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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

"A equipa será maioritariamente angolana"

O interesse das agências de comunicação portuguesas no mercado angolano ganhou visibilidade em 2008. A YoungNetwork Portugal não é excepção: posicionada nas vertentes da consultoria estratégica de comunicação, relações públicas, design e eventos, a YoungNetwork Angola fez o seu pré-lançamento na FILDA, em Julho

O Grupo YoungNetwork, composto pela YoungNetwork, empresa especializada em reputação e consultoria de comunicação, pela PressDirecto, empresa de assessoria de Imprensa, pela YoungAd, unidade de concepção e gestão de eventos e design, pela Mentor Media, consultora croata que inicia a internacionalização do Grupo, aposta agora na YoungNetwork Angola.

“Angola foi o destino escolhido para o projecto devido ao elevado potencial que apresenta e por ser um mercado importante para o Grupo”. É assim que João Duarte, CEO do Grupo YoungNetwork inicia a nossa conversa. Com o objectivo de oferecer ao mercado serviços de comunicação de A a Z em Angola, o desafio é conquistar uma posição de relevo no mercado Angolano. “Para o conseguirmos não esperamos facilidades, na medida em que o mercado angolano tem características muito específicas e já existe alguma concorrência, sobretudo local, bem posicionada”, refere.

Ainda em fase de iniciação, esta é uma operação internacional em estudo desde o início do ano, Com data prevista para abertura de escritório ainda durante o mês de Setembro, “Temos vindo a trabalhar neste projecto há cerca de seis meses e conseguimos iniciar a operação no terceiro trimestre deste ano, naquele que é o investimento mais elevado desde a fundação do Grupo”, refere o CEO do Grupo YoungNetwork“. Apesar da dificuldade de fazer projecções, acreditamos que faremos o break-even até 2012”, Segundo João Duarte, “a YoungNetwork terá uma equipa multi-disciplinar em Angola, com competências na área de relações públicas, eventos e publicidade”. A agência iniciará a sua actividade com um director - geral, que transitará de Lisboa, e um consultor, estando prevista a integração de cinco a sete pessoas na equipa até ao final do seu primeiro ano. “A equipa será maioritariamente angolana, com o apoio de alguns recursos portugueses, consoante as necessidades”, esclarece o profissional de comunicação, acrescentando que já têm alguns clientes, nomeadamente nas áreas de “Indústria e Serviços”.

De recordar que Angola é um país cada vez mais atractivo para o investimento, sendo sabido que vai crescer este ano mais do que qualquer outro país emergente. Fundado em 2000, em Portugal, o Grupo YoungNetwork conta já com mais de 70 colaboradores, desenvolvendo assessoria contínua em mais de 90 empresas, sendo hoje urna das maiores consultoras de comunicação no mercado português.

* Texto publicado no jornal Oje a 15 de Setembro. Ver notícia aqui.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

“Agência tem de perceber o meio com que comunica”

Director do OJE sugere mais atenção à segmentação da informação. Agências têm de aprender a ler os meios e a saber que tipo de informação cabe em cada um. Oiça o podcast com a opinião de Álvaro de Mendonça aqui.

“Agência é facilitador”

Álvaro de Mendonça fala nas agências como parceiros de negócio, de uma relação biunívoca, como facilitadoras de acesso a fontes de informação organizadas. Podcast do director do OJE aqui.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Em forma

Ontem, jantei com dois bons amigos. O Ricardo Castanheira, ex-deputado do PS, meu colunista na “Política Moderna” e actualmente director jurídico da Microsoft. Um grande quadro e um dos melhores políticos socialistas da nova geração.
E o Álvaro de Mendonça, o meu segundo director no jornalismo, mas o que apostou em mim aos 25 anos para um cargo de editor.
O Álvaro, director do OJE, está em grande forma, sobretudo a expor os benefícios da construção de uma capital no interior, entre Castelo Branco e Portalegre, uma ideia que ele defende há muito tempo, e os benefícios e o impacto positivo que teriam na economia lusa. É uma ideia a seguir, que ele acompanhará com trabalhos no seu jornal.

