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terça-feira, 25 de novembro de 2008

Miguel Rodrigues dos Santos e José Sousa Tavares

Acaba de ser lançado o novo livro de José Rodrigues dos Santos, “A vida num sopro”. Contam-me que qualquer semelhança com o “Rio das Flores” de Miguel Sousa Tavares é mera coincidência.

Seiscentas e dezasseis páginas de romance de Rodrigues dos Santos a 23 euros pela Gradiva contra 640 de Sousa Tavares a 29 euros pela Oficina do Livro.

Portugal, nos anos 30, é onde se passa a trama de Rodrigues dos Santos. Já em “Rio das Flores”, segundo a sua sinopse, são “(…) trinta anos de história do século XX as que correm ao longo das páginas deste romance, com cenário no Alentejo, Espanha e Brasil”.

Consta que ambos são histórias de família, com amores e desamores onde se desafiam os valores tradicionais de época.

Li o “Rio das Flores”, não gostei.

Lerei pela primeira vez Rodrigues dos Santos e veremos, se, como afirmava o filósofo Heráclito, não é mesmo possível banhar-se duas vezes no mesmo Rio…

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Mano-a-mano

Rouba o livro à mulher. Lê à socapa, nao passa da 45. Mas já percebe que gosta. Talvez uma escrita cuidada em demasia, muito adjectivada, virada para a crítica intelectual. Sevilha, Maestranza, 1915, dia de mano-a-mano: Joselito enfrenta Belmonte*. Tradição contra irreverência. Faena de doutrina contra devoção temerária. Claques organizadas por matador. Na arena, verónicas e pases de pecho na capa, bandarilhas no intermédio e derechazos e naturais na muleta para completar “o tércio da morte”. O estoque direito ao touro para coroar a faena. A arena aos pés do leitor. Olé Miguel!

*Blogografia: Marca de morte.