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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

EAS 2008 – Christie Findlay Campaigns & Elections) (2)

Basicamente foi uma análise da campanha eleitoral americana.
O factor a salientar é que Obama reconheceu cada uma das tribos, compreendeu-as e trabalhou para cada uma delas. Obama «member of the global tribe».
E explicou as 3 vertentes da sua campanha:

On Line Tribes/ Branding/ Microtargeting.

Aliás, «microtargeting» provavelmente foi a expressão mais dita durante dois dias, o que me leva a antever que não faltarão nos próximos tempos uns paladinos do «microtargeting».
Nomeadamente, aqueles que gostam muitas vezes de falar em Relações Públicas e Comunicação e nunca trabalharam em lado nenhum.
Sobre os republicanos apreendo as suas duas melhores manobras, segundo a “key note speaker”: um relógio, o «Joe Biden gaffe clock» (que por acaso foi comentado por cá) e a melhor: qualquer pessoa que metesse a palavra “Superbowl” (e acho que todos sabem o que significa por lá a final do campeonato de futebol americano) aparecia um "emplastro" chamado John McCain.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Lampedusa na Casa Branca

Simples o que se vai passar a partir de amanhã. Se ganhar McCain – muito difícil – tudo vai ficar na mesma.
Se ganhar Obama, temos o que escreveu Tomasi di Lampedusa no “Leopardo”: «vai mudar tudo, para ficar tudo na mesma».

Quem é quem

Eleições americanas: verifique os nomes dos braços direitos e esquerdos dos candidatos no Behind the Candidates.

domingo, 14 de setembro de 2008

Obama e McCain nas nuvens

Muito curiosa a ideia do Bruno Ribeiro, do Dissonância Cognitiva, de usar o Wordle para analisar os discursos de John McCain e Barack Obama.

A par desse post, destaco os habituais links do dia do blog, que são na sua maioria boas leituras.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

O Vice de McCain…

Acho que a primeira tentação do senador do Arizona foi Charlie Crist, o governador da Florida, juntamente com o Ohio um dos estados que se tem de ganhar.
Mc Cain vai anunciar a sua escolha ali, onde ganhou a Mike Huckabee que deixou a corrida livre para a sua nomeação fácil.
Crist é um grande e popular governador, mas ainda não casou aos 50 anos…Não sei se McCain arrisca o seu nome, mas ao mesmo tempo conta com o seu apoio que foi providencial para a sua vitória nas primárias, no estado em que Giuliani jogou tudo.
Huckabee foi um fenómeno oriundo do Arkansas, quase um furacão. Representa a América mais conservadora e religiosa, mas tê-lo como Vice é igual a ter de conviver diariamente com um Russ Limbaugh, o porta-aviões dos comunicadores tele-evangelistas republicanos, uma chatice diária.
A minha aposta, e baseio-me explicitamente na opinião de Karl Rove, na SIC Notícias, que sabe muito mais disto do que os milhões de escribas que escrevem sobre eleições americanas em todo o mundo é Mitt Romney.
Unir o partido, trazer a sua capacidade de gestão, a força na arrecadação de fundos, as muitas vitórias que teve nas primárias e a experiência de governador do Massachusets um estado democrata e berço da família Kennedy.
Tem um senão: é mórmon, mas até os mórmons têm tido boa imprensa com a notável prestação de Bill Paxton na série genial “Big Love”, onde vive com três mulheres.

…e mão de Karl Rove com McCain

Para se estar a entrar na campanha dura a que os republicanos já nos habituaram, alguém tinha de estar por trás dela.
Pois bem, o novo reforço de McCain para a sua equipa é um dos mais antigos colaboradores de Karl Rove, Steve Schmidt.
As parecenças de Obama com Britney Spears e Paris Hilton e a ida ao restaurante alemão em solo americano do senador do Arizona - enquanto Obama “ganhava votos” em Berlim – onde disse que estava preocupado com os problemas da América e que os queria resolver já têm “orquestrador”.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

McCainpedia

É bom ler jornais espanhóis, porque são bons e quanto maior a informação consumida e conhecida maior é o poder de qualquer profissional.
O “El Pais” de domingo (mas só hoje tive tempo de escrever, mas não vi em nenhum jornal luso) trazia uma notícia que pode ser uma ferramenta fantástica para a comunicação política.
O Partido Democrata lançou uma McCainpedia, uma enciclopédia on-line, com tudo em que esteve envolvido o candidato republicano.
Não se trata de nada sujo, apenas o “refrescamento” da memória de toda a legislação em que esteve envolvido, de todas as declarações, etc.
O objectivo de Howard Dean, primeiro candidato a explorar fortemente a web, em 2004 – presidente do Partido Democrata – diz que o objectivo é «desmontar os mitos» do senador do Arizona.
Uma arma fortíssima também em Portugal.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Hillary 2012

