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terça-feira, 25 de novembro de 2008

Miguel Rodrigues dos Santos e José Sousa Tavares

Acaba de ser lançado o novo livro de José Rodrigues dos Santos, “A vida num sopro”. Contam-me que qualquer semelhança com o “Rio das Flores” de Miguel Sousa Tavares é mera coincidência.

Seiscentas e dezasseis páginas de romance de Rodrigues dos Santos a 23 euros pela Gradiva contra 640 de Sousa Tavares a 29 euros pela Oficina do Livro.

Portugal, nos anos 30, é onde se passa a trama de Rodrigues dos Santos. Já em “Rio das Flores”, segundo a sua sinopse, são “(…) trinta anos de história do século XX as que correm ao longo das páginas deste romance, com cenário no Alentejo, Espanha e Brasil”.

Consta que ambos são histórias de família, com amores e desamores onde se desafiam os valores tradicionais de época.

Li o “Rio das Flores”, não gostei.

Lerei pela primeira vez Rodrigues dos Santos e veremos, se, como afirmava o filósofo Heráclito, não é mesmo possível banhar-se duas vezes no mesmo Rio…

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Caça às bruxas

Caricatos os últimos acontecimentos relativos às agências de comunicação e seus líderes.

A questão do protagonismo parece estar no centro do debate e levantam-se vozes contra os pretensos protagonistas nas agências. Diz-se que algo está muito mal se os protagonistas deixam de ser os gestores das empresas e passam a ser os CEO’s das agências…

Mas espera aí… os profissionais que estão à frente das agências de comunicação não são eles próprios gestores (??!!!!!??) que poderão ser alvo de interesse mediático?

Ou será que notícia é todo o assunto actual, de interesse público EXCEPTO se envolver profissionais de comunicação?

E já agora se a Clara de Sousa e o José Rodrigues dos Santos e companhia são notícia porquê este espanto quando Cunha Vaz enche algumas páginas de jornais? Ou tudo bem quando um jornalista é notícia mas se estamos a falar de um gestor de uma agência que pelos melhores ou piores motivos se torna tema na imprensa, aí é um caso sério?

Either way a polémica está instalada e aumenta o ruído em torno do papel das agências de comunicação que ficam mal na fotografia. Pelo menos alguns ficam.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Desafios da RTP, segundo Ponce Leão

O actual presidente interino da RTP, Ponce Leão, explicou ontem no Diário Económico os desafios da próxima administração da RTP.

1. Garantir estabilidade económica
2. Manter as actuais audiências
3. Conseguir boa transição para a televisão de alta definição
4. Posicionar-se bem na TDT
5. Lançar ou não mais dois canais: conhecimento e infantil
6. Preparar-se para nova plataformas: móvel e Internet

Acrescentaria uma sétima, contrariando Ponce Leão: Manter o pivot preferido dos portugueses na estação (é considerado pelo estudo da Obercom, o mais popular, o mais credível e o mais divertido).

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

De Pequim à Suiça, Mariza e 100 clientes

Neste fecho de ano tenho constatado um optimismo evidente, presente na maioria das empresas com quem trabalho: 2008 será um grande ano!

Para mim será o ano de:

… Jogos Olímpicos, Euro, afirmação dos vinhos nacionais, ainda maior sucesso de Mariza, destaque do Poker como jogo da moda, ascensão da RTP, regresso de Marcelo ao rio Tejo, saída de dois ou três directores de jornais em Portugal, regresso do Big Brother, YN a trabalhar continuamente a comunicação de 100 clientes – o número mágico -, lançamento de uma revista gratuita, renascer da oposição ao PS, queda da Ministra da Educação, reviravolta no Expresso, novo livro de José Rodrigues dos Santos, um novo livro de Sousa Tavares…

E mais?

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Recados

José Rodrigues dos Santos, em entrevista à Pública, do passado Domingo, voltou a criticar duramente a administração da RTP. Acusa-a de passar recados e ceder a pressões do Governo. De concreto só apresenta o caso da correspondente de Madrid, já reportado em 2004, e então avaliado pela extinta Alta Autoridade para a Comunicação Social. Escolher para o lugar a quarta classificada do concurso é estranho, mas proliferam exempos desses na administração pública e até nalgumas empresas privadas. Não parece um critério saudável, mas o exemplo de Madrid não é suficientemente forte para sustentar uma teoria da conspiração.

A RTP reagiu com abertura de um inquérito ou processo disciplinar, e em causa está já a continuidade do pivô à frente do telejornal no imediato, ficando para mais tarde a decisão de sair ou não da RTP. Eu aposto que José Rodrigues dos Santos não voltará a piscar o olho aos portugueses no canal de sempre.

Apesar de tudo, ingenuamente, Luís Marinho, actual director de informação, acredita que a credibilidade da RTP não está em causa. Na verdade a reputação fica sempre manchada por acusações como esta, provem-se ou não. O caso só não terá mais consequências para a RTP, porque, mesmo depois da Revolução de Abril, são recorrentes as delações sobre a instrumentalização dos canais públicos. Ora mandas tu, ora mando eu. Agora acuso eu, depois acusas tu.