreverência e alguma imaturidade. Uma mescla permanente de trabalho e divertimento.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Massa crítica

Não conheço bem a LPM. Conheço melhor o João Belo, a actividade da Inforfi, a forma como foi feita a venda por Jaime Antunes e os valores do negócio de então. Almocei várias vezes com o João e falámos de futuras fusões/aquisições, mas não percebi que ele estava vendedor. Se tivesse sido mais perspicaz teria feito proposta.

Por outro lado, o Grupo YoungNetwork já esteve mais interessado em concorrentes do que está agora. Há dois anos queríamos ganhar rapidamente massa crítica e tivémos contactos exploratórios com alguns dos nossos alvos, só que, no entretanto, ganhámos organicamente essa dimensão.

Tudo depende das oportunidades. A acompanhar.

Blogografia:
- Inveja é coisa feia
- Uma perguntinha à YoungNetwork

Porque gritam os cientistas

A cada descoberta um grito. Por questões de comunicação, os cientistas tendem a alarmar as populações. Querem mais atenção. Hoje, na última página do DN, a habitual crónica competente de Ferreira Fernandes é dedicada ao aquecimento global.

Cornelius Vanderbilt

É um clássico. A dupla página do BPP (Banco Privado Português) na Única é um clássico. Tem longos anos e é inconfundível. Caracteriza-se por nos trazer bons textos, variados e informativos sobre dinheiro. E a linha coerente de comunicação seguida - texto e design - fidelizou os leitores.

A dupla desta semana é dedicada a Cornelius Vanderbilt, empresário e filantropo nova-iorquino do séc. XIX. Além de ficarmos com uma curta descrição biográfica do magnata dos transportes, o que me chama a atenção é uma subtileza de rodapé.

Diz no texto publicitário que "foi pouco antes dos 80 anos, que doou um milhão de dólares para a construção daquela que é hoje a Vanderbilt University, em Nashville, Tennessee. Para o gesto muito contribuiu o lobbying do bispo Holland McTyeire, cuja mulher era prima da segunda mulher de Vanderbilt(2)."

Para quem não está recordado desta publicidade, as notas servem para enquadrar o banco de João Rendeiro no texto geral. E na nota (2) lê-se "O Banco Privado Português, por contraste, orgulha-se da sua independência face a quaisquer interesses que não os dos seus clientes."

Lembram-se qual é o adversário de João Rendeiro na luta pelo Millennium bcp?