Adoro a TV Globo. Esta semana, no Jô, um grande actor, José Wilker, a falar da sua carreira e na maneira de como «é um acto de amor, passar o que está vivendo nem que seja apenas para um espectador».
Porque o actor é um «esquizofrénico, dividido entre o que é e o personagem que está a criar».
E contava como Cácá Diegues – um bom realizador brasileiro – se assemelhava com o que dizia Federico Fellini: «Improviso, claro que improviso. Mas ensaio bastante».
Mais uma achega à máxima de Karl Rove: «Prever muito, improvisar pouco».
Ou, como se sabe na política, os melhores improvisos são os cuidadosamente preparados.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Jô, Wilker, Fellini e o improviso na política
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terça-feira, 19 de agosto de 2008
O Vice de McCain…
Acho que a primeira tentação do senador do Arizona foi Charlie Crist, o governador da Florida, juntamente com o Ohio um dos estados que se tem de ganhar.
Mc Cain vai anunciar a sua escolha ali, onde ganhou a Mike Huckabee que deixou a corrida livre para a sua nomeação fácil.
Crist é um grande e popular governador, mas ainda não casou aos 50 anos…Não sei se McCain arrisca o seu nome, mas ao mesmo tempo conta com o seu apoio que foi providencial para a sua vitória nas primárias, no estado em que Giuliani jogou tudo.
Huckabee foi um fenómeno oriundo do Arkansas, quase um furacão. Representa a América mais conservadora e religiosa, mas tê-lo como Vice é igual a ter de conviver diariamente com um Russ Limbaugh, o porta-aviões dos comunicadores tele-evangelistas republicanos, uma chatice diária.
A minha aposta, e baseio-me explicitamente na opinião de Karl Rove, na SIC Notícias, que sabe muito mais disto do que os milhões de escribas que escrevem sobre eleições americanas em todo o mundo é Mitt Romney.
Unir o partido, trazer a sua capacidade de gestão, a força na arrecadação de fundos, as muitas vitórias que teve nas primárias e a experiência de governador do Massachusets um estado democrata e berço da família Kennedy.
Tem um senão: é mórmon, mas até os mórmons têm tido boa imprensa com a notável prestação de Bill Paxton na série genial “Big Love”, onde vive com três mulheres.
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…e mão de Karl Rove com McCain
Para se estar a entrar na campanha dura a que os republicanos já nos habituaram, alguém tinha de estar por trás dela.
Pois bem, o novo reforço de McCain para a sua equipa é um dos mais antigos colaboradores de Karl Rove, Steve Schmidt.
As parecenças de Obama com Britney Spears e Paris Hilton e a ida ao restaurante alemão em solo americano do senador do Arizona - enquanto Obama “ganhava votos” em Berlim – onde disse que estava preocupado com os problemas da América e que os queria resolver já têm “orquestrador”.
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sexta-feira, 25 de julho de 2008
Estratégia não é tudo, é a única coisa
Por Rui Calafate
A maior parte dos livros define estratégia como a arte do general.
Excluindo um qualquer kamikaze ou um líder tresloucado, não há acção sem planeamento.
Um general só decide na plena posse da informação e prevendo todas as variáveis. O general de George W. Bush nas duas campanhas vencedoras, Karl Rove, tinha na sua “war room” uma máxima: «Prever muito, improvisar pouco».
Nenhum estratega decide sem informação. Sem visão global do campo de batalha e sem recorrer, por vezes à espionagem e à
contra-espionagem.
Para se conceber uma estratégia em comunicação, depois, necessita-se de definir um objectivo a alcançar.
E, por último, encontrar um conceito. É o conceito que nos faz ganhar. É a nossa arma principal. Com um conceito forte, bem definido e bem esquematizado – só por razões “desconhecidas” – não se atinge a vitória.
Sem esquecer que um general, depois, necessita de tropas motivadas e competentes que executam, tacticamente, a sua estratégia.
Mas, sem estratégia, pode haver um fogacho. Que é ocasional. Porém, a longo prazo a ausência de estratégia será desastrosa.
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
"PR people" ou "Ad people"?
De Espanha vem a frase do dia na área da comunicação política, e vem transcrita na última página do “Correio da Manhã” de hoje.
«É uma estratégia 100% publicitária. Vamos vender Zapatero como uma Coca-Cola ou um modelo Dolce&Gabanna», diz o chefe de campanha do PSOE nas próximas legislativas, Juan Luiz Bastos.
Karl Rove defende o contrário, a propósito das eleições americanas, e eu confio mais em Rove. Mas este não deve cair muito no goto dos que tentam vender o “novo” ZP, o brand de Zapatero quando derrotou o PP. O “novo” produto que agora já não é “challenger” porque está no poder.
O primado da comunicação sobre a publicidade nos novos tempos da política tornou-se óbvio. A adaptação de perfis difíceis a novas realidades é a maior tarefa dos consultores de comunicação na área da política (explicarei melhor num post só sobre Rudy Giuliani).
Como é hábito em Portugal ainda estamos atrasados.
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Ela ou ela, ou ele
Na recta final das primárias americanas o que podemos dizer que mudou desde o início, que expectativas ainda estão ao rubro, o que nos dizem as sondagens.
No campo Democrata, ou ela ou ela. Quer isto dizer que Hillary Clinton continua, como no início, imparável. Daí que o mago das vitórias de W. Bush, Karl Rove, tenha vindo nesta semana dizer o evidente. Que o seu principal adversário, Barack Obama, precisa de pelo menos uma vitória nos três primeiros escrutínios, em Iowa, New Hampshire (NH) e Carolina do Sul (CS), ou então “finito”.
Assim, surge no palco a outra ela, a 9ª pessoa mais poderosa do mundo, segundo a “Forbes”, Oprah Winfrey, a última cartada do senador negro que não tem o apoio maioritário dos “afro-americanos”, terreno esse da família Clinton.
Mas se no Iowa, Obama tem mais dois pontos que Hillary, no NH e CS, a mulher de Bill ganha em passeio. E nas sondagens em 28 estados, Hillary anda em média na casa dos 35% e Obama nos 20%. É um duelo em que, se houver inversão, Oprah terá sido a chave.
Nos republicanos, tudo ao molho. Giuliani aparece como o mais bem posicionado para derrotar o candidato Democrata; Mc Cain numa queda vertiginosa desde que o seu staff se apercebeu que ele era um perdedor e o abandonou; Fred Thompson nada e não disparou; Mitt Romney, como já o tinha escrito, apostou na estratégia correcta e gastou em televisão nos três primeiros estados para surgir como cavalo vencedor; e agora surge o furacão Huckabee, governador do Arkansas, em crescimento diário e a galgar posições. Giuliani só ganha na SC, Romney em Iowa e NH, mas com Huckabee a morder.
Se dos Democratas será uma ela o factor decisivo, a incógnita é saber quem é o ele republicano da equação para a corrida à Casa Branca.
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