sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Vão sem mim que eu vou lá ter…

Os Deolinda, a revelação na música portuguesa deste Verão, provocam-nos com a sugestão de substituição da nossa “A Portuguesa” por este novo hino, tão mais em consonância connosco!

Letras extraordinárias e performance ao vivo a condizer. Quem diz que a língua portuguesa não serve para fazer boas letras? Ouvir (mesmo que vale a pena) em http://www.deolinda.com.pt/.

Movimento Perpétuo Associativo
Deolinda

Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vai parar!

Agora não, que é hora do almoço...
Agora não, que é hora do jantar...
Agora não, que eu acho que não posso...
Amanhã vou trabalhar...

Agora sim, temos a força toda!
Agora sim, há fé neste querer!
Agora sim, só vejo gente boa!
Vamos em frente e havemos vencer!

Agora não, que me dói a barriga...
Agora não, dizem que vai chover...
Agora não, que joga o Benfica...
e eu tenho mais que fazer...

Agora sim, cantamos com vontade!
Agora sim, eu sinto a união!
Agora sim, já ouço a liberdade!
Vamos em frente, é esta a direcção!

Agora não, que falta um impresso...
Agora não, que o meu pai não quer...
Agora não, que há engarrafamentos...
Vão sem mim, que eu vou lá ter...

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Flop leonino

O desporto vive de emoção. E para perceber de comunicação no desporto ter noções mínimas do tribalismo que afecta as vendas ajuda.

A campanha de novos associados lançada pelo Sporting no início do ano não teve "pés nem cabeça". Porque a campanha era má? Estava mal executada? O mercado potencial não permite ser melhor explorado? Nada disso. Em causa, o timing. Não lembra a ninguém colocar no "ar" uma campanha de angariação mais recuperação de associados numa altura que a equipa se arrastava na Primeira Liga.

A SAD do Sporting lembrou-se e conseguiu o magro pecúlio de conquistar 2.000 novos associados e recuperar apenas 3.000 ex-sócios através de uma agressiva proposta de perdão de dívidas. Só podia dar nisto. Nos clubes de futebol, galvanizar novos associados só em duas ocasiões: no início de época, onde as expectativas são altas, ou com a equipa a ganhar.

Os leões tentam agora reactivar a campanha no começo da Liga 08/09, numa época em que apostam tudo no título nacional. Mas vão tarde. A campanha inicial devia ter sido atrasada para agora. Estes remakes não costumam resultar.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

O PSD ataca pelo silêncio?

José Pedro Aguiar Branco veio hoje atacar o SILÊNCIO do Governo sobre a onda de assaltos que semeou insegurança.
Mas pelo SILÊNCIO?
Então não tem sido esse o exercício em que se especializou Manuela?
O que alguém devia ter perguntado é como o Governo explica mais dois mil hectares ardidos de floresta do que o ano passado.
O problema tem passado despercebido porque o prime-time agora não se sente atraído pelas chamas…Porque será?

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Vanessa envia-me postal


Por falar em Vanessa Fernandes, recebi da nossa medalhada olímpica este simpático postal, com selo da China.

Excelente acção de charme do nosso parceiro NewsSearch. Podem acompanhar no seu site o diário da Vanessa. Último texto, já depois da medalha, aqui.

…e o Vice de Obama

Em poucos anos a população hispânica, asiática e afro-americana será mais de 55 por centos dos EUA. Porém, não me parece que Obama arrisque mais minorias (ou mulheres) na sua chapa.
Assim, o muito promovido hispânico Bill Richardson, governador do Novo México, fica de fora. Kathleen Sebelius, governadora do Kansas e filha do ex-governador do Ohio, John Gilligan também não é opção, pelo atrás referido.
A escolha para Vice será um branco. A dúvida existencial de Obama é se vai escolher alguém próximo dos eleitores que optaram por Hillary ou um homem experiente em Defesa e Política Internacional – o seu maior calcanhar de Aquiles.
Obama vai dar espaço na Convenção Democrata para Hillary falar e conta com isso agregar o seu eleitorado.
John Edwards é um novo proscrito da política americana, tal como foi Gary Hart, depois de reconhecer que tinha uma amante.
Joe Biden é perito em questões externas, mas a memória tem de nos ajudar a recordar que não aceitou ser escolhido por John Kerry para seu vice em 2004. E porquê?
Porque aconselhou a Kerry a escolha de….John McCain para derrotar W. Bush. Logo, agora não é a melhor altura, parece-me…
Evan Bayh é ex-governador do Indiana e Tim Kane é o governador da Virgínia, um estado tradicionalmente “vermelho” (republicano). Na sua divisa está “Leading the law” e seria um candidato mais duro à esquerda (este seria a minha segunda hipótese).
Logo, a minha primeira aposta vai para a área internacional, um homem já próximo de Obama, respeitável e credível e com idade mais madura: Sam Nunn.

