sexta-feira, 20 de março de 2009

Durão e o Papa *

Só falta a França para que Durão Barroso recolha o apoio dos três grandes, na recandidatura à presidência da Comissão Europeia.
A sua recondução é importante para Portugal, não só por factores de nacionalidade mas porque é ali que se tomam as decisões verdadeiramente importantes. E ter ao lado de Sarkozy, Brown e Merkel, Durão Barroso, é sempre melhor do que ter Prodi ou outro qualquer.
Durão é um político sólido, de grande racionalidade, mas frio e por vezes pouco versátil. Não deixou grandes recordações em Portugal e dificilmente os portugueses lhe perdoarão a fuga, tal como a Guterres. Por isso, é na esfera internacional que Durão Barroso poderá seguir o seu caminho, honrando, com isso, também Portugal.
A fazer o seu caminho está Bento XVI. Em África, mais exactamente nos Camarões, manteve-se coerente com o seu discurso condenando o uso indiscriminado do preservativo.
Foi trucidado internacionalmente, mas ele não podia fazer outra coisa para quem defende a abstinência e a fidelidade como as melhores práticas.
Aquele continente precisa de uma “encíclica” só para si. Democratas, torcionários, “diamantes de sangue”, narcotráfico, oleodutos de dinheiro oriundos do petróleo, riquezas naturais, mercenários, todo o tipo de epidemias, guerras de etnias, convulsões religiosas. O continente mais desprotegido precisava da presença do Papa. Da sua calma e também de um pouco da sua ortodoxia. É uma viagem no tempo certo.

*Publicado hoje no OJE

segunda-feira, 16 de março de 2009

Guiné-Bissau

Um diário generalista publicou este fim-de-semana que o actual Primeiro-Ministro - e recente vencedor das legislativas na Guiné-Bissau com 67 por cento - Carlos Gomes Júnior seria o candidato do PAIGC à Presidência da República.
Sem pôr em causa as fontes do jornal, a mim parece-me que o candidato do PAIGC será Henrique Rosa.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Originalidade

No Grupo YoungNetwork somos originais: Quando não ganhamos um cliente é porque alguém foi melhor do que nós. Quando não estamos fortes nalgum sector é porque ainda não merecemos estar.

Gostamos de viver com este ónus em cima.

Vamos ser notícia

Ver hoje às 23 na MTV. Obrigado FV.

Satisfazer a necessidade

Uma campanha de relações públicas bem sucedida impacta os públicos-alvo. O único caminho para criar impacto é satisfazer uma necessidade da audiência. No caso dos Media, os jornalistas estão interessados que lhes contem boas histórias, informações privilegiadas e únicas, que os coloquem em vantagem face aos pares, e que satisfaçam, por sua vez, as necessidades dos seus leitores.

Faço o que digo

A reputação é construída 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias por ano pelo que dizemos (promessa), mas mais importante ainda é construída pelo que fazemos (cumprir a promessa).

Preocupado com o que os outros pensam

Se existe audiência, então as marcas têm reputação (positiva, negativa ou neutra). Não é uma escolha das marcas, sejam elas pessoas, empresas ou produtos, terem ou não reputação. É uma característica intrínseca à própria marca.

Gerir a reputação de uma marca tem tudo a ver com a audiência, com as pessoas, eleitores ou consumidores que queremos impactar.

A reputação de um marca existe na mente dos receptores na forma como eles a percebem, pensam e sentem. Para os profissionais do nosso sector é crítico ter sempre presente que a reputação das suas marcas não é o que eles ou os clientes pensam que elas são, mas sim o que os outros pensam que elas são.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Dois pensamentos simples

1- A Internet tem coisas fantásticas e coisas péssimas.
A Internet dá informação e não dá conhecimento, logo, um burro por ler a wikipédia e “sites” de citações (ou fazendo citações de pessoas que nem sabem quem são) não passa a figura de relevo.
Os blogues que são legítimos e interessantes e trouxeram novos talentos, têm a vertente de trazerem também comentários de idiotas e de medíocres que devem dormir mal todos os dias.
2- Não gosto de gente sem currículo que aparece a “botar discurso”. «Deus nos livre de quem esconde ou não tem passado», como dizia Paulo Portas a Alexandra Lencastre este domingo.

