O director do “Expresso” nesta edição da e-zine do Grupo YoungNetwork, a Presspectives, diz duas doisas fundamentais para o futuro do jornalismo em Portugal.
«As pessoas querem ter informação: informação rigorosa e concreta, antevisões e explicações. Ninguém toma decisões sobre a sua vida com base num espectáculo de variedades. A informação séria, o bom jornalismo continuarão com uma importância ímpar, por muito entretenimento que exista».
Eu acrescento: quando se fala em renovações gráficas de jornais, quando ouço que se tenta proporcionar uma leitura mais rápida confesso que acho ridículo. Os bons jornais têm bons textos e boa informação, não apenas fotos e dez linhas. Têm, acima de tudo, profundidade.
E Henrique Monteiro disse mais: «Acredito que haverá gratuitos para ler em dez minutos. Mas os gratuitos nunca terão possibilidades de ter jornalismo topo de gama».
Concordo. Os gratuitos conquistaram o mercado em Portugal das audiências que não compravam jornais. As pessoas que andam no metro com quatro gratuitos na mão nunca compraram o Público na vida.
E mais: os gratuitos nunca terão «jornalismo topo de gama» também por um motivo: é que quem lê os gratuitos não está interessado em jornalismo topo de gama e não quer perder o seu tempo com complicações.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Henrique Monteiro e o futuro do jornalismo
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Presspectives: Público vs El País, jornalistas adeptos da Web 2.0, gratuitos animam mercado e João Palmeiro
Este mês comparámos os dois diários ibéricos de referência, entrevistámos o director do Metro, Luís Pimenta, publicamos a opinião de João Palmeiro, presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, que lança o 2008 e apresentamos um estudo sobre as fontes dos jornalistas. Leia a Presspectives de Janeiro aqui.
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