O Vice de McCain…

Acho que a primeira tentação do senador do Arizona foi Charlie Crist, o governador da Florida, juntamente com o Ohio um dos estados que se tem de ganhar.
Mc Cain vai anunciar a sua escolha ali, onde ganhou a Mike Huckabee que deixou a corrida livre para a sua nomeação fácil.
Crist é um grande e popular governador, mas ainda não casou aos 50 anos…Não sei se McCain arrisca o seu nome, mas ao mesmo tempo conta com o seu apoio que foi providencial para a sua vitória nas primárias, no estado em que Giuliani jogou tudo.
Huckabee foi um fenómeno oriundo do Arkansas, quase um furacão. Representa a América mais conservadora e religiosa, mas tê-lo como Vice é igual a ter de conviver diariamente com um Russ Limbaugh, o porta-aviões dos comunicadores tele-evangelistas republicanos, uma chatice diária.
A minha aposta, e baseio-me explicitamente na opinião de Karl Rove, na SIC Notícias, que sabe muito mais disto do que os milhões de escribas que escrevem sobre eleições americanas em todo o mundo é Mitt Romney.
Unir o partido, trazer a sua capacidade de gestão, a força na arrecadação de fundos, as muitas vitórias que teve nas primárias e a experiência de governador do Massachusets um estado democrata e berço da família Kennedy.
Tem um senão: é mórmon, mas até os mórmons têm tido boa imprensa com a notável prestação de Bill Paxton na série genial “Big Love”, onde vive com três mulheres.

Obrigado

Por Bernardo Alegra*

Pensava que já não fazia destas coisas, mas fiz.
Se há algo que as marcas anseiam é criar um laço emocional com o consumidor. Um não sei quê com muito de irracional que no momento da verdade o faz escolher a marca A em detrimento da B, sem nenhuma razão verdadeiramente lógica a não ser a fidelidade à marca.
De entre os consumidores mais vulneráveis a este tipo de ligação emocional estão os que são influenciados por factores como o status, muito comum entre os mais novos mas transversal a todas as idades, e os que sentem que as marcas lhes dão uma sensação de segurança e certeza, sentimentos tão caros entre os onsumidores mais velhos.
No entanto hoje em dia o consumidor é cada vez mais infiel e volátil. Ou porque influenciado pelo preço, ou porque as marcas próprias e brancas tomaram conta do mercado e afirmaram padrões de qualidade seguros com um melhor preço, ou ainda porque hoje a informação está à distância de um telemóvel ou computador. A fidelidade a uma marca já não é o que era.
No entanto há excepções das quais destaco os países, os clubes e as pessoas. Se nos primeiros dois a fidelidade é quase sempre garantida para toda a vida, no caso das pessoas tem de haver uma grande identificação com o que esta representa, seja pela sua competência, simpatia, ambição, humildade ou qualquer outra qualidade percebida.
Voltando ao início eu sou dos consumidores pouco fiéis a marcas, mas muito a país, clube e por vezes também a pessoas. Eu pensava que já não era capaz de acordar a meio da noite para ver uma prova dos Jogos Olímpicos, mas fui. Fui pelo país, mas essencialmente pela pessoa (clube aqui não me é relevante, é um extra). A Vanessa é um exemplo de dedicação, humildade, ambição e entrega. Uma verdadeira campeã!
Por isso, como já tinha feito com a Rosa e com a Fernanda, lá fiz o sacrifício e acordei. Valeu a pena!
Obrigado Vanessa!

P.S. - Quinta-feira vou voltar a acordar de madrugada.

* Director, YoungAd

Colunista convidado

Imprensa continua mais credível

A Imprensa escrita é a fonte de informação mais credível para os espanhóis, num estudo realizado pela Sigma Dos, para o El Mundo. Li a nota no Jornal de Negócios, versão impressa, e fui à procura da notícia no jornal madrileno.

