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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Poder de síntese

Por Sofia Lima*

Reza a história que, nos anos 20, Ernest Hemingway foi desafiado por colegas para criar uma história completa em apenas seis palavras. Parece impossível, mas não é… de todo. Eis que o escritor surpreende os colegas com a seguinte história: “For sale: baby shoes, never used”.

Hoje em dia, as pessoas são diariamente testadas ao seu poder de síntese, sobretudo nas redes sociais. Bem sabemos a dificuldade que pode ser escrever um texto com apenas 140 caracteres. Pensando nisto, a TMN lançou o desafio ao Nuno Markl para criar a maior maratona de que há memória no Twitter (a chamada Twitteratona), pedindo aos participantes que resumam aquilo que, à primeira vista, não é resumível. Alguém me sabe dizer como fazer uma receita de bacalhau em 140 caracteres?

Vamos acompanhar e perceber se há alguém como Hemingway. Sinceramente… duvido, mas vai ser divertidíssimo.


* Senior Consultant
Grupo YoungNetwork

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Já aderiste ao grupo?

Por Sofia Lima*

Pingo Doce e Maitê Proença. Nas últimas semanas, não se falou de outra coisa.

De entre as potencialidades da Internet que emergem e se desenvolvem diariamente, não há dúvida que as redes sociais têm um enorme impacto na opinião pública, sobretudo quando utilizadas em simultâneo. Hoje em dia, não só as pessoas têm a possibilidade de manter contacto diário das mais diferentes formas (messaging, blogging, jogos online, etc.), como podem reagir a situações de forma muito mais imediata, simples e eficaz do que há uns anos.

Face à campanha publicitária do Pingo Doce, houve quem formasse grupos e elaborasse artigos para expor o seu descontentamento… para imediatamente surgirem os defensores da campanha. Com a polémica originada pelo vídeo da Maitê Proença, foi fascinante a velocidade com que os portugueses expressaram a sua indignação, conseguindo inclusivamente que a actriz pedisse desculpas públicas e que a imprensa nacional se debruçasse sobre o assunto.

As pessoas estão ligadas, atentas. Têm a possibilidade de expressar a sua opinião e de se unir activamente a uma causa apenas com um clique ou um parágrafo; não precisam de se deslocar ou de unir esforços em termos físicos. A teoria das ondas sociais ganha força e cada vez mais importância na Era 2.0… É fascinante assistir a estes fenómenos do ponto de vista sociológico.


* Senior Consultant
Grupo YoungNetwork

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Let´s play?

Por Sofia Lima*

Há 20 anos, as pessoas reuniam-se à volta de uma mesa e faziam serão para maratonas de jogos de tabuleiro e de cartas. Há dez, organizavam-se lan parties para que um grupo de amigos jogasse em rede durante horas a fio. Hoje, basta aceder à Internet para se ter acesso a uma extensa variedade de jogos sociais, onde os internautas podem interagir não só com amigos, como com pessoas do outro lado do mundo.

Não há dúvida que alguns dos jogos do Facebook, da responsabilidade da Zynga, são uma referência. Quem é que ainda não experimentou (ou, a bem dizer, se viciou) no Farmville ou no Mafia Wars? Com base estratégica, estes jogos permitem que os utilizadores interajam frequentemente e que realizem parcerias para alcançarem níveis, cumprirem objectivos e mesmo ajudarem os membros do seu grupo a ser bem sucedidos.

Face à tendência crescente de as pessoas aderirem aos jogos sociais, não é de admirar que também a Monopoly tenha criado uma plataforma onde internautas de todo o mundo podem fazer negócios virtuais entre si. O Monopoly City Streets é um jogo mundial desenvolvido com base no Google Maps que permite que os jogadores “comprem” e “vendam” ruas existentes para alcançar um único objectivo: ser o magnata mais rico do mundo.

Será esta a tendência para os próximos dez anos? O proveito das marcas para dinamizar o contacto com os clientes? Até lá… Let’s play?

*Senior Consultant
Grupo YoungNetwork

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Diga de sua justiça

Por Sofia Lima*

É fascinante o tipo de acções postas em prática pelas empresas, via Internet. A Web 2.0 veio revolucionar não só a forma como as empresas se comunicam, mas também o relacionamento com os vários públicos, nomeadamente com actuais e potenciais clientes.

Em 2002, foi realizada uma votação global para determinar a nova cor para os M&Ms: entre roxo, rosa e “aqua”, o roxo foi escolhido por aproximadamente dez milhões de pessoas oriundas de mais de 200 países. A Internet foi o principal canal de comunicação, sem o qual não teria sido possível chegar a praticamente todos os cantos do mundo. Mais recentemente, em Junho deste ano em Portugal, terminou o projecto 7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo que se centrou no interesse dos cidadãos portugueses na história do seu país. Com centenas de milhares de votos, foram determinadas as 7 Maravilhas.

Actualmente, é mais que expectável que todas as empresas disponibilizem uma “linha verde” ou um e-mail com a função “deixe-nos a sua opinião” para garantir o contacto directo entre as pessoas e os departamentos comerciais, de Marketing e afins. Na realidade, a transparência e a receptividade são características da Era da informação digital. Caso contrário, ruma-se contra a maré.