Mário Vargas Llosa é um dos meus escritores preferidos.
Com crónicas magníficas, também, aos domingos no “El Pais”, que fazem pensar o que o Peru perdeu ao ter escolhido Alberto Fujimori para Presidente, em vez dele.
Neste domingo, numa prosa sublime, foi até hoje o que melhor explicou a motivação de Hillary Clinton, em se manter numa corrida Democrata que todos acham que Obama já ganhou.
Continua com ataques racistas e duros, desgastando-o e beneficiando Mc Cain, e muitos não percebem porquê.
Hillary quer ser (re)candidata em 2012, mas se o inquilino da casa Branca for Democrata tem poucas hipóteses. Por seu lado, se for um republicano – e ainda por cima com 76 anos na altura – as suas chances crescem.
Aqui se prova porque ela é um «animal político, frio, tenaz, inteligente e sem escrúpulos».
Como escrevi há uns meses atrás, a «Lady Macbeth» dos tempos modernos.

terça-feira, 4 de março de 2008

Este país não é para velhos

Foi a melhor notícia para a campanha de John McCain.
Numa semana marcada pelo pseudo caso de alcova e pela ligação a lobis que mitigam a sua imagem de independente, veio algo de bom.
Ralph Nader avança outra vez para a Casa Branca, e já tudo se escreveu sobre isso. Ninguém esqueceu a sua contribuição para a derrota de Gore e vitória de Bush, o que alegraria os republicanos.
Mas o melhor mesmo é que McCain deixou de ser o candidato mais velho em campanha. Nader ultrapassa a sua idade e assim já não há o confronto entre o “velho” e o “novo”.
McCain é o intermédio.
Não esquecer que o grande vencedor dos Óscares foi “Este país não é para velhos”, dos manos Coehn, mas fruto da prosa genial de Cormac McCarthy.
Hoje, para os estrategas de McCain, este título já não afecta subliminarmente a campanha. Eles agradecem a Nader.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Uma ajudinha aos republicanos?

E chega uma ajuda para McCain. Ralph Nader aí está de novo.

Quando Fidel encontra Marx

John McCain, o candidato republicano escolhido para as eleições de Novembro, não espera reformas em Cuba antes de Fidel Castro morrer. Mais surpreendente é a sua prece: "Eu espero que ele (Fidel) tenha a oportunidade de se encontrar com Karl Marx muito em breve". Ler comentário no blog da CNN Political Ticker. Temos nova versão do "morto ou vivo" de George W. Bush?

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

"Under dog" está "out"

Acabei de fazer um périplo pelas páginas oficiais dos candidatos à Casa Branca e constato uma evidência, para lá da confusão que reina do lado Republicano.
Nos Democratas, Hillary mantém-se à frente e é Edwards que cresce um bocadinho. Nos Republicanos, a maior queda é a de Giuliani. Romney pode ganhar as duas primárias, mas Mc Cain, dado como morto há uns meses, reaparece e Huckabee prova que a direita religiosa pode e manda, rendendo-se a este pastor com uma pobre campanha e fracos recursos.
Mas se visitarem as páginas dos Democratas, vê-se que todos apresentam sondagens a dar-lhes a vitória. Edwards então é super-optimista no Iowa, Obama também ganha e Hillary segue a caravana.
À direita, o mesmo registo, mas é curioso, por exemplo em Mc Cain, o enfoque dado ao crescimento dos últimos dias mostrando, principalmente, uma possível vitória no New Hampshire.
Esta ânsia por mostrar resultados ganhadores exibe à evidência que, nos dias de hoje, o efeito “under dog” em sondagens está fora de moda.
Já ninguém tem pena de “loosers”.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Ela ou ela, ou ele

Na recta final das primárias americanas o que podemos dizer que mudou desde o início, que expectativas ainda estão ao rubro, o que nos dizem as sondagens.
No campo Democrata, ou ela ou ela. Quer isto dizer que Hillary Clinton continua, como no início, imparável. Daí que o mago das vitórias de W. Bush, Karl Rove, tenha vindo nesta semana dizer o evidente. Que o seu principal adversário, Barack Obama, precisa de pelo menos uma vitória nos três primeiros escrutínios, em Iowa, New Hampshire (NH) e Carolina do Sul (CS), ou então “finito”.
Assim, surge no palco a outra ela, a 9ª pessoa mais poderosa do mundo, segundo a “Forbes”, Oprah Winfrey, a última cartada do senador negro que não tem o apoio maioritário dos “afro-americanos”, terreno esse da família Clinton.
Mas se no Iowa, Obama tem mais dois pontos que Hillary, no NH e CS, a mulher de Bill ganha em passeio. E nas sondagens em 28 estados, Hillary anda em média na casa dos 35% e Obama nos 20%. É um duelo em que, se houver inversão, Oprah terá sido a chave.
Nos republicanos, tudo ao molho. Giuliani aparece como o mais bem posicionado para derrotar o candidato Democrata; Mc Cain numa queda vertiginosa desde que o seu staff se apercebeu que ele era um perdedor e o abandonou; Fred Thompson nada e não disparou; Mitt Romney, como já o tinha escrito, apostou na estratégia correcta e gastou em televisão nos três primeiros estados para surgir como cavalo vencedor; e agora surge o furacão Huckabee, governador do Arkansas, em crescimento diário e a galgar posições. Giuliani só ganha na SC, Romney em Iowa e NH, mas com Huckabee a morder.
Se dos Democratas será uma ela o factor decisivo, a incógnita é saber quem é o ele republicano da equação para a corrida à Casa Branca.