sexta-feira, 24 de julho de 2009

Guess What? PR entrevistou-me

Os podcasters mais influentes da comunicação entrevistaram-me. Não foi uma entrevista, foi mais participar na discussão sobre os temas que marcaram a semana de comunicação. Ouvir aqui, no blog da Guess What? PR.

Os temas comentados foram a crise da cegueira no Santa Maria, a redução dos ordenados no Público, o projecto do jornal I, a situação das consultoras de comunicação na conjuntura actual, as redes sociais, e o projecto da YoungNetwork em Angola.

Nota extra: Gosto da musiquinha de fundo.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

José Eduardo Bettencourt adere ao Twitter

O presidente do Sporting está a tentar diminuir rapidamente a distância que existe entre Clube e sócios. Iniciativas como esta - entrada no Twitter - são mobilizadoras.

Go Boyle!

Susan "rouba" palco a Obama. Ler aqui.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Ainda há heróis

Título com assinatura de Natália Faria, na Pública do último 19. O artigo da jornalista é obrigatório para uma análise ao estado em que nos encontramos em Portugal. Alguns excertos para ler:

“Os emigrantes da década de 60 do século XX demonstraram a mesma coragem e a mesma ousadia que os exploradores dos Descobrimentos”, Rui Ramos.

“Milhares e milhares de portugueses demonstraram nessa altura um enormíssimo espírito de aventura. Saíram da aldeia que conheciam para arriscar viagens de semanas no mar, ou, ainda mais arriscado, para atravessar fronteiras a salto e na clandestinidade, muitas vezes para viver em condições precárias em países de que desconheciam a língua”, Rui Ramos.

“Os portugueses demonstraram nessa década de 60 um pioneirismo na alteração das suas condições de vida que poucos europeus conseguiram demonstrar à mesma escala. Isto aceitando como pioneirismo uma geração inteira de imigrantes que rompem fisicamente com os seus espaços, a sua aldeia, o seu subúrbio de cidade, a sua classe social de origem e o destino social a que estavam predestinados”, Manuel Loff.

É tremendamente injusto a nação não prestar a vénia devida aos emigrantes portugueses que povoam os quatro cantos do Mundo.

Mais. Esquecendo o justo ou o injusto fica a irreparável sangria de talento, de efeitos muito mais nefastos e duradouros. Nos fluxos migratórios perdem-se os novos, os aventureiros, os pioneiros, os que poderiam revolucionar a mentalidade. Sobram-nos as elites, os resignados e os párias. É-me pessoalmente confortável falar das universidades que formam as elites. Formei-me numa – Universidade Católica de Lisboa - e sou, destas instituições, crítico por prepararem pessoas em série para tomarem os bons lugares da economia. Os meus colegas que não me levem a mal, mas quem está na zona de conforto, quem se prepara para continuar na zona de conforto nunca fará a revolução.

Urge a Portugal – e Portugal somos nós sociedade civil, não é o Estado (por cá, por exemplo, o Estado assegura sozinho o investimento em 80% da investigação, enquanto nos Estados Unidos a percentagem ronda os 30) – criar condições para seduzir os portugueses de fora, instigando a uma nova vaga de retornados. Desta vez, acolhendo-os como os outros, os de 1975, mereciam ter sido, em honras e condições que nunca tiveram, olhados de soslaio pela sociedade do continente, com uma mão à frente e outra atrás. Os retornados que das cinzas integraram-se de novo na sociedade sufocante criada por décadas de ditadura e refizeram com sucesso as suas vidas, na maioria dos casos.

Outro assunto em que sinto especial desprendimento porque não tenho nenhuma situação próxima de familiares que estiveram nessa situação. Se eu tivesse mais do que dois heróis – o meu avô e a minha avó – seriam eles. Merecem-me a maior das admirações.

domingo, 19 de julho de 2009

Ás de trunfo

Há políticos hábeis assim. Como Pedro Santana Lopes.