Crise 1 Louçã 0

O que Francisco Louçã prega muito, mas não consegue, a crise dá. De acordo com a Forbes, no espaço de um ano, a riqueza acumulada dos bilionários em todo o mundo recuou de 4,4 biliões para 2,4 biliões de dólares e perdemos 332 bilionários, tendo agora no planeta apenas 793.

Daqui resulta que a queda dos activos desta "milena" de homens e mulheres é muito maior do que qualquer imposto sobre grandes fortunas algum dia iria conseguir aplicar e que a simples contracção das fortunas dos bilionários faz milagres nos índices de desigualdade. Temos hoje uma sociedade mais justa do que há um ano, com os pobres mais próximos dos ricos.

Em economia, pela mão do professor João César das Neves, aprendi que um bolo melhor dividido é um bolo mais pequeno. Neste ambiente de crise, é caso para dizer que um bolo mais pequeno é um bolo melhor dividido.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Semiologia em Comunicação

Por Sofia Lima*

Qualquer pessoa que trabalhe em comunicação deve ter presente o seguinte: por cada indivíduo, existe uma realidade.
Se um grupo de pessoas analisar em conjunto o famoso quadro Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, percebemos que são tantas as interpretações do seu sorriso e da sua postura quantas as pessoas presentes. Da mesma forma, o ideal no dia-a-dia profissional (e, por vezes, pessoal) deve ser de absoluta imparcialidade e objectividade, para que a informação trabalhada não seja ambígua. Assim, alargando a visão acerca das diferentes perspectivas que um determinado assunto pode ter, o comunicador deve ser o mais exacto possível na informação que transmite, reduzindo ao mínimo a possibilidade de interpretações erradas e ineficazes.
Semantic does matter.

*Consultora Senior, PressDirecto e YoungLab
Colunista Convidada

terça-feira, 10 de março de 2009

Querida, encolhi a facturação

Também só para os que se interessam pelo mercado das agências de comunicação.

Agora, há outra batalha para vencer, a da consistência. Porque será que os que apresentaram no passado os resultados de forma estruturada e mais transparente, logo no início do ano, ainda não apresentaram este ano?

Estamos atentos por aqui, e a estranhar a demora. Será a contabilidade que está mais atrasada ou é legítimo pensar que a facturação encolheu? Bonito comunicar crescimentos de dois digitos em 2007, mas chato recuar em 2008? Às vezes, existe facturação extraordinária que não se repete...

Lá vai a consistência às malvas. Resultados só quando se cresce? Se houver crescimento em 2009 faremos o favor de tirar o resultado de 2008, por cálculo da quarta classe, na altura.

Tento na língua

Só para quem se interessa pelo mercado das agências de comunicação.

Já repararam que desde que começámos aqui, neste blog, a fazer contas aos crescimentos alheios e a apontar a inconsistência das facturações fantasiosas, apenas com base em informação dada pela própria concorrência ao mercado, que começou a haver maior tento na língua por parte dos players?

Batalha da transparência vencida. Esta demos de borla ao sector.

Contadores de histórias

Contadores de histórias é o que nós temos de ser. Histórias verdadeiras, que respeitem o ADN dos clientes, bem contadas, que façam as audiências terem vontade de espalhar a mensagem. E histórias que resistam ao efeito do tempo, ou seja, que sejam consistentes. No futuro a acção tem de concretizar a promessa. É preciso entregar a promessa.

Blogografia:

- Post de Seth Godin

- All Marketers are liars, Seth Godin