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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Comunicação dos candidatos do PSD (V)

Por marcas do passado recente, nenhum candidato (à vista) escolheu ter consultores de comunicação profissionais.
Preferiram que a mensagem seja “distribuída e comunicada” pelos políticos próximos e de confiança.
Preferiram não associar a candidatura a uma agência de comunicação. Será um erro a que os bons profissionais de comunicação política saberão dar a volta com discrição.
Porque é esse o papel dos consultores de comunicação: aconselhar, montar uma estratégia e ir à “mélée” quando é preciso para que a “estrela” – o candidato – possa brilhar.
Mas os bons profissionais não estão inactivos. É uma certeza que tenho.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

O burro

Numa hora de almoço (para não prejudicar o seu trabalho), a minha colega (e amiga) Carolina Enes mandou o seguinte mail geral: «aquele que ao longo do dia é activo como uma abelha, forte como um touro, trabalha que nem um cavalo e que ao fim da tarde se sente cansado que nem um cão, deveria consultar um veterinário porque é bem possível que seja burro».
O que é que os consultores podem retirar desta história? As agências de comunicação não são filantrópicas, os seus accionistas procuram o lucro, daí que um recurso humano que não saiba gerir o seu tempo, mais cedo ou mais tarde, vai dar prejuízo à empresa.
Um consultor que não saiba gerir o seu tempo, que não tenha lazer, que não leia, que confunda Luchino Visconti com a marca Carlo Visconti e que não acompanhe o que se passa na sociedade nunca será um grande profissional, apenas um profissional cansado.
Deve-se trabalhar muito, ser empenhado, ser pró-activo, ter amor à camisola. Mas só um burro se gaba de não dormir.
Grande parábola Carolina.