quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Venezuela e democracia

Por Margens de Erro, o blog de Pedro Magalhães, director do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica. Vale a pena ler.

Concorrência à vista

Está para avançar um projecto editorial para actuar no mercado do negocios.pt. O projecto estará sob o chapéu de um dos grandes campeões de vendas. O grupo editorial por detrás do novo projecto está a negociar com duas das referências do sector, uma online e outra offline.

Não te processo

Deputada venezuelana invade estúdio e agride jornalista. Ver peça da Sic Notícias aqui.

Deixo aqui algumas peças do youtube sobre Iris Varela.

- Peça 1
- Peça 2
- Peça 3

terça-feira, 20 de novembro de 2007

No princípio, era Roma

Uma revista de história brasileira, publica o “Manual do candidato às eleições”, escrito em 64 a.c., por Quinto Túlio Cícero para o seu irmão, mais conhecido, Marco Túlio Cícero que naquele ano se candidatava a cônsul.
“Fortalecer amizades já existentes e conquistar novas, cobrar favores prestados a quem pudesse ajudar na campanha, decorar o maior número de nomes possíveis, sorrir para todos, ser generoso, fazer promessas mesmo sabendo que não cumpriria todos, pedir votos na rua, estar sempre cercado de multidões, falar a língua do povo e tornar públicos os podres do adversário”. Passados séculos, mudou muita coisa?
Qualquer estratega de campanha na actualidade aconselha o candidato a fazer a mesma coisa. Só acrescentava a isto, porque não havia naqueles tempos, bons números em televisão, ideias bem passadas na rádio e outdoors competentes para que o caldo ficasse completo. Roma é a cidade eterna e é a lição eterna

O burro

Numa hora de almoço (para não prejudicar o seu trabalho), a minha colega (e amiga) Carolina Enes mandou o seguinte mail geral: «aquele que ao longo do dia é activo como uma abelha, forte como um touro, trabalha que nem um cavalo e que ao fim da tarde se sente cansado que nem um cão, deveria consultar um veterinário porque é bem possível que seja burro».
O que é que os consultores podem retirar desta história? As agências de comunicação não são filantrópicas, os seus accionistas procuram o lucro, daí que um recurso humano que não saiba gerir o seu tempo, mais cedo ou mais tarde, vai dar prejuízo à empresa.
Um consultor que não saiba gerir o seu tempo, que não tenha lazer, que não leia, que confunda Luchino Visconti com a marca Carlo Visconti e que não acompanhe o que se passa na sociedade nunca será um grande profissional, apenas um profissional cansado.
Deve-se trabalhar muito, ser empenhado, ser pró-activo, ter amor à camisola. Mas só um burro se gaba de não dormir.
Grande parábola Carolina.

Negocios.pt sopra dez velas

O Canal de Negócios, mais tarde Negocios.pt, depois Canal outra vez, e no BI actual Jornal de Negócios Online vai fazer dez anos. Como não podia deixar de ser, um jornalista dos primórdios como eu foi convidado para um jantar comemorativo. A efeméride vai ser assinalada a rigor no próximo dia 23 lá para os lados da Marquês de Abrantes, primeira sede do Negocios.pt.

Chamo-lhe sempre Negocios.pt porque é o nome que mais gosto, e como contribui com alguma coisa para a afirmação deste projecto sinto-me no direito de gozar deste pequeno capricho. Há dez anos, a Web era uma criança. Lembro-me de cotações colocadas "à mão" três vezes ao dia, da linha RDIS em baixo, das notícias próprias sobre o dia de bolsa que escrevi com recurso a informação de analistas (obrigado, corretores), do "copy/paste" despudorado que fiz de outras fontes, de pageviews, de banners e de liderança.

Vem-me igualmente à memória que a leitura assídua do Negocios.pt foi a minha porta de entrada no jornalismo. No meio de algumas notícias no site, anunciava-se que procuravam candidatos para estágios remunerados. Enviei email e marquei entrevista com José Diogo Madeira. Acabei por ficar, a maioria do tempo na edição de papel - Jornal de Negócios.

Foram anos ricos em experiências, com muita irreverência e alguma imaturidade. Uma mescla permanente de trabalho e divertimento.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Massa crítica

Não conheço bem a LPM. Conheço melhor o João Belo, a actividade da Inforfi, a forma como foi feita a venda por Jaime Antunes e os valores do negócio de então. Almocei várias vezes com o João e falámos de futuras fusões/aquisições, mas não percebi que ele estava vendedor. Se tivesse sido mais perspicaz teria feito proposta.

