quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Desmentida num futuro próximo

Má comunicação aquela que alivia hoje para ser desmentida num futuro próximo.

Serviço completo

Consultoria de comunicação aqui. Robusta, integrada e completa. Comme il faut.

Peço desculpa aos leitores pela publicidade desencapotada, mas às vezes tenho que dar largas à minha imaginação de copy.

IVA londrino

O IVA baixou, no Reino Unido, 2,5 pontos percentuais para incentivar o consumo e, por essa via, dinamizar a economia. A taxa máxima passou de 17,5 para 15%.

A medida, que entrou em vigor esta segunda e durará um ano, é uma forma de "injectar" dinheiro na economia, aproveitando a época natalícia tão propícia ao consumo.

Os lojistas, sem tempo para trocar as etiquetas, deixam recados nos escaparates: “Não houve tempo de alterar os preços nos produtos, mas quando pagar o cálculo do preço será feito com o IVA a 15%”. Na hora de pagar, as compras ficam mais baratas.

Não sei se é por seriedade no cumprimento da directiva governamental, se é por acreditarem que a elasticidade procura-preço lhes é favorável, no pressuposto que baixar o IVA faz disparar de tal forma a venda de unidades de produto, que a receita aumenta, mesmo vendendo mais barato.

Só sei que, como cliente, sabe bem ser bem tratado.

RP de um super-herói

Vi há dias o filme Hancock, com Will Smith. A fita é entre o fraco e o fraquíssimo, embora para nós, do meio, tenha algum interesse por abordar as relações públicas.

Will Smith é Hancock, um super-herói caído em desgraça. Não que ele não voe, salve pessoas e apanhe os maus, mas porque bebe, é arrogante e abusa nos efeitos colaterais (destruição massiva na hora de salvar alguém). As pessoas não gostam dele. O público, verdadeiro poder de um super-herói, desaprova-o.

Com um grave problema de imagem, entra em cena um até aí mal sucedido relações públicas que convence o super-herói a mudar de comportamento e a aproximar-se do público, para melhorar o seu nível de aceitação.

A receita:

- Deixar de ser arrogante
- Ser simpático e agradecido
- Vestir um fato de super-herói
- Evitar danos materiais colaterais
- Aceitar as regras da sociedade (Hancock aceita ser preso)

Não é o que esperamos de um super-herói? O RP vai ao encontro do que o público quer.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Em Bruxelas

Nos próximos dois dias vou estar aqui.
Espero vir com histórias para partilhar com todos os leitores.

Ainda Alexandre Relvas

Este post inofensivo parece que teve grande repercussão em alguns meios.
Mas como não podia deixar de ser, tanto os que conheço como os que não conheço de lado nenhum, decidiram pronunciar-se.
Português é português, por isso volto a repetir o post.
Reparem bem, eu nunca falei em «nenhuma conspiração contra Manuela», dizem os que conheço e os que não conheço.
O que eu digo e muita gente sabe é que Alexandre Relvas tem a ambição de ser líder – legítima, julgo eu – do PSD. É algo que ele vem pensando há muitos anos, já quando esteve na direcção de campanha de Cavaco derrotada contra Sampaio. Isto, porque até os Mourinhos são derrotados.
Digo que ele está a «descolar» de Manuela, como todo o país leu na sua entrevista ao “Expresso”. Por causa disso a Sábado deu-lhe sinal a «descer», esta semana.
E deixo mais algumas notas para os que julgam que pensam:
«À frente do Instituto Sá Carneiro, (Alexandre Relvas) quer assumir protagonismo». Helena Pereira, Sol, 29/11/08.
A melhor jornalista de política do país, a Ângela Silva do Expresso escrevia também este sábado: «Alexandre Relvas, putativo candidato a líder no partido».
É lógico que aquele almoço de «arroz de polvo», não era uma «conspiração contra Manuela», como escreveram os que conheço e os que não conheço.
Mas é, e disto não percebem estas pessoas, um exercício de RP óbvio. E quem factura com isso é ele não é Manuela. Ele está com Manuela «em pista própria», como eu escrevi.
Acresce que também no sábado, o DN, na página 18, com o título de «Alexandre, o Grande», dá conta do mesmo almoço, verdadeiro e de arroz de polvo – não é nenhuma “vichyssoise” – e ainda acrescentou algo que não sabia.
É que o vinho servido era da «própria produção» de Alexandre Relvas.

domingo, 30 de novembro de 2008

Desinteressante

Consultores de comunicação experientes publicarem composições da quarta classe nos seus blogs.

