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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

O vice de Obama

Fica provado que a escolha de um vice-presidente é uma ferramenta de marketing político. Apenas. Pelo menos para Obama.
Obama nunca podia escolher minorias nem uma mulher. Era de mais para os americanos.
Ele precisava de um branco, mais velho, de cabelos brancos, experiente, que percebesse de política internacional.
Quando o Nuno Gouveia me informou –através do seu blog eleições americanas e dos seus comentários - que o Sam Nunn (que era a minha opção mais sólida e a melhor para Obama) estava fora este fim-de-semana, então comecei a perceber que daria Biden.
Mas Biden, e basta saber quais foram os primeiros comerciais de McCain nestes dias - e foram de metralhar Biden pelos seus disparates e puxando pela admiração e amizade que tem pelo candidato republicano, como revelei aqui – para se saber que não acrescenta nada e não dá vitórias em nenhum estado.
O vice é um mero complemento de lacunas de Obama, o que é pouco. Não é novo, não é mudança. É do mais conservador e retrógado que podia acontecer. Mais uma prova de que Obama pode ser apenas um fenómeno pouco consistente.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

…e o Vice de Obama

Em poucos anos a população hispânica, asiática e afro-americana será mais de 55 por centos dos EUA. Porém, não me parece que Obama arrisque mais minorias (ou mulheres) na sua chapa.
Assim, o muito promovido hispânico Bill Richardson, governador do Novo México, fica de fora. Kathleen Sebelius, governadora do Kansas e filha do ex-governador do Ohio, John Gilligan também não é opção, pelo atrás referido.
A escolha para Vice será um branco. A dúvida existencial de Obama é se vai escolher alguém próximo dos eleitores que optaram por Hillary ou um homem experiente em Defesa e Política Internacional – o seu maior calcanhar de Aquiles.
Obama vai dar espaço na Convenção Democrata para Hillary falar e conta com isso agregar o seu eleitorado.
John Edwards é um novo proscrito da política americana, tal como foi Gary Hart, depois de reconhecer que tinha uma amante.
Joe Biden é perito em questões externas, mas a memória tem de nos ajudar a recordar que não aceitou ser escolhido por John Kerry para seu vice em 2004. E porquê?
Porque aconselhou a Kerry a escolha de….John McCain para derrotar W. Bush. Logo, agora não é a melhor altura, parece-me…
Evan Bayh é ex-governador do Indiana e Tim Kane é o governador da Virgínia, um estado tradicionalmente “vermelho” (republicano). Na sua divisa está “Leading the law” e seria um candidato mais duro à esquerda (este seria a minha segunda hipótese).
Logo, a minha primeira aposta vai para a área internacional, um homem já próximo de Obama, respeitável e credível e com idade mais madura: Sam Nunn.