PS: E avisou-me que eu, hoje no OJE, levaria alguma tareia pelo meu artigo contra Hugo Chávez que escrevi. Não se enganou. De manhã, quando cheguei, já tinha mails de alguns comunistas empedernidos a criticar (e eu adoro). São os benefícios da interactividade com os leitores que o OJE facilita. E que aqui também no do fundo da comunicação damos espaço.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

É a religião, estúpido!

Há pouco tempo atrás, o João Duarte fez um post sobre religião.
Por extraordinário que pareça, esta semana a “Economist” (sempre indispensável), fazia capa com “the new wars of religion”.
Hoje, uma das maiores religiões, a muçulmana “has a bloody divide” (desta vez são os Sunitas e Xiitas, já foram os católicos e protestantes). Os católicos têm um Papa que quer reforçar as defesas do bastião do cristianismo, no seu pensamento, a Europa.
Porque, como sabemos, o Velho Continente não é mais do que cultura grega, leis romanas e religião cristã.
Mas é curioso de reparar como a política externa do Vaticano tem como objectivo prioritário a China: que pode ser o maior país católico do mundo, mas também pode ser o maior país muçulmano do mundo. É um tabuleiro onde se vai jogar o futuro.
A “Economist” cita a carta aberta de Ahmadinejad, presidente do Irão, a Bush: «whether we like it or not, the world is gravitating towards faith in the Almighty». Vindo de quem vem, desta vez tem de se reconhecer alguma credibilidade.

PS: Há uns tempos atrás, no OJE, onde escrevo às sextas-feiras, fiz um artigo que tinha como título «A tentação de Gore». Onde falava da derradeira oportunidade de Al Gore avançar para a corrida à Casa Branca. Duas semanas depois, a capa da “Time” era «The last temptation of Gore». O que quero dizer com isto é que este blog, que ainda é recente, para lá de se estar a tornar uma referência em termos profissionais é feito por pessoas atentas e que não estão apenas enredadas na mesquinhez dos assuntos de agenda. Os mais atentos dificilmente são medíocres. Os blogs atentos, assim, nunca são medíocres.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Oje: há vida para além do papel


O jornal Oje, gratuito de economia, já distribui diariamente mais de 25 mil exemplares, nas principais empresas portuguesas (cerca de 1.100 directamente). O jornal faz sobretudo agenda e mais do que roubar leitores ao Diário Económico e ao Jornal de Negócios acrescentou. Foi buscar uma outra franja de leitores - middle management - que não tinha por hábito comprar um meio económico todos os dias.

O Oje faz bem agenda, Álvaro Mendonça é uma boa escolha para director, o modelo de distribuição favorece os resultados operacionais porque diminui a intermediação, a exploração de espaços publicitários tem sido feita com imaginação, os colunistas são bons - à cabeça de todos a escrita de Jorge Fiel. Mas é preciso ser mais forte na Net - há espaço para criar concorrência ao Negocios.pt, embora ninguém o tenha conseguido até agora -, é fundamental mais publicidade - mas quem não precisa? -, e mais notoriedade. Pelo caminho editorial que escolheu, acho que a força do produto não se fará pelas notícias próprias.

O jornal prepara-se agora para explorar novas plataformas como televisão pela Net e, possivelmente, novos conteúdos. Vamos ver de que forma: se em parceria, ou se tomando ou cruzando participações com outras empresas.

Dois dados importantes a ter em conta neste projecto: a estrutura accionista é dominada por um fundo de capital de risco, que por definição é volátil, e o administrador Tiago Cortez, ligado a vários projectos editoriais inovadores - sobretudo o lançamento do Oje e do Negocios.pt, este com José Diogo Madeira - e com bons retornos para os accionistas (venda do Jornal de Negócios/Negocios.pt à Cofina e venda da sua parte da Prémio a António Cunha Vaz).