Dados importantes:

- 30,9% dos inquiridos consideram a Imprensa escrita o meio mais credível
- 24,5% consideram a rádio
- 20,4% consideram a televisão
- 14,5% consideram a Internet
- 76,3% são da opinião que deve haver tv pública
- Seis em cada dez espanhóis querem publicidade na tv pública
- 43,4% acham que Zapatero conseguiu a independência da informação na tv pública

Notícia completa aqui.

…e mão de Karl Rove com McCain

Para se estar a entrar na campanha dura a que os republicanos já nos habituaram, alguém tinha de estar por trás dela.
Pois bem, o novo reforço de McCain para a sua equipa é um dos mais antigos colaboradores de Karl Rove, Steve Schmidt.
As parecenças de Obama com Britney Spears e Paris Hilton e a ida ao restaurante alemão em solo americano do senador do Arizona - enquanto Obama “ganhava votos” em Berlim – onde disse que estava preocupado com os problemas da América e que os queria resolver já têm “orquestrador”.

Clooney ensina Obama…

George Clooney é o novo assessor de imagem do político de que todos falam.
O actor e activista próximo dos Democratas vai ajudar Obama quanto ao guarda-roupa e a ter uma boa linguagem corporal.
Muitos apoiantes não estão a gostar desta exposição de intenções. Porque já é excessivo o cuidado com a imagem de Obama, de quem os americanos dizem estar a ouvir falar «demasiado».
Muitos comentadores começam a referir que da obamania se está a passar para uma obamafadiga.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Nação a ficar para trás - Apontamentos olímpicos (II)

Cruel, muito cruel.
Para quem acompanhou a maratona feminina, foi brutal a realização chinesa sobre Reiko Tosa.
A atleta japonesa, em esforço, a viver um suplício, a ser ultrapassada por todas as outras concorrentes, a ficar para trás…
Subliminarmente, um país rival (Japão) que está a ficar para trás (face ao poderio chinês) e a sofrer.
Mensagem subliminar fenomenal.

O leite holandês - Apontamentos olímpicos (I)

Temos tido momentos lamentáveis. Desde o cavalo que não se deu bem com o quadro electrónico ou o lançador Marco Fortes que diz que de manhã «só na caminha».
Agora reparem nas declarações de Paulo Frischknet (PF), presidente da Federação Portuguesa de Natação, na “Bola” de sábado, e que não fizeram manchete.
Em primeiro lugar diz que temos de «aproveitar os jovens vindos de Leste», o que é perfeitamente compreensível.
Depois, diz que Portugal só se pode «comparar a países como a Suiça, Bélgica, Irlanda e Grécia», também concordo.
Agora vem o descalabro.
Em termos de dimensão só a Holanda foge do grupo em que se insere Portugal. PF esclarece «que a qualidade do leite holandês explica, em certa medida, o êxito desportivo daquele país» (????).
Duas perguntas:
Como terão ficado os produtores de leite nacional?
Nos próximos quatro anos, na preparação das Olimpíadas de 2012, não se poderá importar e obrigar os nadadores portugueses a consumir fortes doses de leite holandês para ver se podemos atingir – pelo menos – uma final B, coisa que não conseguimos em Pequim?

Amorim com Tom Ford

Américo Amorim acaba de comprar 25 por cento da Tom Ford, a marca do ex-director criativo da Gucci que se tornou referência de luxo na roupa para homem nos Estados Unidos.
Tom Ford só tinha três lojas em Nova Iorque, Zurique e Milão. Com esta aquisição as próximas cidades a terem este privilégio serão Moscovo, Dubai e Pequim, o que diz muito sobre onde param as grandes fortunas.
Deixo a recordação da última entrevista que li do Tom Ford, nas páginas amarelas da Veja, há uns meses atrás.
Perguntaram-lhe: Poucos conseguem usar um terno sem gravata e manter a classe, principalmente com a camisa desabotoada a ponto de mostrar o peito. Qual é o seu segredo?
Resposta: «Confiança. Você pode usar qualquer coisa e ficar glamouroso, se for seguro de si. Vestir-se é uma forma de expressar a personalidade».
Esta é uma regra que é geral. Ter sempre confiança.