E como António Costa. O acordo eleitoral com Helena Roseta, no timing certo, sem nada o fazer prever, mostra o político que há no actual presidente da Câmara de Lisboa.

Durante os seus curtos dois anos já tinha metido no bolso José Sá Fernandes, e agora resgata Helena Roseta para a Câmara...e para o PS. Com o partido a puxá-lo para baixo nas sondagens, Costa puxou do ás de trunfo para cima da mesa, reunindo a esquerda e esvaziando o Bloco.

Roseta fica com os lugares a "preços" de 2007 e será a próxima presidente da Câmara de Lisboa. Um custo justo para garantir que o PS continua a mandar na capital e que Costa mantenha a aura de vencedor, fundamental para agarrar o partido em 2013 (ou 2011, ou mesmo já no final deste ano).

É o momento da verdade para Santana Lopes. Apesar de este ser um golpe de difícil aparo para a sua aspiração, o político das sete vidas não pode perder a razão. A reacção foi um mau sinal. A emoção é a fraqueza do candidato nesta campanha.

Santana Lopes recuou várias casas com a adição de Roseta a Costa e Sá Fernandes (não vou elogiar a estratégia de manterem o Zé que não faz falta calado, porque qualquer aluno de comunicação de primeiro ano aconselharia o mesmo) e terá muita dificuldade em recuperar. Mas só a manutenção do rumo que tem seguido até aqui lhe permite alimentar o sonho.

sábado, 18 de julho de 2009

O amor é lindo

Segundo o jornal Expansão, a turbulência económica internacional fez diminuir os divórcios nos últimos dois anos. Os custos da separação como procedimentos legais, preço das casas e pensões de alimentos estão a trabalhar bem pela instituição família.

Entrevistas do além

Mesmo à distância tento acompanhar as entrevistas de especialistas de comunicação.

Pessoas da política não são as melhores do país

“ (…) as pessoas da política não são as melhores do país e que nas ONG, nas universidades, nas empresas, a média de pessoas qualificadas, capazes, empenhadas, é superior. A relação com a imprensa é quase sempre dificílima, há demasiada especulação. Para além disso, o exercício da política é muito mais conjuntural e circunstancial do que de defesa de causas.”

Alexandre Relvas, in jornal I

Ler entrevista aqui.

Quantos são? (actualização)

Ah ok, são 14. Comecei a contar e quando ia no 21 parei…

Ler notícia aqui.

Depois de escrito o comentário, o Público já trocou 14 por 25.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O melhor pão quente do bairro

Por João Duarte*
CEO do Grupo YoungNetwork

Durante anos, habituei-me a comprar o pão na loja do senhor que vendia “o melhor pão quente do bairro”. A frase é do próprio e assina a tabuleta à entrada da loja. Era do outro lado da rua, até eu mudar de casa, fará no final do ano quatro anos. O senhor Carlos não estudou marketing mas pareceu-lhe correcta a apropriação do conceito do “melhor pão quente do bairro”, e foi aceite comummente pelos vizinhos clientes. Ninguém se certificou que era o melhor ou se era o único, por um lado, e ninguém levou particularmente a sério essa conotação com a mercearia Pão Quente, por outro. O conceito estava lá, mas era como se não estivesse.

No último século assistimos ao marketing dos campeões. Dos números um, dos primeiros, dos pioneiros e dos mais e melhores. Até hoje, não bastou ser útil e satisfazer necessidades dos consumidores, estejam elas em que patamar de Maslow estiverem, foi preciso convencer o cliente que está com o melhor ou o maior. Ora, ponha o relógio a zeros e marque cinco anos até este conceito de comunicação morrer. O novo consumidor não quer saber mais de si, só quer saber dele, quer saber o que pode fazer por ele. E quem o queira conquistar terá de estar concentrado e comprometido com o próprio. Além disso, o consumidor também quer conversar e fazer parte da comunidade. Qual a paciência para o amigo que está constantemente a dizer bem de si próprio ou a relatar as suas grandes façanhas? Gera repulsa não é? A mesma que as marcas que se vangloriam a toda a hora gera no novo paradigma de comunicação. Acabaram-se os monólogos entediantes das empresas. Agora todos participam na conversa e esta dinâmica transforma e posiciona as marcas.

