sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Henrique Raposo: 100% de acordo

Estou 100% de acordo com este texto de Henrique Raposo. A ausência de Estado de Direito torpedeia a nossa democracia e a nossa economia. À escala micro-económica causa muitos problemas a grupos como o nosso.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Excluídos do PSD têm para dois anos

Quem ficou fora das listas só precisa de se recolocar na grelha. Ganhe PS, ou PSD, em 2011 teremos eleições legislativas.

Marcas, conceitos e públicos

Por Sónia Fernandes*

Se é verdade que a premissa base de uma empresa reside na venda de produtos ou serviços também é verdade que a percepção que temos de cada um deles atinge limiares distintos, não apenas pelas diferenças de qualidade ou de preço, mas pela forma como são divulgados. E aqui a Comunicação de Produto ou o ‘Marketing Communication’ (como prefiro), tem um papel fundamental. Eu acredito e comprovo diariamente. Não chega ‘vendermos’ o produto. O consumidor quer mais, muito mais. Status, sensações, estilos de vida... As necessidades do consumidor não se situam apenas nas características ou no design, mas no conceito que lhes é transmitido, nos momentos que poderá usufruir ou nas experiências que poderá vivenciar.

Não nos podemos limitar à mera descrição de um produto ou das vantagens de um serviço. É preciso acrescentar-lhe emoção, sentimentos, um toque de criatividade, originalidade, superar o que já existe no mercado e, acima de tudo, conhecer quem está ‘por detrás do pano’ – Media, jornalistas, líderes de opinião e público-alvo. Este é o segredo para veicular e consolidar o capital de confiança das marcas.

No ‘palco’ de um simples Press Release ou de uma Newsletter, de um Evento, uma acção de Product Placement (entre tantas outras possibilidades), o ‘Marketing Communication’ deverá ser encarado como a ‘estrela’ e o pilar da estratégia de uma empresa. Afinal, a Comunicação de cariz Corporate/Financeira (positiva) só existe factualmente se a primeira estiver sã e activa.

*Senior Consultant
Grupo YoungNetwork

Sim, sou o único

Um post de Jorge Fiel, na Lavandaria, sobre o bar nova-iorquino McSorley’s Old Ale House para nos relembrar a importância de ser único, distinguível e, por consequência, remarkable. Ler enquanto a roupa seca.

Doutores do Spin

PSD mete mais uma bala no pé. Direcção consegue o spinning de por todos a falar das listas, na vez do seu programa.

Fácil

Comunicar nunca foi tão fácil. Pedro Jerónimo explica, no Jornalices, como tem utilizado o Twitter. Ler aqui.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

E hoje, temos crise?

Por Andreia Garcia*

A comunicação em saúde tornou-se num palco público de atribuição de responsabilidades, numa oportunidade de apurar as medidas necessárias para fazer a diferença, numa identificação das lacunas existentes, numa pressão para que politicamente sejam criadas novas estruturas e diferentes estratégias.

Quando mais nenhum sector pode dar resposta, a saúde surge sempre como a salvadora, a esperança de mudar, ou a possibilidade de brilhar, quer através de notícias que dão conta de um novo avanço científico, de uma possível cura para uma doença, quer através da divulgação de medidas revolucionárias que prometem melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Surgem novas questões na esfera pública, como a comparticipação de novos tratamentos, o pedido de mais fundos, o alerta para novas doenças, a retirada de medicamentos do mercado, a crítica aos serviços de saúde... Uma panóplia tão grande de temas que por vezes, confesso, é impossível perceber se estamos no caminho certo ou errado.

É inegável, pois, que vivemos numa sociedade em que o conhecimento é sobretudo mediatizado pelos meios de comunicação social e a nossa dependência deles é tão grande que me atrevo a comentar que sem eles não teríamos a mesma percepção do mundo.

Não são certamente os únicos “culpados” pela visão negativa que temos da saúde no nosso país, ou não existissem múltiplos actores a intervir simultaneamente neste sector, mas contribuem de forma decisiva. Escondem um gosto particular pelas situações de crise, pelos episódios melodramáticos, pelos elementos de surpresa e imprevisíveis, um jeito particular para os transformar rapidamente em notícia do dia, acontecimento da semana. E não será esse o papel dos meios de comunicação social?

A incerteza é uma constante na comunicação em saúde, assim como no sector. Hoje surgem novos medicamentos que amanhã são retirados do mercado, inauguram-se hospitais privados e amanhã fecham-se unidades de saúde públicas, hoje temos o tratamento líder do mercado e amanhã novos concorrentes, hoje as vendas estavam em alta sem esforço e amanhã não vendemos nada, sem explicação.

Por isso, quando se pergunta “E hoje, temos crise?” A resposta é evidente: “Hoje talvez não, mas amanhã certamente”.

*Healthcare Coordinator
Grupo YoungNetwork

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Albúm de Carey inclui anúncios

A cantora Mariah Carey lançará, em Setembro, o seu novo álbum, que inclui, pela primeira vez, anúncios publicitários. Ler aqui.

Perderam as vergonhas


Na parafernália de cartazes que atravancam a paisagem urbana ganham os novos painéis do CDS-PP. Muito bem executados e tremendamente eficazes.