Cumprir a promessa

Texto interessante no Food for Thought. Sobre o que afasta a publicidade das relações públicas. Publicidade é fazer uma promessa. Reputação é cumprir a promessa. Nós, consultoras de comunicação, trabalhamos aqui.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

E agora algo com qualidade

O delicioso blog do melhor post de chocolate do mundo. Chama-se heart shaped sunglasses e convida a leituras açucaradas, numa escrita quente que aconchega.

Alexandre Relvas em pista própria

Para lá da entrevista que deu ao “Expresso”, onde foi notória a vontade de se posicionar para o futuro e de se descolar de Manuela Ferreira Leite, o apoiante da actual líder está a trabalhar para o seu futuro.
Ontem foi a apresentação do IPSD, mas DoFundoDaComunicação sabe que, no próprio dia do evento, Alexandre Relvas almoçou na Logoplaste – entre as 13 e as 15.30 – com diversos bloggers conhecidos.
A ementa foi arroz de polvo, seguida de salada de frutas. Com água ou vinho tinto.
Para quem tem dúvidas de que Alexandre Relvas já não acredita muito em Manuela e quer saltar fora, aqui fica o registo.

A comunicação da Justiça *

A justiça portuguesa tem um défice de comunicação irreparável.
É que se alguém perguntar a qualquer português o que pensa dela, a resposta é simples: «é lenta».
Esta imagem provoca danos insuperáveis, sobretudo quando todos os dias somos brindados via media por novelas provocadas por casos judiciais.
Reparem como o jornal diário mais lido do país (o Correio da Manhã-CM), ao fazer bem o seu trabalho e seguindo as histórias que os seus leitores mais lêem, ajuda na compreensão deste fenómeno.
Há processos que nunca morrem, justiça que nunca é feita, protagonistas – que com ou sem razão – são dizimados na praça pública por uma lei que tarda em sem aplicada.
O povo gosta de lei e ordem, mas derrete-se de prazer também ao ver figuras mediáticas – nomeadamente ricos e poderosos - trucidadas pelas notícias.
Ontem, reparem na primeira página do CM: manchete dizia “clã Oliveira e Costa contra accionistas do BPN”. Há várias semanas que o folhetim se adensa e o povo já adivinha que a culpa vai morrer solteira.
Outra, “Procurador faz prova de dois crimes de Carlos Cruz”. Milhões de caracteres para descrever um eventual crime e afinal parece que só Carlos Silvino irá pagar.
A fechar, “irmã de Carolina Salgado mentiu ao DIAP”, mais um processo sem fim anunciado.
O que temos em comum? Um presidente de um banco, uma figura da televisão, duas “senhoras” ligadas a uma história de futebol.
E o que os une ainda mais? O tempo longo de espera da decisão dos juízes e as histórias de faca e alguidar intermináveis.
É por essas e por outras que a imagem da Justiça precisa de muito melhor decisão. E melhor comunicação também.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Por uma nesga

Não tenho ainda opinião formada sobre a questão de Alcântara, mas ver o Zé a tomar a causa dos contentores, o homem dos 40 processos contra a Câmara (valha que agora tudo corre bem, e ninguém precisa de abrir processos), e a conceder, benevolente, esta* mordomia, não ajuda.

*via Red Light District

Dúvidas que só o avô sabe

Estava na dúvida com o "está assentado" no texto abaixo e liguei ao meu avô.

Não é. O correcto é "está assente" - já corrigido.

Habitualmente é assim nos verbos com duplo particípio passado:

- Forma regular (...ado;...ido) com os auxiliares ter e haver;
- Forma irregular com os auxiliares ser e estar.