No meio deste novo paradigma, dentro da Web ou fora dela, ganham força dois conceitos, que não são novos: efeito terceira parte e comunicação por indução. Ao invés de utilizar a técnica intrusiva de explicar a cada momento que os consumidores devem comprar para estar com o melhor, a comunicação exige de agora em diante, mais aderência à realidade. Preparem-se para ter mais trabalho. A reputação e a relação empresa-marca-cliente tem mais contribuidores e é por isso mais complexa. Dizer que se é o melhor não serve. O consumidor terá de concluir que o pão quente do senhor Carlos é mesmo o melhor, e concluir por indução. Ou seja, ser levado a pensar por associação de ideias e por observação. Os consumidores (ou eleitores, noutros casos) são muito mais fiéis a conclusões indirectas como esta e muito mais propensos a defendê-las e a falar sobre elas com outras pessoas.

O segundo conceito é o efeito terceira parte (também utilizada a expressão anglófona “third part effect”). Mais do que eu dizer bem de mim próprio, preciso de alguém a fazê-lo por mim. O grau de persuasão é incomparavelmente maior se o meu vizinho me disser que devo comprar o pão no senhor Carlos do que se for o próprio do vendedor a fazê-lo. Este conceito não é confundível com o “word-of-mouth”, embora este seja um veículo para o passar. Assim como os Media, tradicionais e sociais, que têm muita importância para concretizar o efeito terceira parte. Quando temos alguém a escrever ou falar sobre as marcas temos à partida garantido que uma fonte isenta, sem ser parte interessada, trará por lógica informação isenta e que estamos dispostos a absorver.

As empresas que o entenderem já estarão a içar a vela para, quando o vento soprar mais forte, aproveitarem a oportunidade.

Conversem, induzam as mensagens e utilizem canais que falem por vós. Não dêem ouvidos ao senhor Carlos.


* Artigo publicado na revista Marketeer de Julho. Versão pdf aqui.

Mudança

Luanda tem uma dinâmica muito grande. Observam-se melhorias de cada vez que se cá vem. Ontem à noite fiquei surpreendido pelo novo terminal provisório do aeroporto, que tem óptimas condições e é mais um degrau acima, da nova Luanda que está a nascer.

Barómetro: Varanda do Ritz


Na Varanda do Ritz, trocava, na passada semana, algumas notas com um administrador de um banco português. Dizia-me ele que até no Ritz se sentia a crise. Com efeito, ao pequeno-almoço, estavam agora muito menos comensais do que no passado. Ele próprio, em tempos de contenção exemplares, tinha reduzido as três visitas semanais para algumas idas esporádicas.

Estes barómetros a olho nú são bem elucidativos sobre a actual situação económica e sobre a confiança que paira no espírito dos agentes.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

YoungNetwork Angola muito desejada

Com a notícia da entrada em Angola, através da YoungNetwork Angola, têm sido muitos os quadros que nos têm contactado para fazer parte do projecto. Pessoas que já estão em Luanda, outras que vivem e trabalham em Lisboa.

Numa primeira fase, estaremos em Luanda com dois talentos que façam já parte da equipa dos Nossos, mas haverá (previsivelmente) oportunidades para recrutamentos externos. Estaremos também muito atentos aos quadros angolanos e com um espírito de missão na sua integração e na sua formação. Não por altruísmo mas por interesse próprio.

PS: Para os interessados, a pessoa chave a contactar no Grupo YoungNetwork para processos de recrutamento é a Ana Leal, directora de recursos humanos. Ver contactos no site www.youngnetwork.pt.