Os cartazes denunciam a direita conservadora, da qual o CDS-PP parece, muitas vezes, envergonhar-se, sintoma traumático do 25 de Abril. Puxar para cima da mesa a autoridade dos professores e da polícia, usando a interrogação para incitar o automobilista ou o transeunte a reflectir e facilmente concordar com a mensagem é eficaz e populista, assim como seduzir o pequeno e médio empresário, se bem que o copy desse cartaz com BPN à mistura seja menos feliz.

Juntemos o Paulinho das feiras, que está decididamente de volta, e vamos ter votação forte nas legislativas. Até as sondagens já largaram o aburdo dos dois ou três por cento.

Non-stop

Por Sofia Lima*

Quando pensamos nas relações públicas de Ivy Lee, o pai deste “p” de marketing, não podemos deixar de pensar na evolução que a comunicação tem sofrido nos últimos anos. Não me refiro apenas à comunicação empresarial / institucional, mas sobretudo naquela que está presente incessantemente no nosso dia-a-dia e que determina a forma como nos relacionamos com as pessoas em nosso torno: a comunicação a nível de relacionamento social tem evoluído.

Se há poucos anos as pessoas viviam independentes e com recurso a muito poucos suportes de comunicação, hoje em dia deparamo-nos com uma necessidade constante de comunicação. Enquanto um telefone fixo há uma década era passível de ser dividido por inúmeros membros da família, actualmente cada pessoa possui o seu telemóvel e o seu computador portátil, ferramentas essenciais para que a comunicação flua de forma natural e contínua. Entre sms, telefonemas de voz e de imagem, programas de messaging, redes sociais, plataformas de mensagens instantâneas e blogs, surge a possibilidade de contactarmos ininterruptamente os nossos amigos, conhecidos e colegas, bem como pessoas com a quais havíamos perdido o contacto e com pessoas com quem nunca pensaríamos vir algum dia a conversar.

Conheço uma pessoa que, via Facebook e Twitter, tem conversado fluentemente com alguns dos seus ídolos nacionais e internacionais. Acredito que este tipo de situação seria altamente improvável há uns anos, visto que o serviço de correios era fraquinho, dispendioso e com uma logística pouco simples. Aliás, as próprias celebridades não tinham o hábito intrínseco de responder aos fãs de forma habitual. Hoje, isso é normal. Aliás, não só é normal, como é expectável. Considerando que surgem diariamente novas formas de contacto social, as pessoas que crescem e evoluem com este tipo de possibilidade possuem um ritmo ao qual os indivíduos “pré era da informação” ou “era analógica” têm ainda de se habituar, visto que, hoje em dia, espera-se que estejamos presentes de forma assídua nos locais de contacto social para acompanharmos o elevadíssimo ritmo que os nossos dias têm.

* Senior Consultant
Grupo YoungNetwork

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Matemática é coisa de chinês (ii)

Há gente assim. Quando é para criar uma trica entre conhecidos vai a correr bichanar aos ouvidos dos outros, numa lufa-lufa, em busca do seu minuto de fama.

O texto anterior chamava apenas a atenção para uma incongruência dos números no texto do Expresso. Na verdade, os números de Espanha não consolidam, daí a facturação da Cunha Vaz e Associados ser 5,2 milhões de euros em 2008. Corrigindo este valor já os outros batem certo.

À parte desse pormenor, é uma notícia positiva para o sector a entrada da Cunha Vaz e Associados em Moçambique, como é importante o sucesso internacional de outras consultoras, em primeiro lugar, para as próprias, e em segundo, como efeito colateral, porque ajuda ao posicionamento futuro de outras concorrentes lusas.

Parabéns ao António Cunha Vaz e boa sorte.

PS: Aos recadeiros, cujo talento falta onde a sabujice sobra, sorte também.

Quem é o chefe?

Sai mais uma micro tendência, por Mark Penn. Li há algum tempo o Microtrends: The Small Forces Behind Tomorrow's Big Changes, bíblia essencial para marketing político (e não só), assinada por este spin doctor de Bill Clinton, que subleva os dados, a estatística e a ciência contra o empirismo dos curiosos que grassam nesta disciplina.

É preciso filtrar as distâncias do mercado americano face a outros países, mas tiram-se muitos ensinamentos dos estudos de Penn.

Leitura recomendada do Wall Street Journal de hoje, sobre a micro-tendência (que o autor define como uma tendência com mais de dois milhões de seguidores) de haver hoje mais "bosses" nos Estados Unidos, fazendo depois, como habitual, algumas inferências sobre quais as consequências directas e indirectas deste novo facto.

Matemática é coisa de chinês

De português não é certamente. Leio no Expresso que a Cunha Vaz e Associados estima que dentro de um ano, os negócios internacionais irão representar mais de 30% das receitas totais, porque ainda estão numa fase de investimento, e actualmente "o peso é relativamente pequeno".

O que a verificar-se será um decréscimo face a 2008, onde o Grupo facturou sete milhões de euros, quatro deles em Portugal, e os outros três fora do país, o que pelas contas do Excel dá um peso relativo do exterior de 42,86%, arrendondado às centésimas, nas contas totais da Cunha Vaz e Associados.

Ou seja, já em 2008, o peso do exterior é muito superior a 30%. Concretamente é superior em 12,86 pontos percentuais.

Seja engano da Anabela, jornalista experiente, de que gosto muito (curiosa a coincidência de nos termos encontrado por acaso ao almoço, a meio da passada semana), seja do António, seja alguma comunicação que não tenha ficado tão clara, a notícia que se lê não bate certo.