Em poucos anos a população hispânica, asiática e afro-americana será mais de 55 por centos dos EUA. Porém, não me parece que Obama arrisque mais minorias (ou mulheres) na sua chapa.
Assim, o muito promovido hispânico Bill Richardson, governador do Novo México, fica de fora. Kathleen Sebelius, governadora do Kansas e filha do ex-governador do Ohio, John Gilligan também não é opção, pelo atrás referido.
A escolha para Vice será um branco. A dúvida existencial de Obama é se vai escolher alguém próximo dos eleitores que optaram por Hillary ou um homem experiente em Defesa e Política Internacional – o seu maior calcanhar de Aquiles.
Obama vai dar espaço na Convenção Democrata para Hillary falar e conta com isso agregar o seu eleitorado.
John Edwards é um novo proscrito da política americana, tal como foi Gary Hart, depois de reconhecer que tinha uma amante.
Joe Biden é perito em questões externas, mas a memória tem de nos ajudar a recordar que não aceitou ser escolhido por John Kerry para seu vice em 2004. E porquê?
Porque aconselhou a Kerry a escolha de….John McCain para derrotar W. Bush. Logo, agora não é a melhor altura, parece-me…
Evan Bayh é ex-governador do Indiana e Tim Kane é o governador da Virgínia, um estado tradicionalmente “vermelho” (republicano). Na sua divisa está “Leading the law” e seria um candidato mais duro à esquerda (este seria a minha segunda hipótese).
Logo, a minha primeira aposta vai para a área internacional, um homem já próximo de Obama, respeitável e credível e com idade mais madura: Sam Nunn.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
…e o Vice de Obama
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Iowa 2 - discursos depois dos resultados
Huckabee – “This election is not about me, is about we”. “We the people are the ruling class in America”.
Muito conservador, sem muitas explosões de alegria, com Chuck Norris por trás, e dando a bicada assassina em Romney, ele que foi vítima da maior campanha negativa em televisão por parte de Mitt: «more important than raise money is to raise hope, to raise dreams». A revelação de que a direita conservadora condiciona totalmente a contenda republicana, com o crescimento deste pastor evangélico, no último mês, de mais de 25%.
Obama - George Clooney dizia que ele era uma estrela de Hollywood. E bastava ver o seu discurso de vitória, para se perceber o frenesim que rodeia uma “movie star”.
“We are one nation, one people, the time for change has come”.
“Ordinary people can do extraordinary things: We are ready to believe again”. E sempre com 90 % da assistência branca para não meter medo à América conservadora.
E no seu “site” (o melhor de todos os candidatos), hoje, já estava: “build the momentum: change is coming”.
Romney – Ambiente lúgubre nesta campanha. Aliás, Mitt Romney foi o único que passou o microfone à mulher, durante o discurso.
“Washington is broken”. “We need new faces in Washington”. Esta foi a pedra de toque de quem salientou que Obama, Huckabee e ele, nenhum era de Washington, eram “new faces”.
Edwards – O arranque diz tudo: “status quo lost and change won”. Falou de uma “wave of change” e no púlpito estava: “your time is now”.
É o candidato que desce à América de Roosevelt e de Truman e que pega em casos humanos, pessoais e familiares, como o do seu pai e da sua mulher para falar de uma sociedade de valores mais justa, que respeita a classe média. É em termos oratórios o mais próximo da criação do sonho de JFK.
Hillary – sempre artificial, forçado, mesmo com a presença de Bill e de Madeleine Albright, a multidão a gritar “Hillary”, “Hillary”, parece que não há envolvimento total com a candidata.
No entanto, ela sente-se a mais bem preparada, a melhor para derrotar os republicanos, o ênfase da sua campanha é nestes dois eixos alicerçados com a palavra experiência, que Hillary não atribui a Obama e a Edwards.
A sua frase mais apelativa: «não queremos eleger um presidente, queremos mudar um país» é fraca. Uma conclusão fácil: se Bill Clinton fosse candidato, mesmo com o pecado do vestido azul, trucidava os adversários.
Nota final – Mudança, esperança e luta contra o “status quo” marcam esta primária. Vamos ver como é o resto do país, mas reina ainda a confusão do lado dos republicanos, ao contrário do que estes resultados mostram.
Mas nunca me esqueço de uma das maiores surpresas das primárias. Jimmy Carter, quando ganhou em 1976, apenas dizia: «não sou advogado e não sou de Washington”.
Portanto, o filme do homem novo, não é novo.
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
"Under dog" está "out"
Acabei de fazer um périplo pelas páginas oficiais dos candidatos à Casa Branca e constato uma evidência, para lá da confusão que reina do lado Republicano.
Nos Democratas, Hillary mantém-se à frente e é Edwards que cresce um bocadinho. Nos Republicanos, a maior queda é a de Giuliani. Romney pode ganhar as duas primárias, mas Mc Cain, dado como morto há uns meses, reaparece e Huckabee prova que a direita religiosa pode e manda, rendendo-se a este pastor com uma pobre campanha e fracos recursos.
Mas se visitarem as páginas dos Democratas, vê-se que todos apresentam sondagens a dar-lhes a vitória. Edwards então é super-optimista no Iowa, Obama também ganha e Hillary segue a caravana.
À direita, o mesmo registo, mas é curioso, por exemplo em Mc Cain, o enfoque dado ao crescimento dos últimos dias mostrando, principalmente, uma possível vitória no New Hampshire.
Esta ânsia por mostrar resultados ganhadores exibe à evidência que, nos dias de hoje, o efeito “under dog” em sondagens está fora de moda.
Já ninguém tem pena de “loosers”.
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