Por outro lado, o Grupo YoungNetwork já esteve mais interessado em concorrentes do que está agora. Há dois anos queríamos ganhar rapidamente massa crítica e tivémos contactos exploratórios com alguns dos nossos alvos, só que, no entretanto, ganhámos organicamente essa dimensão.

Tudo depende das oportunidades. A acompanhar.

Blogografia:
- Inveja é coisa feia
- Uma perguntinha à YoungNetwork

Porque gritam os cientistas

A cada descoberta um grito. Por questões de comunicação, os cientistas tendem a alarmar as populações. Querem mais atenção. Hoje, na última página do DN, a habitual crónica competente de Ferreira Fernandes é dedicada ao aquecimento global.

Cornelius Vanderbilt

É um clássico. A dupla página do BPP (Banco Privado Português) na Única é um clássico. Tem longos anos e é inconfundível. Caracteriza-se por nos trazer bons textos, variados e informativos sobre dinheiro. E a linha coerente de comunicação seguida - texto e design - fidelizou os leitores.

A dupla desta semana é dedicada a Cornelius Vanderbilt, empresário e filantropo nova-iorquino do séc. XIX. Além de ficarmos com uma curta descrição biográfica do magnata dos transportes, o que me chama a atenção é uma subtileza de rodapé.

Diz no texto publicitário que "foi pouco antes dos 80 anos, que doou um milhão de dólares para a construção daquela que é hoje a Vanderbilt University, em Nashville, Tennessee. Para o gesto muito contribuiu o lobbying do bispo Holland McTyeire, cuja mulher era prima da segunda mulher de Vanderbilt(2)."

Para quem não está recordado desta publicidade, as notas servem para enquadrar o banco de João Rendeiro no texto geral. E na nota (2) lê-se "O Banco Privado Português, por contraste, orgulha-se da sua independência face a quaisquer interesses que não os dos seus clientes."

Lembram-se qual é o adversário de João Rendeiro na luta pelo Millennium bcp?

domingo, 18 de novembro de 2007

Inveja é coisa feia

A LPM vai comprar (ou comprou) a Inforfi. Luís Paixão Martins diz no seu blog que esta agência "é uma das empresas mais interessantes do nosso sector". Concordo, sobretudo pela força na actividade de costumer publishing. O João Belo também é uma boa aposta. Desta, fiquei com inveja.

Parabéns à LPM e parabéns ao João.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

"Dynamic Duo"

Batman e Robin lançaram este chavão.
A SIC na 2ª lança dois pivots, Rodrigo e Clara, para alavancar o Jornal da Noite.
A SIC a rondar o terceiro lugar nas audiências, adere agora a um modelo que a TVI arriscou há um ano, e que segundo dizem as más línguas pretende mudar. Penim arrisca na credibilidade de Rodrigo e na popularidade (não nos podemos esquecer que ela foi a mais sexy do “Correio da Manhã no Verão) de Clara.
Mas o problema subsiste. Há meses que a SIC não consegue ultrapassar os fracassos sucessivos na rampa de acesso ao “prime-time”. E, nesta semana, até perdeu à tarde para Júlia Pinheiro, e Fátima perdeu para Goucha e Cristina Ferreira.
Continuo a preferir Mário Crespo.

A gravata

José Alberto Carvalho tirou a gravata. Algumas pessoas criticaram, outras nem repararam. Um dos melhores pivots da nossa televisão fez bem.
Quem é credível, é sempre credível. Com ou sem gravata.
Só os medíocres típicos ficam preocupados com gravatas, com o lugar onde se sentam ou com estrelas na lapela.
O Telejornal da RTP não perde audiência nem rigor por causa disto.

Os mortos na política

Não vou falar dos evidentes e sempre anunciados pelos OCS.
Falo de outra pessoa de segunda linha. Se houve ministra do tempo de Guterres que foi massacrada e enterrada viva foi Maria João Rodrigues.
Tinha tanto de discreto como competente na sua área, mas uma péssima imagem e falta de gosto pela exposição mediática. Foi dada como morta.
Esta semana, ressuscitando definitivamente, depois do seu papel importante na Presidência Portuguesa da UE, será uma das especialistas convidadas – estrangeiras – juntamente com três prémios Nobel, que irão elaborar o programa de Zapatero.
Para quem ainda tem o despudor de anunciar mortes na política, esta é mais uma lição a reter.