Com a crescente importância dos Social Media, as empresas tendem a deixar de comunicar para as audiências para começarem a comunicar com as pessoas e, consequentemente, a adaptar a sua oferta às necessidades e gostos autênticos dos clientes.


* Senior Consultant
Grupo YoungNetwork

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O que hoje é verdade, amanhã é mentira

Sofia Lima*

A Internet tem evoluído de forma vertiginosa nos últimos anos (meses? semanas? dias?), tornando-se cada vez mais desafiante conhecer todas as suas funcionalidades e, ainda mais, tudo aquilo que poderemos e passamos a conseguir fazer com o progresso das plataformas online.

Hoje em dia, ter um perfil no Facebook ou no Twitter é normal, expectante. Considerando que a Internet está presente no quotidiano de pessoas e empresas, torna-se necessário um esforço adicional para garantir que comunicamos de forma inovadora e impactante. Pretende-se abrir um diálogo transparente e bidireccional com o público e, entre outros, incitar a participação das pessoas em causas variadas de interesse público.

A ONU, por exemplo, acaba de divulgar que abriu um canal no YouTube para permitir que qualquer pessoa lhes envie propostas para ajudar a salvar o planeta (in Diário de Notícias, de 24 de Setembro 2009). Já a GreenPeace utiliza o Facebook para reforçar a acção “Send a Whale”, alertando as pessoas para a caça às baleias que tem tido lugar no Japão. Esta acção permite que qualquer pessoa crie o avatar de uma baleia com uma mensagem personalizada, permitindo a participação automática na petição online e, logo, que o Primeiro-ministro Japonês receba cada uma das mensagens enviadas. Em 2008, foi escolhido o Marketing Viral para alertar a população mundial sobre o conflito no Darfur, sensibilizando as pessoas para esta causa e incentivando-as à acção através de vários canais online (blogues, redes sociais, emails, entre outros).

Não há dúvida que a Internet é uma caixinha de surpresas. O que hoje está na moda, amanhã poderá estar obsoleto, havendo espaço para novas ferramentas e novas formas de comunicar globalmente. O intuito é a inovação.


* Senior Consultant
Grupo YoungNetwork

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Non-stop

Por Sofia Lima*

Quando pensamos nas relações públicas de Ivy Lee, o pai deste “p” de marketing, não podemos deixar de pensar na evolução que a comunicação tem sofrido nos últimos anos. Não me refiro apenas à comunicação empresarial / institucional, mas sobretudo naquela que está presente incessantemente no nosso dia-a-dia e que determina a forma como nos relacionamos com as pessoas em nosso torno: a comunicação a nível de relacionamento social tem evoluído.

Se há poucos anos as pessoas viviam independentes e com recurso a muito poucos suportes de comunicação, hoje em dia deparamo-nos com uma necessidade constante de comunicação. Enquanto um telefone fixo há uma década era passível de ser dividido por inúmeros membros da família, actualmente cada pessoa possui o seu telemóvel e o seu computador portátil, ferramentas essenciais para que a comunicação flua de forma natural e contínua. Entre sms, telefonemas de voz e de imagem, programas de messaging, redes sociais, plataformas de mensagens instantâneas e blogs, surge a possibilidade de contactarmos ininterruptamente os nossos amigos, conhecidos e colegas, bem como pessoas com a quais havíamos perdido o contacto e com pessoas com quem nunca pensaríamos vir algum dia a conversar.

Conheço uma pessoa que, via Facebook e Twitter, tem conversado fluentemente com alguns dos seus ídolos nacionais e internacionais. Acredito que este tipo de situação seria altamente improvável há uns anos, visto que o serviço de correios era fraquinho, dispendioso e com uma logística pouco simples. Aliás, as próprias celebridades não tinham o hábito intrínseco de responder aos fãs de forma habitual. Hoje, isso é normal. Aliás, não só é normal, como é expectável. Considerando que surgem diariamente novas formas de contacto social, as pessoas que crescem e evoluem com este tipo de possibilidade possuem um ritmo ao qual os indivíduos “pré era da informação” ou “era analógica” têm ainda de se habituar, visto que, hoje em dia, espera-se que estejamos presentes de forma assídua nos locais de contacto social para acompanharmos o elevadíssimo ritmo que os nossos dias têm.

* Senior Consultant
Grupo YoungNetwork

quarta-feira, 11 de março de 2009

Semiologia em Comunicação

Por Sofia Lima*

Qualquer pessoa que trabalhe em comunicação deve ter presente o seguinte: por cada indivíduo, existe uma realidade.
Se um grupo de pessoas analisar em conjunto o famoso quadro Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, percebemos que são tantas as interpretações do seu sorriso e da sua postura quantas as pessoas presentes. Da mesma forma, o ideal no dia-a-dia profissional (e, por vezes, pessoal) deve ser de absoluta imparcialidade e objectividade, para que a informação trabalhada não seja ambígua. Assim, alargando a visão acerca das diferentes perspectivas que um determinado assunto pode ter, o comunicador deve ser o mais exacto possível na informação que transmite, reduzindo ao mínimo a possibilidade de interpretações erradas e ineficazes.
Semantic does matter.

*Consultora Senior, PressDirecto e YoungLab
Colunista Convidada

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Condições aos nossos

Sugere a Sofia:

"Success is a science; if you have the conditions, you get the result". Oscar Wilde.

Trabalhamos para dar as melhores condições aos nossos.